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Em qual das alternativas a seguir o sentido da frase está correto?

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Viver para postar


[1] […] Ser feliz é a melhor maneira de parecer um idiota completo. Para muita gente, a felicidade dos
[2] outros é um acinte. E não estou falando dos invejosos. Não consigo acreditar que existam invejosos de
[3] mim, para mim essa paranoia com a inveja alheia é delírio narcísico.
[4] Estou falando dos cronicamente insatisfeitos – esses sim existem, e são muitos. Experimenta dizer
[5] que está feliz. O olhar vai ser fulminante, assim como a resposta mental: “Como é que esse imbecil pode
[6] ser feliz num país desses, num calor desses, com um dólar desses?”.
[7] Aprendi que reclamar do calor ou do dólar não reduz a temperatura nem o dólar. Aprendi que a lei
[8] de Murphy só existe pra quem acredita nela. E aprendi que reparar na felicidade te ajuda a reconhecê-la
[9] quando esbarrar com ela de novo – e acho que isso foi o mais importante.
[10] “A gente só reconhece a felicidade pelo barulhinho que ela faz quando vai embora”, dizia o Jacques
[11] Prévert. Dificílimo reconhecer a felicidade quando ela ainda está no recinto. Caso reconheça, é fundamental
[12] fotografar, escrever, desenhar, filmar. Para isso servem nossos smartphones: para estocar os mais diversos
[13] tipos de felicidade em pixels, áudios e blocos de nota. Às vezes a necessidade de registro pode parecer
[14] uma fuga do presente, mas, pelo contrário, é a documentação da felicidade que estica o presente para a
[15] vida toda. […]
DUVIVIER, Gregorio. Viver para postar. In: Folha de S. Paulo, 13 abr. 2015.

Em “Às vezes a necessidade de registro pode parecer uma fuga do presente, mas, pelo contrário, é a documentação da felicidade que estica o presente para a vida toda”, a expressão “pelo contrário” expressa uma ideia de

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Viver para postar


[1] […] Ser feliz é a melhor maneira de parecer um idiota completo. Para muita gente, a felicidade dos
[2] outros é um acinte. E não estou falando dos invejosos. Não consigo acreditar que existam invejosos de
[3] mim, para mim essa paranoia com a inveja alheia é delírio narcísico.
[4] Estou falando dos cronicamente insatisfeitos – esses sim existem, e são muitos. Experimenta dizer
[5] que está feliz. O olhar vai ser fulminante, assim como a resposta mental: “Como é que esse imbecil pode
[6] ser feliz num país desses, num calor desses, com um dólar desses?”.
[7] Aprendi que reclamar do calor ou do dólar não reduz a temperatura nem o dólar. Aprendi que a lei
[8] de Murphy só existe pra quem acredita nela. E aprendi que reparar na felicidade te ajuda a reconhecê-la
[9] quando esbarrar com ela de novo – e acho que isso foi o mais importante.
[10] “A gente só reconhece a felicidade pelo barulhinho que ela faz quando vai embora”, dizia o Jacques
[11] Prévert. Dificílimo reconhecer a felicidade quando ela ainda está no recinto. Caso reconheça, é fundamental
[12] fotografar, escrever, desenhar, filmar. Para isso servem nossos smartphones: para estocar os mais diversos
[13] tipos de felicidade em pixels, áudios e blocos de nota. Às vezes a necessidade de registro pode parecer
[14] uma fuga do presente, mas, pelo contrário, é a documentação da felicidade que estica o presente para a
[15] vida toda. […]
DUVIVIER, Gregorio. Viver para postar. In: Folha de S. Paulo, 13 abr. 2015.

Desconsiderando questões de concordância, a palavra “acinte” (linha 02) pode ser substituída, sem prejuízo ao sentido do texto, pela palavra

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Considere as seguintes afirmações. I - O verso “O dia voa como um pássaro” está em sentido denotativo. II - O verso “A História é um carro alegre” traz uma metáfora. III - A frase “Eu já te falei um milhão de vezes que não a perdoarei!” traz uma ironia. Quais estão corretas?

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WhatsApp é vício

[1] Estou no restaurante Gero, em São Paulo. Na mesa próxima, um casal de orientais. Cada um em
[2] seu celular. Durante a refeição não trocam uma palavra. Só teclam. Saem juntos, andando e teclando. Em
[3] outra ocasião, em Madri, um amigo convidou um grupo para jantar. Um dos convidados sacou o celular.
[4] Ficou conversando com a família no Brasil. E nem se interessou em conhecer o grupo de espanhóis na
[5] mesa!
[6] A vida com o celular é boa, mas tem armadilhas. Primeiro, a gente corre o risco de trabalhar o
[7] tempo inteiro. O chefe pode chamar a qualquer momento, com um assunto urgente. (Que no passado podia
[8] esperar até segunda-feira). Também se intromete em minha vida o tempo todo. Por exemplo, estou
[9] jantando com alguém. Ouve-se o toque. A pessoa se lança numa longa conversa, enquanto espero trucido
[10] o peixe em meu prato e tento fazer cara de paisagem. Juro, tento me acostumar. Tornou-se impossível falar
[11] com alguém sem que a pessoa atenda a algumas ligações, e fale pelo WhatsApp durante boa parte do
[12] papo, dividida entre nossa conversa e alguém que não sei. Ri, enquanto falo de um assunto sério. Mas está
[13] rindo do que escreveram do outro lado. É muito estranho. Reconheço: o WhatsApp tem vantagem. Tenho
[14] dois grupos familiares, um com minhas sobrinhas e outro com meus irmãos. Estamos sempre atualizados
[15] sobre nossas vidas. Sem dúvida a internet une as pessoas. Mas também separa. Porque há quem não
[16] consiga parar de teclar. […]

CARRASCO, Walcyr. In: Revista Época, 25 ago. 2015. (adaptado)

Considere as afirmações abaixo. I - As ocasiões descritas no restaurante Gero e em Madri são alvo de estranhamento por parte do autor. II - O autor manifesta sua indiferença em relação a situações que vivencia e/ou presencia em virtude do uso excessivo e por vezes descabido do WhatsApp. III - Para o autor, a tecnologia mostra-se essencialmente prejudicial às relações humanas. Quais estão corretas?

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WhatsApp é vício

[1] Estou no restaurante Gero, em São Paulo. Na mesa próxima, um casal de orientais. Cada um em
[2] seu celular. Durante a refeição não trocam uma palavra. Só teclam. Saem juntos, andando e teclando. Em
[3] outra ocasião, em Madri, um amigo convidou um grupo para jantar. Um dos convidados sacou o celular.
[4] Ficou conversando com a família no Brasil. E nem se interessou em conhecer o grupo de espanhóis na
[5] mesa!
[6] A vida com o celular é boa, mas tem armadilhas. Primeiro, a gente corre o risco de trabalhar o
[7] tempo inteiro. O chefe pode chamar a qualquer momento, com um assunto urgente. (Que no passado podia
[8] esperar até segunda-feira). Também se intromete em minha vida o tempo todo. Por exemplo, estou
[9] jantando com alguém. Ouve-se o toque. A pessoa se lança numa longa conversa, enquanto espero trucido
[10] o peixe em meu prato e tento fazer cara de paisagem. Juro, tento me acostumar. Tornou-se impossível falar
[11] com alguém sem que a pessoa atenda a algumas ligações, e fale pelo WhatsApp durante boa parte do
[12] papo, dividida entre nossa conversa e alguém que não sei. Ri, enquanto falo de um assunto sério. Mas está
[13] rindo do que escreveram do outro lado. É muito estranho. Reconheço: o WhatsApp tem vantagem. Tenho
[14] dois grupos familiares, um com minhas sobrinhas e outro com meus irmãos. Estamos sempre atualizados
[15] sobre nossas vidas. Sem dúvida a internet une as pessoas. Mas também separa. Porque há quem não
[16] consiga parar de teclar. […]

CARRASCO, Walcyr. In: Revista Época, 25 ago. 2015. (adaptado)

Considere as afirmações abaixo referentes às substituições de nexos no texto. I - A substituição de “mas” (l. 06) pelo advérbio “destarte” preservaria o sentido e a correção estabelecidos na frase. II - A substituição de “Mas” (l. 15) pela expressão “De modo que” preservaria o sentido e a correção estabelecidos na frase. III - A substituição de “Porque” (l. 15) pela conjunção “Pois” preservaria o sentido e a correção estabelecidos na frase. Quais estão corretas?

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WhatsApp é vício

[1] Estou no restaurante Gero, em São Paulo. Na mesa próxima, um casal de orientais. Cada um em
[2] seu celular. Durante a refeição não trocam uma palavra. Só teclam. Saem juntos, andando e teclando. Em
[3] outra ocasião, em Madri, um amigo convidou um grupo para jantar. Um dos convidados sacou o celular.
[4] Ficou conversando com a família no Brasil. E nem se interessou em conhecer o grupo de espanhóis na
[5] mesa!
[6] A vida com o celular é boa, mas tem armadilhas. Primeiro, a gente corre o risco de trabalhar o
[7] tempo inteiro. O chefe pode chamar a qualquer momento, com um assunto urgente. (Que no passado podia
[8] esperar até segunda-feira). Também se intromete em minha vida o tempo todo. Por exemplo, estou
[9] jantando com alguém. Ouve-se o toque. A pessoa se lança numa longa conversa, enquanto espero trucido
[10] o peixe em meu prato e tento fazer cara de paisagem. Juro, tento me acostumar. Tornou-se impossível falar
[11] com alguém sem que a pessoa atenda a algumas ligações, e fale pelo WhatsApp durante boa parte do
[12] papo, dividida entre nossa conversa e alguém que não sei. Ri, enquanto falo de um assunto sério. Mas está
[13] rindo do que escreveram do outro lado. É muito estranho. Reconheço: o WhatsApp tem vantagem. Tenho
[14] dois grupos familiares, um com minhas sobrinhas e outro com meus irmãos. Estamos sempre atualizados
[15] sobre nossas vidas. Sem dúvida a internet une as pessoas. Mas também separa. Porque há quem não
[16] consiga parar de teclar. […]

CARRASCO, Walcyr. In: Revista Época, 25 ago. 2015. (adaptado)

Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, a respeito dos tempos verbais utilizados no texto. ( ) Os verbos “Estou” (l. 01) e “trocam” (l. 02) estão conjugados no mesmo tempo e modo. ( ) Os verbos “andando” (l. 02), “jantando” (l. 09) e “rindo” (l. 13) enquadram-se na forma nominal conhecida como particípio. ( ) Os verbos “Ouve-se” (l. 09) e “Tornou-se” (l. 10) estão conjugados no modo subjuntivo. ( ) Todos os verbos do primeiro parágrafo estão conjugados no pretérito perfeito do indicativo, porque fazem referência a rotinas e hábitos do passado. A alternativa que preenche corretamente os parênteses, de cima para baixo, é

PortuguêsIFRS2017

[1] Humildade é uma palavra que se origina com a palavra “humus”, utilizada na língua grega e
[2] também na língua latina. Humus, literalmente, significa “terra”. Nas línguas clássicas o significado de
[3] humildade tinha a ver com coisas rasteiras, perto da terra, da natureza, ou seja, com pouca elevação.
[4] Com o tempo, por extensão, passou a designar a virtude humana de não ser superior, mas igual.
[5] Antes de chegar ao português, a palavra humus deu origem ao substantivo latino “humilitas”, de
[6] mesmo significado do adjetivo português.
[7] A humildade é uma característica ou qualidade que possui uma pessoa que age com
[8] simplicidade, sem arrogância, soberba ou prepotência em suas atitudes ou palavras. A humildade é
[8] uma virtude, o que quer dizer que é algo positivo. Uma pessoa humilde reconhece suas limitações,
[9] não usa de falsa modéstia para receber elogios, não se deixa levar pelo orgulho e não acredita ser
[10] mais importante que o restante.
[11] É bastante comum que pessoas que não são humildes sejam irritantes ou incomodem o
[12] restante de alguma forma; assim, é comum pedir que alguém aja com humildade para que se torne de
[13] trato mais fácil e uma pessoa mais acessível. A palavra humilde também costuma ser utilizada como
[14] sinônimo de poucos recursos econômicos, como um eufemismo para pobreza. [...]
Disponível em: <http://www.meusdicionarios.com.br/humildade>. Acesso em: 09 ago. 2016.

Assinale a única alternativa correta, conforme o texto.

PortuguêsIFRS2014

Ao tentarmos discutir a questão dos direitos do cidadão, nada mais oportuno do que repensarmos o tema das liberdades políticas sob o prisma da censura e da repressão às ideias. (…) A censura assim como a violência física e simbólica fizeram parte dos projetos políticos articulados em diferentes momentos de nossa história.
(CARNEIRO, Maria Luíza Tucci. Livros proibidos, ideias malditas: o DEOPS e as minorias silenciadas. 2. ed. São Paulo: Ateliê, 2002. p. 21.)

Assinale a alternativa que substitui a primeira oração do texto, sem prejuízo de sentido.

PortuguêsIFRS2015

Crônica familiar

[1] Em Assunção do Paraguai, morreu a tia
[2] mais querida de Nicolás Escobar. Morreu
[3] serenamente, em casa, enquanto dormia. Quando
[4] soube que perdera a tia, Nicolás tinha seis anos
[5] de idade e milhares de horas de televisão. E
[6] perguntou:
[7] – Quem a matou?

GALEANO, Eduardo. De pernas pro ar: a escola do mundo ao avesso. Trad. Sérgio Faraco. 9. ed. Porto Alegre: L&PM, 2007. p. 112.

Assinale a alternativa que contém a transposição correta da frase “ – Quem a matou?” para o discurso indireto.