[1] Quando a Primeira Guerra começou, em agosto de 1914, não havia dúvida sobre de que lado
[2] os gaúchos ficariam. Toda a geração de intelectuais, bem como a anterior àquela e a posterior, tinha a
[3] França como segunda pátria, e onde ela estivesse estariam eles. Era o grande drama: “Ah, Paris!”. Se
[4] os alemães tomassem Paris, era o fim, não havia mais esperança, o mundo perderia o sentido sem a
[5] cidade luz. A Alemanha, coitada, ficou com o papel de patinho feio, culpada de todos os massacres,
[6] representando tudo o que havia de mal.
Os pronomes “àquela” (l. 02), “ela” (l. 03) e “eles” (l. 03) estão resgatando quais palavras anteriormente citadas, na ordem em que aparecem no texto?
[1] A professora Magda Soares – titular emérita da Faculdade de Educação da Universidade
[2] Federal de Minas Gerais e pesquisadora do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (Ceale) –
[3] conseguiu mais uma proeza em sua longa e profícua carreira: aos 85 anos, ganhou o cobiçado prêmio
[4] Jabuti (melhor livro de não ficção de 2017) com uma obra (acadêmica) exclusivamente dedicada ao
[5] árido e excessivamente técnico tema da alfabetização.
[6] Certamente, o júri da premiação reconheceu a importância e urgência que a educação
[7] demanda em nosso país – em particular, o esforço para alfabetizar nossas crianças e retirá-las das
[8] últimas posições em praticamente todos os testes internacionais que medem o domínio dos
[9] rudimentos de escrita e leitura. A dificuldade do letramento tem sido um dos principais indutores da
[10] evasão escolar e é quase sinônimo de fracasso escolar.
[11] Magda Soares se dispôs a enfrentar os desafios conceituais desse tema em Alfabetização: a
[12] questão dos métodos (editora Contexto). Se a grande briga dos anos 80 para cá tem se dado entre
[13] fônicos e construtivistas, já havia precedente para a pendenga. Na virada do século 19 para o 20, a
[14] disputa era entre os métodos analíticos e sintéticos. É das tensões acerca de o que ensinar e como
[15] ensinar que advêm as maiores disputas. Encerrados em suas visões de mundo, os métodos têm
[16] proporcionado visões restritivas à ação dos educadores.
Disponível em: <http://www.revistaeducacao.com.br/um-premio-para-todos-que-alfabetizam/>.acesso m: 16 mar. 2018.
Os adjetivos “profícua” (l. 03) “árido” (l. 05) encontram, respectivamente, sinônimos mais adequados em qual das alternativas abaixo?
Observe: “___ dois meses não se ouve falar dela e não sabemos _________________ ela desapareceu”. Em qual das alternativas a seguir as palavras completam corretamente as lacunas, na ordem em que aparecem?
Observe o trecho “Precisamos das primeiras páginas – e os romancistas também precisam.”, retirado do texto. Em qual das alternativas abaixo há ERRO em sua reescrita, se quisermos manter o sentido original?
Viver para postar
[1] […] Ser feliz é a melhor maneira de parecer um idiota completo. Para muita gente, a felicidade dos
[2] outros é um acinte. E não estou falando dos invejosos. Não consigo acreditar que existam invejosos de
[3] mim, para mim essa paranoia com a inveja alheia é delírio narcísico.
[4] Estou falando dos cronicamente insatisfeitos – esses sim existem, e são muitos. Experimenta dizer
[5] que está feliz. O olhar vai ser fulminante, assim como a resposta mental: “Como é que esse imbecil pode
[6] ser feliz num país desses, num calor desses, com um dólar desses?”.
[7] Aprendi que reclamar do calor ou do dólar não reduz a temperatura nem o dólar. Aprendi que a lei
[8] de Murphy só existe pra quem acredita nela. E aprendi que reparar na felicidade te ajuda a reconhecê-la
[9] quando esbarrar com ela de novo – e acho que isso foi o mais importante.
[10] “A gente só reconhece a felicidade pelo barulhinho que ela faz quando vai embora”, dizia o Jacques
[11] Prévert. Dificílimo reconhecer a felicidade quando ela ainda está no recinto. Caso reconheça, é fundamental
[12] fotografar, escrever, desenhar, filmar. Para isso servem nossos smartphones: para estocar os mais diversos
[13] tipos de felicidade em pixels, áudios e blocos de nota. Às vezes a necessidade de registro pode parecer
[14] uma fuga do presente, mas, pelo contrário, é a documentação da felicidade que estica o presente para a
[15] vida toda. […]
DUVIVIER, Gregorio. Viver para postar. In: Folha de S. Paulo, 13 abr. 2015.
Observe o trecho “Estou falando dos cronicamente insatisfeitos – esses sim existem, e são muitos”, retirado do texto. Em qual das alternativas abaixo há ERRO em sua reescrita, se quisermos manter o sentido original?
[1] Humildade é uma palavra que se origina com a palavra “humus”, utilizada na língua grega e
[2] também na língua latina. Humus, literalmente, significa “terra”. Nas línguas clássicas o significado de
[3] humildade tinha a ver com coisas rasteiras, perto da terra, da natureza, ou seja, com pouca elevação.
[4] Com o tempo, por extensão, passou a designar a virtude humana de não ser superior, mas igual.
[5] Antes de chegar ao português, a palavra humus deu origem ao substantivo latino “humilitas”, de
[6] mesmo significado do adjetivo português.
[7] A humildade é uma característica ou qualidade que possui uma pessoa que age com
[8] simplicidade, sem arrogância, soberba ou prepotência em suas atitudes ou palavras. A humildade é
[8] uma virtude, o que quer dizer que é algo positivo. Uma pessoa humilde reconhece suas limitações,
[9] não usa de falsa modéstia para receber elogios, não se deixa levar pelo orgulho e não acredita ser
[10] mais importante que o restante.
[11] É bastante comum que pessoas que não são humildes sejam irritantes ou incomodem o
[12] restante de alguma forma; assim, é comum pedir que alguém aja com humildade para que se torne de
[13] trato mais fácil e uma pessoa mais acessível. A palavra humilde também costuma ser utilizada como
[14] sinônimo de poucos recursos econômicos, como um eufemismo para pobreza. [...]
Disponível em: <http://www.meusdicionarios.com.br/humildade>. Acesso em: 09 ago. 2016.
Observe atentamente as afirmações. I - O verbo “passou” (l. 04) tem como sujeito “o significado de humildade ” ( l . 02-03) . II - A expressão “que possui” (l. 07) poderia ser substituída por “de”, sem que houvesse mudança de sentido no texto. III - A passagem “ao português” (l. 05) poderia ser substituída por “à Língua Portuguesa”, desde que indicada a crase. Quais estão corretas?
[1] A professora Magda Soares – titular emérita da Faculdade de Educação da Universidade
[2] Federal de Minas Gerais e pesquisadora do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (Ceale) –
[3] conseguiu mais uma proeza em sua longa e profícua carreira: aos 85 anos, ganhou o cobiçado prêmio
[4] Jabuti (melhor livro de não ficção de 2017) com uma obra (acadêmica) exclusivamente dedicada ao
[5] árido e excessivamente técnico tema da alfabetização.
[6] Certamente, o júri da premiação reconheceu a importância e urgência que a educação
[7] demanda em nosso país – em particular, o esforço para alfabetizar nossas crianças e retirá-las das
[8] últimas posições em praticamente todos os testes internacionais que medem o domínio dos
[9] rudimentos de escrita e leitura. A dificuldade do letramento tem sido um dos principais indutores da
[10] evasão escolar e é quase sinônimo de fracasso escolar.
[11] Magda Soares se dispôs a enfrentar os desafios conceituais desse tema em Alfabetização: a
[12] questão dos métodos (editora Contexto). Se a grande briga dos anos 80 para cá tem se dado entre
[13] fônicos e construtivistas, já havia precedente para a pendenga. Na virada do século 19 para o 20, a
[14] disputa era entre os métodos analíticos e sintéticos. É das tensões acerca de o que ensinar e como
[15] ensinar que advêm as maiores disputas. Encerrados em suas visões de mundo, os métodos têm
[16] proporcionado visões restritivas à ação dos educadores.
Disponível em: <http://www.revistaeducacao.com.br/um-premio-para-todos-que-alfabetizam/>.acesso m: 16 mar. 2018.
Observe as seguintes afirmações. I - “Emérita”, “árido”, “últimas”, “sinônimo”, “métodos”, “fônicos”, “analíticos” e “sintéticos” são palavras acentuadas graficamente pela mesma regra. II - Se a palavra “tema” (l. 05) fosse substituída por “matéria”, o “ao” (l. 04) deveria ser substituído por “à”. III - A expressão “acerca de” (l. 14) pode ser substituída por “sobe” sem nenhuma perda do sentido original do período. Quais estão corretas?
Observe as frases a seguir. I - Fazem três anos que moro aqui. II - Vai fazer quinze anos que moro aqui. III - Deve haver muita gente desempregada. As conjugações verbais estão corretas em
Leia atentamente o trecho a seguir.
O racismo não foi a causa, mas a consequência do tráfico negreiro. Segundo Harari: “O capitalismo matou milhões por pura indiferença unida à ganância. O comércio de escravos no Atlântico não derivou de ódio racista para com os africanos.(...)” A “banalidade do mal” nazista foi precedida pela banalidade da ganância capitalista, que inventou o racismo contra os africanos para legitimar e naturalizar o comércio que ceifou milhões de vida (sic). Era só um bom negócio com carne humana encontrada com fartura na África.
SILVA, J. M. da S. Capitalismo e tráfico de escravos em bolsa. Disponível em: <http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=7135> Acesso em: 26 abr. 2015.
O trecho acima destaca
Viver para postar
[1] […] Ser feliz é a melhor maneira de parecer um idiota completo. Para muita gente, a felicidade dos
[2] outros é um acinte. E não estou falando dos invejosos. Não consigo acreditar que existam invejosos de
[3] mim, para mim essa paranoia com a inveja alheia é delírio narcísico.
[4] Estou falando dos cronicamente insatisfeitos – esses sim existem, e são muitos. Experimenta dizer
[5] que está feliz. O olhar vai ser fulminante, assim como a resposta mental: “Como é que esse imbecil pode
[6] ser feliz num país desses, num calor desses, com um dólar desses?”.
[7] Aprendi que reclamar do calor ou do dólar não reduz a temperatura nem o dólar. Aprendi que a lei
[8] de Murphy só existe pra quem acredita nela. E aprendi que reparar na felicidade te ajuda a reconhecê-la
[9] quando esbarrar com ela de novo – e acho que isso foi o mais importante.
[10] “A gente só reconhece a felicidade pelo barulhinho que ela faz quando vai embora”, dizia o Jacques
[11] Prévert. Dificílimo reconhecer a felicidade quando ela ainda está no recinto. Caso reconheça, é fundamental
[12] fotografar, escrever, desenhar, filmar. Para isso servem nossos smartphones: para estocar os mais diversos
[13] tipos de felicidade em pixels, áudios e blocos de nota. Às vezes a necessidade de registro pode parecer
[14] uma fuga do presente, mas, pelo contrário, é a documentação da felicidade que estica o presente para a
[15] vida toda. […]
DUVIVIER, Gregorio. Viver para postar. In: Folha de S. Paulo, 13 abr. 2015.
No período “Para isso servem nossos smartphones: para estocar os mais diversos tipos de felicidade em pixels, áudios e blocos de nota”, se o vocábulo “smartphones” fosse colocado no singular, quantos outros, além dele, sofreriam modificação?