O pensador inglês Thomas Hobbes (1588-1679) foi o responsável por elaborar uma teoria política que justificava o absolutismo monárquico, a partir de uma perspectiva racional.
Em sua obra, “O Leviatã” (1651), Hobbes sustentou que o Estado absoluto era necessário por:
Nunca nos tornaremos matemáticos, por exemplo, embora nossa memória possua todas as demonstrações feitas por outros, se nosso espírito não for capaz de resolver toda espécie de problemas; não nos tornaríamos filósofos, por ter lido todos os raciocínios de Platão e Aristóteles, sem poder formular um juízo sólido sobre o que nos é proposto. Assim, de fato, pareceríamos ter aprendido, não ciências, mas histórias.
DESCARTES, R. Regras para a orientação do espírito. São Paulo: Martins Fontes, 1999.Em sua busca pelo saber verdadeiro, o autor considera o conhecimento, de modo crítico, como resultado da
Aristóteles nasceu em 384 a.C., em Estagira, uma cidade da Macedônia, tornando-se um dos grandes filósofos gregos.
Em seus ensinamentos, ele distingue quatro tipos de causas para determinar a mudança da realidade, que são
O florentino Nicolau Maquiavel (1469-1527) rompeu com a religiosidade medieval, estabelecendo nítida distinção entre a moral individual e a moral pública.
Em seu livro "O Príncipe" preconizava que:
As palavras “decifrar” e “saber” presentes no Texto com o sentido de descobrir caminhos que o homem deve tomar relembram o drama de Alice no país das maravilhas, sobre o qual René Dubos, professor de Biomedicina Ambiental, propõe algumas reflexões acerca da ciência e seus valores. O fragmento a seguir mostra que, para o professor, as respostas do Gato Cheshire evidenciam que os cientistas não sabem para onde o conhecimento está levando a humanidade.
“Lewis Carroll era professor de matemática na Universidade de Oxford quando escreveu o seguinte em Alice no país das maravilhas:
‘– Gato Cheshire... quer fazer o favor de me dizer qual é o caminho que eu devo tomar?
– Isso depende muito do lugar para onde você quer ir – disse o Gato.
– Não me interessa muito para onde... – disse Alice.
– Não tem importância então o caminho que você tomar – disse o Gato.
– ... contanto que eu chegue a algum lugar – acrescentou Alice como uma explicação.
– Ah, disso pode ter certeza – disse o Gato – desde que caminhe bastante.’”
(ARANHA, Maria Lúcia A.; MARTINS, Maria Helena P. Filosofando: Introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 2009, p. 342.)Diz-se que a ciência não pode oferecer objetivos sociais porque os seus valores são intelectuais e não éticos. Porém, ela pode contribuir para a formulação de valores e, assim, estabelecer objetivos capazes de tornar o homem mais consciente das consequências de seus atos. A respeito das relações entre o fragmento de Lewis Carroll e as considerações do professor René Dubos, analise as afirmativas a seguir:
I - A resposta dada pelo Gato Cheshire a Alice já enfatiza a importância de se chegar a um determinado lugar, pois o essencial na busca do conhecimento não são os valores e sim o fim último.
II - A resposta do Gato aponta para uma reflexão: Alice precisa chegar a algum lugar, mas esse lugar pode ser indesejável. Portanto, ela deve fazer escolhas conscientes, para que esse lugar seja pelo menos desejável.
III - Afirma-se que a ciência pode oferecer objetivos sociais porque os seus valores são éticos. Logo, todas as escolhas que Alice faz na busca de um caminho são pensadas e analisadas a fim de que esse caminho seja ético e justo; esse é o objetivo final da garota.
IV - Na conversa entre Alice e o Gato está implícita a observação de que a menina chegaria a algum lugar se caminhasse bastante. Logo, a ciência não é um saber neutro, desinteressado, puramente intelectual, à margem do questionamento social e político acerca dos fins de suas pesquisas.
Em relação às proposições analisadas, assinale a única alternativa cujos itens estão todos corretos:
Karl Marx é o mais célebre dentre os pensadores socialistas. Foi em suas viagens pela França e pela Inglaterra que testemunhou as transformações sociais impostas pela Revolução Industrial. Ele e seu amigo, Friedrich Engels, publicaram o Manifesto do Partido Comunista.
Em relação às ideias de Marx, é correto afirmar que
As religiões na China antiga têm uma importante contribuição até os dias de hoje por terem criado elementos fundamentais para a identidade desse povo.
Em relação às características específicas dessas religiões, assinale a alternativa correta.
O mundo hoje é cercado pelo conhecimento científico que é produzido conforme uma sequência bem definida de passos. Muitos filósofos dedicaram-se ao estudo e à compreensão da Ciência e seus métodos.
A respeito dos filósofos da Ciência, analise as assertivas a seguir:
I - Karl Popper propõe que o processo científico se inicia com a experimentação para criar hipóteses e repetição de novas experimentações para confirmação ou não dessas hipóteses. E ainda mais experimentações por várias comunidades científicas.
II - Francis Bacon é contrário ao princípio da confirmabilidade, pois várias experiências científicas precisam ser realizadas para confirmar e dar mais peso às hipóteses científicas. Assim, propõe o princípio da falseabilidade, em que uma hipótese se mantém verdadeira, apesar de todos os testes falseadores/contrários.
III - Thomas Kuhn propõe que a Ciência evolui a partir de revoluções científicas. Há a ruptura entre um novo paradigma e o anterior. Quando um paradigma não consegue resolver os problemas apresentados, ou seja, quando ocorre uma crise, um novo paradigma surge, tornando a Ciência normal.
Em relação às assertivas analisadas, assinale a alternativa cujo(s) item(ns) está(ão) correto(s):
Em relação ao silogismo categórico de Aristóteles é INCORRETO afirmar que
Alta Cirurgia
O cão com dois corações
vagueia pela cidade:
um coração de artifício
e o coração de verdade.
[5] Exulta a ciência, que obrou
tamanha curiosidade:
metade é glória da URSS,
do Brasil a outra metade.
Se o cão é a doçura mesma
[10] em seu natural, que há de
mais carinhoso que um cão
de dupla cordialidade?
Não para aí, no propósito
de servir à humanidade,
[15] a cirurgia moderna,
gêmea da publicidade.
Já pega de outro cãozinho
com a maior habilidade
(não vá um gesto fortuito
[20] lembrar o Marquês de Sade).
Na carne do bicho abrindo
uma vasta cavidade,
implanta-lhe outra cabeça,
que uma não é novidade.
[25] Cão bicéfalo: prodígio
que nos infla de vaidade.
Nem o cérebro eletrônico
o vence em mentalidade.
Se nos furtam dois ladrões,
[30] dois latidos; acuidade
maior, rendimento duplo:
viva a produtividade.
Dois cães que valem por quatro,
“preparou” a Faculdade,
[35] sem perceber entretanto
do Brasil a realidade:
Tanta gente sem cabeça
merecia prioridade,
e ao cão, que já tem a sua,
[40] essa liberalidade.
E o coração, esse, é pena
dá-lo ao cão, que é só bondade,
quando os doutores do enxerto
tinham mais necessidade.”
Em uma entrevista à Revista Piauí, Drummond disse:
“Há entre ciência e poesia uma relação natural, se não
quisermos falar de uma síntese das duas, que é a filosofia.
Não há ciência que não acabe em filosofia, nem poesia que
não vá ter a ela”.
Em relação ao pronunciamento destacado, é improcedente afirmar: