Entre os grandes momentos da História da Filosofia, há um período cujo escopo foi defender que o homem não tem acesso ao objeto em si mesmo mas, apenas, à ideia desse objeto. Este importante período passou a ser nomeado como:
Os estudos acadêmicos convencionam que o período pré-socrático foi o primeiro período da Filosofia ocidental. Os primeiros filósofos surgiram na Grécia, há mais ou menos 2600 anos. Uma série de fatores levou os gregos a criarem um modo de pensar autônomo e racional.
Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/filosofia. Acesso em: 29 maio 2021.Entre os fatores aludidos no texto, evidencia-se a
Entre os constitutivos essenciais da natureza racional do ser humano, a liberdade ocupa um papel definitivo. Neste pressuposto, podemos definir ‘liberdade’ como sendo:
A ênfase dada ao ser humano, durante o chamado Renascimento, abriu espaço para o desenvolvimento da ciência moderna. A atitude contemplativa diante de Deus, da natureza e do mundo terreno foi criticada por muitos deles. Em seu lugar, os homens deveriam colocar sua razão para agir, produzir e criar.
Fonte: NOGUEIRA; CAPELLARI. História: ser protagonista. 2010, p. 217.Entre as visões ou as concepções científicas que surgiram nesse período, é CORRETO elencar a
Entende Aristóteles que a virtude será uma decorrência do cultivo das aptidões e potencialidades do ser humano. Recomenda a mediania como caminho importante na busca da felicidade. São livros de Aristóteles.
Segundo o filósofo Michel Foucault “O controle da sociedade sobre os indivíduos não opera simplesmente pela consciência ou pela ideologia, mas começa no corpo e com o corpo. Foi no biológico, no somático, no corporal que, antes de tudo, investiu a sociedade capitalista. O corpo é uma realidade biopolítica”.
Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 1986, p. 80.Então, se o corpo é uma realidade biopolítica, conforme acredita Foucault, como esse corpo deve ser visto na atividade física?
“À estratégia do poder autocrático pertence não apenas o não dizer, mas também o dizer em falso: além do silêncio, a mentira. Quando é obrigado a falar, o autocrata pode servir-se da palavra não para manifestar em público as suas próprias e reais intenções, mas para escondê-las. [...] O povo, ou não deve saber, porque não é capaz de entender, ou deve ser enganado, porque não suporta a luz da verdade.”
(BOBBIO, Norberto. Teoria geral da política. A filosofia política e a lição dos clássicos. Rio de Janeiro: Campus, 2000, p. 389).Embora a democracia seja a antítese de todo o poder autocrático, o exercício do poder muitas vezes perverte-se nas mãos de quem o detém. Qual, das características abaixo, NÃO compreende um princípio democrático?
Concentração e controle, em nossa cultura, escondem-se em sua própria manifestação. Se não fossem camuflados, provocariam resistências. Por isso, precisa ser mantida a ilusão e, em certa medida, até a realidade de uma realização individual. Por pseudo-individuação entendemos o envolvimento da cultura de massas com uma aparência de livre-escolha. A padronização musical mantém os indivíduos enquadrados, por assim dizer, escutando por eles. A pseudo-individuação, por sua vez, os mantém enquadrados, fazendo-os esquecer que o que eles escutam já é sempre escutado por eles, “pré-digerido”.
(Theodor Adorno. “Sobre música popular”. In: Gabriel Cohn (org.). Theodor Adorno, 1986. Adaptado.)Em termos filosóficos, a pseudo-individuação é um conceito
“É escandalosa a tranquilidade do mundo ocidental, tranquilidade baseada na presunção de que essa agradável maneira de viver terá duração indefinida. As consequências das ilusões voluntárias de antes e após 1914 não terão ensinado ao que leva essa irresponsabilidade política e moral? Nossa época vive entre dois abismos. Compete-nos escolher: deixar-nos tombar no abismo da ruína do homem e do universo, com a consequente extinção de toda vida terrena, ou cobrar ânimo para nos transformarmos, dando surgimento ao homem autêntico, ante o qual se abrirão possibilidades infinitas.” (JASPERS, 1973, p. 147).
Em tal contexto, qual o papel da filosofia?
A maior violação do dever de um ser humano consigo mesmo, considerado meramente como um ser moral (a humanidade em sua própria pessoa), é o contrário da veracidade, a mentira […]. A mentira pode ser externa […] ou, inclusive, interna. Através de uma mentira externa, um ser humano faz de si mesmo um objeto de desprezo aos olhos dos outros; através de uma mentira interna, ele realiza o que é ainda pior: torna a si mesmo desprezível aos seus próprios olhos e viola a dignidade da humanidade em sua própria pessoa […]. Pela mentira um ser humano descarta e, por assim dizer, aniquila sua dignidade como ser humano. […] É possível que [a mentira] seja praticada meramente por frivolidade ou mesmo por bondade; aquele que fala pode, até mesmo, pretender atingir um fim realmente benéfico por meio dela. Mas esta maneira de perseguir este fim é, por sua simples forma, um crime de um ser humano contra sua própria pessoa e uma indignidade que deve torná-lo desprezível aos seus próprios olhos.
(Immanuel Kant. A metafísica dos costumes, 2010.)Em sua sentença dirigida à mentira, Kant