A argumentação é a representação lógica do raciocínio. É um tipo de operação discursiva do pensamento, consistente em encadear logicamente juízos e deles tirar uma conclusão.
(ARANHA, Maria Lúcia. Filosofando, 2001, p. 80)Observe o seguinte tipo de argumentação:
A América é um continente habitado
A Ásia é um continente habitado
A África é um continente habitado
A Europa é um continente habitado
Logo, todos os continentes são habitados.
Ele expressa o Raciocínio
O silogismo é um argumento, pelo qual de um antecedente, que une dois termos a um terceiro, tira-se
um consequente que une esses dois termos entre si.
(JOLIVET, R. Curso de Filosofia, Rio de Janeiro, 1990, p. 47.)
Observe o seguinte silogismo:
Todos os gatos são vertebrados
Os siameses são gatos
Logo, os siameses são vertebrados.
Ele expressa o Raciocínio
A teoria aristotélica do silogismo é o coração da lógica, pois é a teoria das demonstrações ou das provas, da qual depende o pensamento científico e filosófico.
CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia, 1996, p. 187.Observe o seguinte silogismo:
Todos os homens são racionais
Aristides é homem
Logo, Aristides é racional.
Ele expressa o Raciocínio
Há muitas razões para valorizar a ciência. A importância de prever e explicar fenômenos naturais e facilitar nosso controle de ambientes hostis, facilitando nossa adaptação, é uma delas. Em função do sucesso que a ciência tem em explicar muitos fenômenos, a maioria das pessoas não diretamente envolvidas com atividades científicas tendem a pensar que uma teoria científica é um conjunto de leis verdadeiras e infalíveis sobre o mundo natural. Mudanças teóricas radicais na história da ciência (como a substituição de um modelo geocêntrico por um modelo heliocêntrico de explicação do movimento planetário) levaramfilósofos a suspeitar dessa imagem das teorias científicas. A teoria da ciência do físico e filósofo austríaco Karl Popper se caracterizou por sustentar que as leis científicas possuem um caráter
I - hipotético e provisório.
II - assistemático e irracional.
III - matemático e formal.
IV - contraditório e tautológico.
É/São verdadeira(s) a(s) assertiva(s)
Na cristandade medieval, era fácil apelar para a crença no além, Deus e os personagens sobrenaturais estavam muito presentes na vida cotidiana. A religião cristã estimulava a imaginação dos homens e das mulheres, e criou um “imaginário” próprio do cristianismo.
(Jacques Le Goff. A Idade Média explicada aos meus filhos, 2007.)É um exemplo da presença e da persistência desse “imaginário próprio do cristianismo”:
“Os grandes cientistas de Tales a Demócrito e Anaxágoras costumam ser descritos nos livros de história ou de filosofia como ‘pré-socráticos’, como se sua principal função fosse sustentar a fortaleza filosófica até o advento de Sócrates, Platão e Aristóteles, e talvez influenciá-los um pouco. Na verdade, os antigos jônios representam uma tradição diferente e bastante questionadora, muito mais compatível com a ciência moderna.”
SAGAN, Carl. A espinha dorsal da noite. In: Cosmos. Trad. bras. Paulo Seiger. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.É implícita a essa passagem de Carl Sagan (1934- 1996) acerca do surgimento e da história da filosofia grega a visão de que
Leia atentamente a seguinte passagem:
“A experiência parece um pouco semelhante à ciência (epistéme) e à arte (tékhne). Com efeito, os homens adquirem ciência e arte por meio da experiência. A experiência, como diz Polo, produz a arte, enquanto a inexperiência produz o puro acaso. A arte se produz quando, de muitas observações da experiência, forma-se um juízo geral e único passível de ser referido a todos os casos semelhantes”
(Aristóteles, Metafísica, 981a5).Com base no texto acima, considere as seguintes afirmações:
I. Somente a ciência é conhecimento universal, cujos juízos gerais se aplicam a todos os casos semelhantes.
II. A tékhne é uma forma de conhecimento universal, pois, com base nas experiências, se forma um juízo geral.
III. Por ser semelhante à experiência, a tékhne não constitui um conhecimento universal.
IV. A experiência é pressuposto dos conhecimentos universais (tékhné e epistéme), mas não é ainda um conhecimento universal.
É correto somente o que se afirma em
Com a morte de Alexandre, o Grande, iniciouse a fase conhecida como Helenismo. Considerando os valores e ideais desse período, atente para os seguintes itens:
I. favorecimento da unificação entre a cultura superior e a cultura popular;
II. reforço dos elos entre o indivíduo e a comunidade, repudiando o individualismo;
III. destaque para os ideais filosóficos do epicurismo e do estoicismo.
É correto somente o que consta em
Considerando a premissa: “Se Alcibíades empurrar Sócrates, Sócrates cai”, analise os seguintes argumentos:
I. Sócrates caiu, logo Alcibíades o empurrou.
II. Alcibíades o empurrou, logo Sócrates caiu.
III. Sócrates não caiu, logo Alcibíades não o empurrou.
É correto dizer que o que consta em
Precisamos recuperar o mito, hoje, em sua importância como forma fundamental de todo viver humano. Ele é a primeira leitura do mundo, e o advento de outras abordagens do real não retira do homem aquilo que constitui a raiz da sua inteligibilidade. Sua função fabuladora é a forma que o homem utiliza para explicar o mundo. Explicar o mundo visando responder questionamentos sobre o sentido da vida, o surgimento do universo e do homem assim como justificar as normas que garantem a vida em comunidade.
ARANHA, Maria Lúcia e CORDI, Cassiano. (Adaptado)É CORRETO afirmar, então, que a função do mito é a de