Leia a tirinha de Calvin com atenção:
É possível afirmar que, no terceiro quadrinho, há um desvio da norma padrão da língua portuguesa denominado:
Leia, atentamente, o texto para responder à questão.
TEXTO
Redução da idade penal: 'pérola' do popularismo penal
Tais como os abutres, aproveitam-‐se dos cadáveres das vítimas e da dor das suas famílias para defender soluções milagreiras
Pedro Montenegro
Todas as vezes em que ocorrem homicídios com o envolvimento de adolescentes reacende o debate acerca da redução da maior idade penal. As vozes rancorosas dos popularistas penais ecoam em generosos espaços da grande mídia, bradando pela redução da maior idade penal como sendo a salvação para a barbárie brasileira.
Ensina o festejado professor Eugenio Raúl Zaffaroni que o popularismo penal é uma demagogia que explora o sentimento de vingança das pessoas, mas, politicamente falando, é uma nova forma de autoritarismo. A violência aumenta porque aumentou a miséria. Os anos 1990 foram os anos do festival do mercado: os pobres ficaram mais pobres e alguns ricos, nem todos, mais ricos. Os mesmos autores dessa política de polarização da sociedade são os que hoje pedem mais repressão sobre os setores vulneráveis da população. Querem mais mortos e, entre os infratores e policiais, mais “guerra”. No final, eles são invulneráveis a essa violência. A “guerra” que pedem é a “guerra” entre pobres e/ou contra os pobres. Os males do popularismo penal são devastadores na vida social.
[...]
Disponível em: <http://www.cartacapital.com.br/sociedade/reducao-‐da-‐idade-‐penal-‐e-‐a-‐perola-‐do-‐popularismo-‐ penal/>. Acesso: 17/09/2014. Adaptado.
De acordo com o texto, a redução da idade penal é a “pérola” do popularismo penal porque:
Aquestão se refere ao texto abaixo.
PRATO DO DIA
Tião Carreiro e Pardinho
Às margens de uma estrada, uma simples pensão existia.
A comida era tipo caseira, e o frango caipira era o prato do dia.
Proprietário, homem de respeito, ali trabalhava com sua família.
Cozinheira era sua esposa, e a garçonete era uma das filhas.
Foi chegando naquela pensão um viajante já fora de hora.
Foi dizendo para a garçonete: “Me traga um frango, vou jantar agora.
Eu estou bastante atrasado; terminando, eu já vou embora.”
Ela então respondeu num sorriso: “Mamãe está de pé. Pode crer, não demora.”
Quando ela foi servir a mesa, delicada e com muito bom jeito:
“Me desculpe, mas trouxe uma franga. Talvez não esteja cozida direito.”
O viajante foi lhe respondendo: “Pra mim, franga crua talvez eu aceito.
Sendo uma igual a você, seja qualquer hora também não enjeito.”
Foi saindo de cabeça baixa pra queixar ao seu pai a mocinha.
“Minha filha, mate outra franga. Pode temperar, porém não cozinha.
Vou levar esta franga na mesa, se bem que comigo a conversa é curtinha.
É a coisa que mais eu detesto, é ver homem barbado fazendo gracinha.”
Foi chegando o velho e dizendo: “Vim trazer o pedido que fez.”
Quando o cara tentou recusar, já se viu na mira de um Schmidt inglês.
O negócio foi limpar o prato, quando o proprietário lhe disse cortez:
“Nós estamos de portas abertas para servir à moda que pede o freguês.”
Disponível em: <http://letras.mus.br/tiao-carreiro-e-pardinho/1583596>. Acesso em: 17/10/2013. Adaptado.De acordo com informações implícitas ou explícitas do texto, é possível fazer a seguinte afirmação:
A seguir, leia o texto, do escritor juiz-forano Edimilson de Almeida Pereira, para responder à questão.
TEXTO
Relato
A notícia
irrompe de afluentes oclusos.
Nem há gentileza, o morno espanto das notícias.
Teus braços
dilatam outros tempos,
a dolorosa crise que desperta
dominadores e dominados.
Falaria, amor, de amor,
despido da sentimental mercadoria
que nos atormenta.
A notícia
demove as paisagens claras.
Nem há receio,
o forte impacto das notícias.
Com que humor
o relato de nossa extinção
Desponta nos olhos.
Considere os seguintes versos: “A notícia/ irrompe de afluentes oclusos”. O vocábulo grifado tem sentido equivalente a:
Leia o TEXTO para responder à questão proposta.
Com relação aos aspectos linguísticos do texto, assinale a alternativa CORRETA.
Aquestão se refere ao texto abaixo.
PRATO DO DIA
Tião Carreiro e Pardinho
Às margens de uma estrada, uma simples pensão existia.
A comida era tipo caseira, e o frango caipira era o prato do dia.
Proprietário, homem de respeito, ali trabalhava com sua família.
Cozinheira era sua esposa, e a garçonete era uma das filhas.
Foi chegando naquela pensão um viajante já fora de hora.
Foi dizendo para a garçonete: “Me traga um frango, vou jantar agora.
Eu estou bastante atrasado; terminando, eu já vou embora.”
Ela então respondeu num sorriso: “Mamãe está de pé. Pode crer, não demora.”
Quando ela foi servir a mesa, delicada e com muito bom jeito:
“Me desculpe, mas trouxe uma franga. Talvez não esteja cozida direito.”
O viajante foi lhe respondendo: “Pra mim, franga crua talvez eu aceito.
Sendo uma igual a você, seja qualquer hora também não enjeito.”
Foi saindo de cabeça baixa pra queixar ao seu pai a mocinha.
“Minha filha, mate outra franga. Pode temperar, porém não cozinha.
Vou levar esta franga na mesa, se bem que comigo a conversa é curtinha.
É a coisa que mais eu detesto, é ver homem barbado fazendo gracinha.”
Foi chegando o velho e dizendo: “Vim trazer o pedido que fez.”
Quando o cara tentou recusar, já se viu na mira de um Schmidt inglês.
O negócio foi limpar o prato, quando o proprietário lhe disse cortez:
“Nós estamos de portas abertas para servir à moda que pede o freguês.”
Disponível em: <http://letras.mus.br/tiao-carreiro-e-pardinho/1583596>. Acesso em: 17/10/2013. Adaptado.Assinale a alternativa que está de acordo com o texto.
Leia o texto a seguir.
TEXTO
Congresso internacional do medo
Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Sentimento do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. p. 68.Assinale a alternativa CORRETA.
A seguir, leia outro poema de Carlos Drummond de Andrade, para responder à Questão.
QUADRILHA
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova Reunião: 23 livros de poesia – volume I. 6ª ed. Rio de Janeiro: Bestbolso, 2013. p. 34.
Assinale a alternativa CORRETA.
Leia a seguir a letra da canção “É” do compositor Gonzaguinha, para responder à questão
É
É!
A gente quer valer o nosso amor
A gente quer valer nosso suor
A gente quer valer o nosso humor
A gente quer do bom e do melhor...
A gente quer carinho e atenção
A gente quer calor no coração
A gente quer suar, mas de prazer
A gente quer é ter muita saúde
A gente quer viver a liberdade
A gente quer viver felicidade...
É!
A gente não tem cara de panaca
A gente não tem jeito de babaca
A gente não está
Com a bunda exposta na janela
Pra passar a mão nela...
É!
A gente quer viver pleno direito
A gente quer viver todo respeito
A gente quer viver uma nação
A gente quer é ser um cidadão
A gente quer viver uma nação...
É! É! É! É! É! É! É!
Analise as assertivas abaixo.
I. A primeira estrofe trata, principalmente, de desejos pessoais.
II. A segunda estrofe trata, principalmente, de aspectos mais relativos ao convívio.
III. A terceira estrofe trata, preponderantemente, de aspectos relativos à exposição física.
IV. A quarta estrofe trata, essencialmente, de aspectos relativos ao respeito ao ser humano.
Assinale a alternativa CORRETA.
A questãose referem ao texto abaixo.
PRATO DO DIA
Tião Carreiro e Pardinho
Às margens de uma estrada, uma simples pensão existia.
A comida era tipo caseira, e o frango caipira era o prato do dia.
Proprietário, homem de respeito, ali trabalhava com sua família.
Cozinheira era sua esposa, e a garçonete era uma das filhas.
Foi chegando naquela pensão um viajante já fora de hora.
Foi dizendo para a garçonete: “Me traga um frango, vou jantar agora.
Eu estou bastante atrasado; terminando, eu já vou embora.”
Ela então respondeu num sorriso: “Mamãe está de pé. Pode crer, não demora.”
Quando ela foi servir a mesa, delicada e com muito bom jeito:
“Me desculpe, mas trouxe uma franga. Talvez não esteja cozida direito.”
O viajante foi lhe respondendo: “Pra mim, franga crua talvez eu aceito.
Sendo uma igual a você, seja qualquer hora também não enjeito.”
Foi saindo de cabeça baixa pra queixar ao seu pai a mocinha.
“Minha filha, mate outra franga. Pode temperar, porém não cozinha.
Vou levar esta franga na mesa, se bem que comigo a conversa é curtinha.
É a coisa que mais eu detesto, é ver homem barbado fazendo gracinha.”
Foi chegando o velho e dizendo: “Vim trazer o pedido que fez.”
Quando o cara tentou recusar, já se viu na mira de um Schmidt inglês.
O negócio foi limpar o prato, quando o proprietário lhe disse cortez:
“Nós estamos de portas abertas para servir à moda que pede o freguês.”
Disponível em: . Acesso em: 17/10/2013. Adaptado.A questão tomam por base o texto lido, mas não é questão de interpretação de texto. Para a análise dos excertos da questão, considere o contexto do texto lido.
As personagens do texto representam pessoas simples, de linguajar, provavelmente, informal, distante da norma padrão. Assinale a alternativa em que ocorre um uso que se desvia da norma culta.