Assinale a alternativa em que a concordância está INCORRETA:
Ainda do mesmo livro da questão anterior, foi retirado o seguinte trecho:
Durante o processo, realizado no tribunal da rua Turiaçu, a cada depoente o escrivão recomendava:
– Assine aqui no final e, nas demais folhas, ponha sua rubrica.
Para cúmulo do azar, o pior estava por vir, com o incêndio criminoso que aconteceria dias depois.
– O vento norte traz sempre azar, como um fluido maligno – disse Lituma, sem explicar o que fenômenos da natureza têm a ver com a esfera dos interesses humanos.
– Não se apoquente, vá se cuidar para não receber um cateter na veia – respondi. – E vamos por panos quentes em cima deste assunto.
Assinale a alternativa de que consta palavra que deveria estar acentuada:
Leia as afirmativas sobre o texto de Raul Bopp, Cobra Norato:
I. Em Cobra Norato o antropomorfismo do herói em cobra permite-lhe transitar pela floresta.
II. Ao longo da narrativa, Cobra Norato vai cumprindo missões para aproximar-se da filha da rainha Luzia.
III. O autor recorre a seres do imaginário amazônico para compor as aventuras de Cobra Norato.
Assinale a alternativa correta:
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Dizem que a tatuagem data do paleolítico, quando era usada por povos nativos da Ásia. Além da beleza das formas e cores, há algo de simbólico nesses desenhos corporais. Os índios pintam o corpo em cerimônias, festas e rituais de guerra. Os marinheiros, cujas pátrias são os portos e os oceanos, ostentam em sua pele símbolos que evocam a breve permanência em terra firme e a longa travessia marítima: âncoras, ilhas, mapas, peixes, pássaros, bússolas. Em nosso tempo, os jovens exibem tatuagens; os velhos, também. Uso o verbo exibir porque talvez haja uma ponta de exibicionismo nessa arte antiga de fazer da pele uma pintura para toda a vida. Deve haver também uma dose de coragem, quem já foi tatuado sabe como são terríveis as agulhadas na carne. A dor, sendo humana e universal, não é menos terrível para uma bailarina, um soldado ou um nadador.
(Milton Hatoum, “Poema gravado na pele”, no livro Um solitário à espreita, p. 122. Texto adaptado.)Sobre o texto, foram feitas as seguintes afirmativas:
I. No quarto período, o trecho “cujas pátrias são os portos e os oceanos” é uma oração adjetiva restritiva.
II. Em “uso o verbo exibir porque talvez haja uma ponta de exibicionismo”, a conjunção “porque” é causal.
III. No último período, há duas orações, com a principal sendo intercalada por uma oração reduzida.
IV.Em “os jovens exibem tatuagens; os velhos, também”, verifica-se a existência da figura de construção denominada zeugma.
Assinale a alternativa correta:
Leia o texto a seguir:
Há cerca de 13,5 bilhões de anos, a matéria, a energia, o tempo e o espaço surgiram naquilo que é considerado como o Big Bang. A história dessas características fundamentais do nosso universo é denominada física.
Por volta de 300 mil anos após seu surgimento, a matéria e a energia começaram a se aglutinar em estruturas complexas, chamadas átomos, que então se combinaram em moléculas. A história dos átomos, das moléculas e de suas interações é denominada química.
Há cerca de 3,8 bilhões de anos, em um planeta chamado Terra, uma pequena safira azul, certas moléculas se combinaram para formar estruturas particularmente grandes e complexas chamadas organismos. A história dos organismos é denominada biologia.
Há cerca de 70 mil anos, os organismos pertencentes à espécie Homo sapiens começaram a formar estruturas ainda mais elaboradas chamadas culturas. O desenvolvimento subsequente dessas culturas humanas é denominado história.
(Do livro “Sapiens: uma breve história da humanidade”, de Yuval Noah Harari, p. 11. Texto adaptado.)Sobre ideias e aspectos diversos do texto, fazem-se as seguintes afirmativas:
I. Por ter como objetivo influenciar o receptor, com a intenção de convencê-lo a respeito de uma ideia, a função do texto é a apelativa ou conativa.
II. Por ter a preocupação de relatar e expor determinado assunto, o gênero textual é a descrição.
III. No texto, algumas ciências estão dispostas numa gradação temporal que vai da mais antiga para a mais nova.
IV. O “que”, no trecho “que então se combinaram em moléculas”, está empregado em relação ao vocábulo “átomos”, que o antecede.
V. No trecho “em um planeta chamado Terra, uma pequena safira azul”, observa-se a existência de uma sinestesia.
Assinale a alternativa correta:
Foi no dia 13 de maio de 1881 que nasceu Afonso Henriques de Lima Barreto. Nos mesmos dia e mês da abolição da escravidão no Brasil, mas exatos sete anos antes. Aí estava uma coincidência de datas que para o futuro escritor faria toda a diferença: a ideia de liberdade significava um divisor de águas não só para a história do país como para o projeto libertário que Lima pretendeu realizar. Segundo ele, o fim do cativeiro e a conquista da liberdade eram troféus difíceis de guardar, sobretudo numa nação que admitiu escravos em todo o seu território durante quatro longos séculos. A data de nascimento no caso dele era, portanto, mero acaso; mas, quem sabe, premonição.
Maio era também conhecido como o mês das flores; o mês sagrado para a poesia, conforme o futuro escritor gostava de lembrar. O dia 13 caiu numa sexta-feira; dia de sorte para alguns (e Lima sempre pensou dessa maneira), de azar para outros. O menino viria ao mundo numa casa modesta de Laranjeiras, arrabalde do Rio de Janeiro. O nome da rua, diz a lenda, vinha do rio Ipiranga: aquele em que d. Pedro I decretou a independência e fundou o Império.
(Do livro “Lima Barreto: triste visionário”, de Lilia Moritz Schwarcz, p. 21. Texto adaptado.)Sobre ideias e aspectos linguísticos do texto, fazemse as seguintes afirmativas:
I. O menino Lima Barreto nasceu predestinado para ser escritor.
II. A palavra “como”, em “Maio era também conhecido como o mês das flores” (no início do segundo parágrafo) é uma preposição.
III. A expressão “troféus difíceis de guardar” significa que Lima não se orgulhava da abolição, por tudo de ruim que a escravidão representou.
IV. Lima Barreto foi muito infeliz, mas, por ironia, nasceu no mês das flores – maio.
V. Por ter nascido numa sexta-feira 13, Lima teve sorte infeliz, apesar de ele não acreditar na influência dos números.
Assinale a alternativa correta:
Quando terminou a Revolta da Armada, serenaram os ânimos. Aliás, a passagem do ano de 1894 para o de 1895 parecia anunciar um futuro mais calmo para a ainda titubeante República brasileira: em novembro de 1894 terminou o “mandato” do sagaz Floriano Peixoto, que presidia o país de maneira irregular desde novembro de 1891, pois não fora eleito, coisa impossível de acontecer, hodiernamente, no Brasil. Ele se transformara num chefe de governo conhecido por fazer tanto afetos quanto adversários e adorava viver no fausto. Ainda em 1894 estavam rompidas as relações diplomáticas com Portugal, as quais foram reatadas já em março do ano seguinte. Em junho de 1895, colocava-se também um ponto final na espinhosa Revolução Federalista, com a assinatura de um tratado de paz, no Rio Grande do Sul, que foi muito festejado pelos militares governistas.
(Do livro “Lima Barreto: triste visionário”, de Lilia Moritz Schwarcz, p. 109. Texto adaptado.)Leia as afirmativas a seguir, feitas sobre fenômenos linguísticos e sintáticos do texto:
I. O primeiro período do texto possui duas orações, sendo uma a principal e outra uma subordinada adverbial de tempo.
II. A conjunção “pois”, no trecho “pois não fora eleito”, indica a conclusão de uma ideia.
III. Dentre outras do texto, as palavras “Revolução”, “eleito” e “terminou” apresentam semivogal.
IV. Os verbos “serenar” (em “serenaram os ânimos”) e “transformara” (em “Ele se transformara”) estão conjugados no pretérito mais-que-perfeito do indicativo.
V. Em “colocava-se também um ponto final na espinhosa Revolução Federalista”, o sujeito é “um ponto final”.
VI. Em “colocava-se também um ponto-final na espinhosa Revolução Federalista”, o sujeito é indeterminado.
Assinale a alternativa correta:
Leia o texto a seguir:
Os monges formavam uma ordem social separada do mundo exterior ao monastério. Renunciando a sexo, dinheiro, guerra e mutabilidade, os aspectos mais corruptos da vida secular, adotavam a castidade, a pobreza, a não violência e a constância. Agiam, pois, segundo sua própria consciência. Um monastério, no entanto, não era planejado para servir a buscas individuais, e sim para desempenhar a função social de dar ocupação aos filhos mais novos da nobreza, que não tinham esperanças de possuir terras e que podiam se tornar uma influência destrutiva na sociedade. A essa altura, a cristandade ocidental não distinguia público de privado, natural de sobrenatural, porque o mundo era muito diferente do atual. Assim, ao combater os poderes demoníacos com orações, os monges eram essenciais para a segurança do reino.
(Do livro “Campos de sangue: religião e a história da violência”, de Karen Armstrong, p. 149. Texto adaptado.)Leia as afirmativas a seguir, feitas sobre fenômenos linguísticos e sintáticos do texto:
I. O segundo período do texto é formado por duas orações, sendo uma a principal e outra uma reduzida de gerúndio.
II. O “que”, em “que não tinham esperanças de possuir terras” exerce a função de sujeito de uma oração subordinada adjetiva explicativa.
III. O sujeito da oração principal do segundo período é simples e está expresso no primeiro período do texto.
IV. A palavra “porque”, no trecho “porque o mundo era muito diferente do atual”, é uma conjunção coordenada conclusiva.
V. A preposição “segundo”, que se verifica em “agiam, pois, segundo sua própria consciência”, se classifica como essencial.
Assinale a alternativa correta:
Leia as afirmativas abaixo, feitas a respeito do conto “A Caligrafia de Deus”, de Márcio Souza:
I. A narrativa dá preferência aos aspectos psicológicos das personagens, revelando-lhes o drama interior que, devido à condição social de nascença, torna trágicos os seus conflitos com o mundo.
II. A expressão “Deus escreve certo por linhas tortas”, que perpassa todo o conto, é indicativa da religiosidade dos personagens e do próprio narrador, que, com ela, mostra que as pessoas devem aceitar os desígnios divinos.
III. O fato de o caboclo Alfredo Silva (o Catarro) e a índia Izabel Pimentel, representantes das populações tradicionais da Amazônia, terem vindo morrer na Zona Franca de Manaus, é uma denúncia dos descaminhos sociais e econômicos causados por esse modelo de desenvolvimento.
IV. A passagem em que Izabel Pimentel decide arrancar os dentes em bom estado, embora pontiagudos, e substituí-los por uma prótese, ilustra bem o seu estado de alienação, bem como o processo de aculturação dos povos indígenas.
V. O personagem Pedro Pimentel apresenta uma contradição em seu caráter, pois, mesmo sendo católico, não deixa de acreditar na Maloca dos Mortos, seguindo a tradição cultural de seu povo.
Assinale a alternativa correta:
Assinale a afirmativa INCORRETA sobre o enredo de Angústia: