A expulsão dos artistas de A República é, em princípio, a indicação de que para Platão a arte pouco ou nada tem a ver com a verdade, mas apenas com a ilusão e a superfície. Nada se aprende da arte, porque ela não repousa sobre nenhum conhecimento efetivo. Embora essa crítica pareça injusta, ela tem uma justificativa política. Platão pretendia despertar o senso crítico de seus concidadãos, que consideravam a obra poética de Homero uma enorme enciclopédia, um manual de conduta para questões tanto de ordem cotidiana, como moral, administrativa ou religiosa. Se Platão vivesse no século XXI, talvez expulsasse a mídia de massa da sua cidade ideal, pois é ela que serve atualmente como a principal fonte das informações, que costumam ser recebidas como se fossem fatos acabados e não como interpretações. De qualquer maneira, a suspeita platônica acabou se tornando um gesto mecânico, um gesto de desconfiança em relação à obra de arte. Existe algo de verdadeiro na arte?”
Fonte: FEITOSA, Charles. Explicando a filosofia com arte. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004, p. 119.Como o texto interpreta a famosa expulsão dos artistas da cidade ideal pelo filósofo Platão?
Leia o fragmento a seguir.
Não é verdade que é da mais extrema necessidade elaborar um dia uma pura Filosofia Moral que seja completamente depurada de tudo o que possa ser somente empírico e pertença a Antropologia?
KANT, Immanuel. Fundamentação da metafísica dos costumes. Lisboa: Edições 70, 2007, p. 15.No início da Fundamentação da metafísica dos costumes, Kant formula a questão citada acima.
Como ela é respondida logo na sequência do texto? De acordo com seus conhecimentos, assinale a alternativa CORRETA.
O silogismo determina um argumento, formado por três proposições que estão interligadas. Na filosofia, o silogismo é uma doutrina pertencente à lógica aristotélica e que organiza a forma de pensar. Aristóteles (384 a.C.-322 a.C.) utilizou esse método nos estudos da argumentação lógica.
Vejamos exemplo de um silogismo.
- Todo brasileiro é sul-americano.
- Todo nordestino é brasileiro.
- Logo, todo nordestino é sul-americano.
Como é classificado esse tipo de silogismo?
Analise o seguinte argumento
Se um grande número de As foi observado sob ampla variedade de condições, e se todos esses As observados possuíam, sem exceção, a propriedade B, então todos os As têm a propriedade B.
Tome-se como exemplo para o enunciado acima o ponto de ebulição da água. Sempre que observamos a água ferver (A), isso aconteceu a 100 graus centígrados (propriedade B). Portanto, pode-se concluir que a água (A), e, qualquer água encontrada na terra, ferve a 100 graus centígrados (propriedade B).
https://filosofianaescola.com/logica/argumento-indutivoComo é classificado esse tipo de argumento?
Com exceção de alguns estudos sobre vocabulário e sobre este ou aquele autor, a prece é um assunto praticamente ausente em todas as histórias da religião grega. As que conhecemos nos foram conservadas quase que unicamente na literatura, e nela cada prece é um poema original determinado apenas pela subjetividade do poeta.
(Fernand Robert. A religião grega. São Paulo: Martins Fontes, 1988. p. 47. Adaptado.)Comentando sobre a prece, o texto aborda um caráter da religião dos gregos antigos que é representado pela:
A dúvida pode significar o fim de uma fé, ou pode significar o começo de outra. Em dose moderada, estimula o pensamento. Em excesso, paralisa-o. A dúvida, como exercício intelectual, proporciona um dos poucos prazeres puros, mas, como experiência moral, ela é uma tortura. Aliada à curiosidade, é o berço da pesquisa e assim de todo conhecimento sistemático. Em estado destilado, mata toda curiosidade e é o fim de todo conhecimento.
O ponto de partida da dúvida é sempre uma fé, uma certeza. A fé é, pois, o estado primordial do espírito. O espírito “ingênuo” e “inocente” crê. Essa ingenuidade e inocência se dissolvem no ácido corrosivo da dúvida, e o clima de autenticidade se perde irrevogavelmente. As tentativas dos espíritos corroídos pela dúvida de reconquistar a autenticidade, a fé original, não passam de nostalgias frustradas em busca da reconquista do paraíso perdido. As certezas originais postas em dúvida nunca mais serão certezas autênticas. Tal dúvida, metodicamente aplicada, produzirá novas certezas, mais refinadas e sofisticadas, mas essas certezas novas não serão autênticas. Conservarão sempre a marca da dúvida que lhes serviu de parteira.
A dúvida, portanto, é absurda, pois substitui a certeza autêntica pela certeza inautêntica. Surge, portanto, a pergunta: “por que duvido?” Essa pergunta é mais fundamental do que a outra: “de que duvido?” Trata-se, portanto, do último passo do método cartesiano: duvidar da dúvida — duvidar da autenticidade da dúvida. A pergunta “por que duvido?” engendra outra: “duvido mesmo?”
Descartes, e com ele todo o pensamento moderno, parece não dar esse último passo. Aceita a dúvida como indubitável.
Vilém Flusser. A dúvida. São Paulo: Editora Annablume, 2011, p. 21-2 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o item.
Com relação às diversas formas de conhecimento, é correto afirmar que
Com relação aos fundamentos da Metodologia Científica, pode-se inferir que essa tirinha apresenta a etapa de
Com relação aos estudos que versam a respeito do planejamento no contexto escolar é possível encontrar pesquisadores que defendem o pressuposto de que a interdisciplinaridade é:
Sobre o Pensamento Mítico, considere o texto a se
Mito e Razão se complementam mutuamente. No entanto, o mito, recuperado no cotidiano do homem contemporâneo, não se apresenta com a abrangência que se fazia sentir no homem primitivo.
(ARANHA, Maria Lúcia Arruda. Filosofando – Introdução à Filosofia, São Paulo: Moderna, 1993, p. 59.)Com relação ao contexto da reflexão sobre o pensamento mítico, no que se refere ao cotidiano do homem contemporâneo, assinale a alternativa CORRETA.
Com relação à ética aplicada, é correto afirmar: