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Leia o trecho da entrevista de Carl Hart para a revista Época para responder à questão.

ÉPOCA – O senhor defende a liberação ou a descriminalização do consumo de qualquer droga?

Hart – Defendo a descriminalização. Quer dizer: não prender usuários por porte de drogas e não registrar o consumo na ficha criminal. A polícia deixaria de prender e encarcerar gente que nada tem de criminosa. O dinheiro gasto em perseguir e encarcerar usuários poderia ser investido em iniciativas que realmente ajudem a sociedade.

ÉPOCA – O senhor não acha que usuários de drogas continuarão alvo de preconceito, com ou sem registro criminal?

Hart – Os três últimos presidentes dos Estados Unidos usaram drogas e nunca foram presos. Livres, conseguiram ser presidentes. Estamos cercados de usuários de drogas respeitáveis, que colaboram para uma sociedade melhor. Para aqueles que são presos, os horizontes pessoais ficam reduzidos.

ÉPOCA – O senhor é o primeiro negro americano a ensinar ciências na Universidade Columbia. Como a falta de negros na comunidade científica distorce as conclusões de pesquisas e a produção de conhecimento?

Hart – Não sei se a falta de negros na comunidade científica afeta a produção de conhecimento mais do que qualquer outra coisa em nossa sociedade. A questão racial influencia tudo. Sendo um cientista negro, um dos aspectos que mais me chamam a atenção é o grande número de negros presos por falta de informação sobre as drogas. Parece-me antiético não dizer nada sobre a grande injustiça racial existente nas prisões, seja nos Estados Unidos, seja no Brasil. Isso me obriga a denunciar.

(http://epoca.globo.com, 07.05.2014.)

“Parece-me antiético não dizer nada sobre a grande injustiça racial existente nas prisões, seja nos Estados Unidos, seja no Brasil.”

Nesse trecho, a conjunção destacada é

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Leia o texto de Renan Truffi para responder a questão.

Sem qualquer aviso ou pedido de permissão, o Facebook, maior rede social ativa hoje, decidiu manipular o conteúdo visto por cerca de 700 mil usuários durante uma semana. Em uma espécie de experiência científica, a empresa expôs as pessoas selecionadas a diferentes mensagens e analisou suas reações.

O experimento foi feito em 2012, quando a companhia de Mark Zuckerberg quis analisar se o conteúdo gerado pelos amigos de alguém poderia levá-los a deixar de usar a rede social. Para isso, examinou 3 milhões de postagens com mais de 120 milhões de palavras. O conteúdo foi, então, classificado em duas categorias: “positivo” e “negativo”. Depois disso, por meio de um algoritmo, um conjunto de regras que define o que uma pessoa vai ver ao acessar a rede, a empresa expôs as publicações “positivas” apenas para uma parcela das pessoas, e as “negativas” para o restante.

Na prática, isso quer dizer que, durante o período, as pessoas do grupo “positivo” só tinham acesso a textos que o Facebook considerou positivos. Mensagens tidas como negativas foram omitidas.

Os responsáveis pelo estudo descobriram depois de sete dias que os destinatários de mensagens “positivas” tinham comportamento emocional similar. Já o grupo que leu somente as postagens “negativas” publicou textos, ou compartilhou assuntos, com palavras negativas.

“Esses resultados indicam que as emoções expressas pelos outros no Facebook podem influenciar nossas próprias emoções, constituindo evidência experimental de contágio massivo de larga escala através das redes sociais”, explica o texto do estudo.

O estudo, no entanto, recebeu críticas que recaem sobre o fato de o Facebook não ter consultado ou informado os usuários selecionados de que eles participariam de um experimento. A rede social defende-se afirmando que toda pessoa que faz um perfil deveria saber que essa possibilidade existe, dada a política de uso de dados do Facebook descrita no momento da inscrição.

(Carta Capital, 07.07.2014. Adaptado.)

“Os responsáveis pelo estudo descobriram depois de sete dias que os destinatários de mensagens ‘positivas’ tinham comportamento emocional similar.” (4º parágrafo)

Em relação à oração do verbo “descobriram”, o segmento destacado tem função de

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Leia o trecho da canção “Muros e grades”, dos Engenheiros do Hawaii.

Nas grandes cidades, no pequeno dia a dia
O medo nos leva tudo, sobretudo à fantasia
Então erguemos muros que nos dão
a garantia
De que morreremos cheios de uma vida tão
vazia

[...]
Nas grandes cidades de um país tão violento
Os muros e as grades nos protegem de quase
tudo
Mas o quase tudo quase sempre é quase
nada
E nada nos protege de uma vida sem sentido

[...]
Um dia super
uma noite super
uma vida superficial
Entre as sombras
entre as sobras
da nossa escassez
Um dia super
uma noite super
uma vida superficial
Entre cobras
entre escombros
da nossa solidez

(www.letras.mus.br)

O trecho da canção critica o atual modelo urbano das grandes cidades, com residências altamente protegidas e vigiadas, que impede o acesso ao espaço de convivência e mutualidade que pode ser oferecido pelas cidades.

Da perspectiva da geografia urbana, este modelo é consequência da

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A palavra “misérrimo” é o grau superlativo do adjetivo “mísero”. Outro adjetivo que tem o superlativo com a terminação - érrimo é:

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Leia o texto de Marcos Dantas para responder à questão.

Uma utopia democrática
Nas décadas de 1910 e 1920, alguns milhares de pessoas, a maioria nos Estados Unidos, puseram-se a montar e usar equipamentos de radiotransmissão, passando a trocar mensagens sobre tudo, através das ondas hertzianas. Montar um equipamento era relativamente fácil: bastava comprar os componentes no comércio varejista e seguir as instruções divulgadas em revistas especializadas. “Entrar no ar” era um ato individual, inteiramente livre.

Essa liberdade de acesso ao espectro eletromagnético levou o dramaturgo marxista alemão Bertolt Brecht a formular uma “teoria do rádio” que propunha dotar todas as residências com aparelhos emissores-receptores, pelos quais os indivíduos (cidadãos) poderiam manter relações políticas e culturais entre si, construindo uma espécie de assembleia popular permanente.
Brecht vislumbrou aí a possibilidade de se instaurar uma esfera pública cidadã. Seria um espaço, sustentado numa infraestrutura técnica, no qual os indivíduos cidadãos poderiam intervir, na condição de produtores diretos e autônomos de cultura. Seria o alargamento e a consolidação do ideal iluminista de esfera pública burguesa, agora expandida para toda a sociedade democrática. Seria, pois, a radicalização da democracia.
(A lógica do capital-informação, 2002. Adaptado.)

“Essa liberdade de acesso ao espectro eletromagnético levou o dramaturgo marxista alemão Bertolt Brecht a formular uma “teoria do rádio” que propunha dotar todas as residências com aparelhos emissores-receptores […].

A oração destacada no período exerce função de

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Leia a tira para responder a questão.

A interpretação da tira leva a compreender que a atitude da menina, ao agredir o irmão, foi

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Leia o trecho do texto de Ciro Marcondes Filho para responder à questão.

Quando Marcel acariciava Albertine, quando ele a tinha sobre seus joelhos e sua cabeça sobre suas mãos, ele sentia que manuseava uma pedra que encerrava a salina de oceanos imemoriais; ele percebia que tocava somente o invólucro fechado de uma pessoa, que, como todos nós, era um ser insondável, do qual muito pouco se poderia conhecer. Como ela, somos todos dotados de uma incomunicabilidade de origem. Jamais o outro nos conhecerá; e nós, o outro. Não conseguimos sair de nós, dizia Lucrécia, tudo o que conhecemos do outro é somente a partir de nós mesmos.
A comunicação, portanto, no sentido de partilhar, de tornar comum, de dividir, é um equívoco. Nada pode ser tornado comum. Nada se passa, nada se repassa. Por isso, comunicação não é transmissão, transferência, deslocamento de nada. Essas definições carregam em si a ideia equivocada de que há um objeto, uma coisa, algo que é movido de um a outro.
O Outro para nós será sempre um mistério, uma caixa-preta, do qual muito pouco podemos conhecer.
(Das coisas que nos fazem pensar, 2014. Adaptado.)

A comparação da cabeça de Albertine com uma uma pedra que encerrava a salina de oceanos imemoriais

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Leia a charge a seguir e responda o que se pede:

Sobre a preposição que se repete em todos os balões, podemos afirmar:

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“Pouco se sabe sobre a história das homossexuais. O preconceito contra a mulher homossexual era brutal: perda dos filhos, no caso das casadas; insegurança econômica, no caso das remediadas, brutal pressão familiar para que arranjassem namorados, noivos e maridos. É preciso esperar o fim da década de 1970 para as ‘enrustidas’ começarem a atuar politicamente e a falar de seus amores.”

(PRIORE, Mary Del. História do amor no Brasil. SP: Contexto, 2011, p. 300)

Sobre a história das mulheres homossexuais, é incorreto afirmar que:

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Novos animes que você PRECISA assistir | OmeleTV

De One Punch Man a Seven Deadly Sins, novas dicas dos desenhos japoneses do momento!

Já conhece One Punch Man, Erased, Kuroko no Basket, Seven Deadly Sins? Esses e outros animes são o tema deste OmeleTV, em que indicamos os novos desenhos japoneses que você não deve deixar passar!

OmeleTV é o programa do Omelete que vai ao ar de segunda a sexta-feira. Na sexta-feira, você confere a nossa já tradicional live no YouTube, comentando assuntos ainda mais quentes.

Pra você que tem o costume de assistir a todos os blocos na sexta-feira, sem problemas: a playlist estará disponível como sempre.

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Para assistir ao programa sem pausas, clique aqui e tenha acesso à nossa playlist!

(http://omelete.uol.com.br/videos/omele-tv/novos-animes-que-voce-precisa-assistir-omeletv/. Acesso em 24/03/2016)

Sabendo que o verbo Assistir, segundo a norma culta, será VTI, com a preposição a, quando significar ver ou ter direito, assinale a alternativa correta a respeito do texto lido.