AprendiAprendi
LiteraturaFAG2016

Leia os versos abaixo:


“Não posso com esta cruz
Acho muito pesada João
Você vem me desgostando
A ponto de me por no hospício
Uma vez conseguiu
Mas duas não”
(...)

Os versos acima, se referem ao conto:

LiteraturaESPM2016

Ao mesmo assunto e na mesma ocasião

Corrente, que do peito destilada

Sois por dois belos olhos despedida;

E por carmim correndo dividida

Deixais o ser, levais a cor mudada

Não sei quando caís precipitada,

Às flores que regais tão parecida,

Se sois neve por rosa derretida,

Ou se rosa por neve desfolhada.

Essa enchente gentil de prata fina,

Que de rubi por conchas se dilata,

Faz troca tão diversa e peregrina,

Que no objeto, que mostra, ou que retrata,

Mesclando a cor purpúrea, à cristalina,

Não sei quando é rubi, ou quando é prata.

(Gregório de Matos)

Os versos acima relatam um acontecimento emocional (traduzido pelas lágrimas) que remete a uma decepção ou perda amorosa. Assinale a alternativa NÃO condizente.

LiteraturaIMEPAC2020

Não acordes tão cedo! enquanto dormes
Eu posso dar-te beijos em segredo...
Mas, quando nos teus olhos raia a vida,
Não ouso te fitar... eu tenho medo!
Enquanto dormes, eu te sonho amante,

Irmã de serafins, doce donzela;
Sou teu noivo... respiro em teus cabelos
E teus seios venturas me revela.

Os versos acima integram a “Lira dos vinte anos”, de Álvares de Azevedo. Analise as afirmativas que os seguem e assinale a ÚNICA alternativa INCORRETA

LiteraturaESPM2015

Leia:

Hora do pôr do sol? - hora fagueira,

Qu’encerras tanto amor, tristeza tanta!

Quem há que de te ver não sinta enlevos,

Quem há na terra que não sinta as fibras

Todas do coração pulsar-lhe amigas,

Quando desse teu manto as pardas franjas

Soltas, roçando a habitação dos homens?

Há i prazer tamanho que embriaga,

Há i prazer tão puro, que parece

Haver anjos dos céus com seus acordes

A mísera existência acalentado!

(Gonçalves Dias, trecho de “A Tarde”)

Os versos acima exemplificam a característica romântica:

LiteraturaUNIOESTE2021

Leia os excertos dos poemas abaixo:

“A graça essencial,
Mistério inefável
- Sobrenatural -
Da vida e do mundo,
Estava ali na rosa
Sozinha no galho.”

“Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.

Rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.”

“Os teus olhos espalham luz divina,
A quem a luz do Sol em vão se atreve;
Papoula ou rosa delicada e fina
Te cobre as faces, que são cor da neve.”

Os versos acima correspondem, RESPECTIVAMENTE, aos seguintes poemas:

LiteraturaEEAR2016

Profundamente (Manuel Bandeira)

[Parte I]

Quando ontem adormeci
Na noite de São João
Havia alegria e rumor
Estrondos de bombas luzes de Bengala
Vozes cantigas e risos
Ao pé das fogueiras acesas.

No meio da noite despertei
Não ouvi mais vozes nem risos
Apenas balões
Passavam errantes
Silenciosamente
Apenas de vez em quando
O ruído de um bonde
Cortava o silêncio
Como um túnel.
Onde estavam os que há pouco
Dançavam
Cantavam
E riam
Ao pé das fogueiras acesas?

Estavam todos dormindo
Estavam todos deitados
Dormindo
Profundamente

[Parte II]

Quando eu tinha seis anos
Não pude ver o fim da festa de São João
Porque adormeci

Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo
Minha avó
Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Onde estão todos eles?
Estão todos dormindo
Estão todos deitados
Dormindo
Profundamente.

Aquestão refere-se ao texto acima.

Os versos “Onde estavam os que há pouco/ Dançavam/ Cantavam/ E riam/ Ao pé das fogueiras acesas?” fazem referência

LiteraturaPUC-Campinas2011

O campo passou a ser associado a uma forma natural devida − de paz, de inocência e virtudes simples. À cidade associou-se a ideia de centro de realizações − de saber, comunicações, luz. Também constelaram-se poderosas associações negativas: a cidade como lugar de barulho, mundanidade e ambição; o campo como lugar de atraso, ignorância e limitação. O contraste entre campo e cidade, enquanto formas de vida fundamentais, remonta à Antiguidade clássica.

(Raymond Williams. O campo e a cidade: na história e na literatura. Trad. S. Paulo: Companhia das Letras, 2011, p. 11)

Os valores simples da vida rústica de que trata o texto encontraram em nossa literatura poetas que os encarnaram. De fato,

LiteraturaUESB2012

Na oscilação das noites e dos dias,

ouve-se a avena suave, distribuída

sobre esse tempo como estrela exata,

tão gaia estrela, tão ocaso frio.

Comtempla-se o ondulante movimento

das cabras, belas cabras recolhendo-se.

Seus olhares sensíveis colhem lírios

que lhes perfumam os chavelhos altos.

Foi preciso que tu, ó natureza,

cios provisionados transmitisses

e nos contaminasses com esses viços

de setas mergulhadas nas ilhargas,

no peito, como santos reeditados.

Milagre dá-se, dá-se o dom jucundo,

coisas de luz somente, coisas de ar,

leis revogadas pelas mãos infantes,

lidos pâmpanos e tão lidos zéfiros.

[...]

Nem sei de pensamento mais lavado,

de face mais rociada de epiderme,

e mãos sem temer crespas expressões,

as palmas encerradas com as promessas.

Ah! os juramentos, votos dados. Voar.

Direção de voar, prevaricato

contra a nossa lerdice postedênica,

e um doce refrigério amanhecido.

Larguei-me de mim mesmo renunciado

dos sentidos comuns. Ido na pátria,

considero-me lícito no instante;

pelo menos sem ver-me, restituo-me

pés que nunca possuí, mãos foragidas,

pensamento de lídima poesia

envolvendo o profundo da alegria,

pelo fundo dos mares e dos céus.

LIMA, Jorge de. Invenção de Orfeu. Canto VIII. Antologia poética. 2. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1974. p. 107-108.

Os trechos, no todo do poema, sugerem as ideias expressas nas alternativas, com exceção da indicada em

LiteraturaUFG2013

Leia os trechos do poema apresentados a seguir.

PANTEÍSMO

MEDITAÇÃO

O dia descobre a terra: a noite descortina os céus.

Marquês de Maricá

Eu creio, amigo, que a existência inteira

É um mistério talvez; — mas n'alma sinto

De noite e dia respirando flores,

Sentindo as brisas, recordando aromas

E esses ais que ao silêncio a sombra exala

E enchem o coração de ignota pena

Como a íntima voz de um ser amigo,

Que essas tardes e brisas, esse mundo

Que na fronte do moço entorna flores,

Que harmonias embebem-lhe no seio —

Têm uma alma também que vive e sente...

[…]

E Deus! — eu creio nele como a alma

Que pensa e ama nessas almas todas,

Que se ergue para o céu e que lhes verte,

Como orvalho noturno em seus ardores,

O amor, sombra do céu, reflexo puro

Da aureola das virgens de seu peito!

[…]

Por isso, ó meu amigo, à meia-noite

Eu deito-me na relva umedecida,

Contemplo o azul do céu, amo as estrelas,

Respiro aromas, e o arquejante peito

Parece remoçar em tanta vida,

Parece-me alentar-se em tanta mágoa,

Tanta melancolia, e nos meus sonhos,

Filho de amor e Deus, eu amo e creio!

AZEVEDO, Álvares. Lira dos vinte anos. In: Obra completa. Organização Alexei Bueno. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2000. p. 260-262.

Os trechos transcritos apresentam um sentimento religiosoque

LiteraturaUFN2009

Considere os fragmentos transcritos abaixo:

I. Macabéa fingia enorme curiosidade escondendo dele que ela nunca entendia tudo muito bem e que isso era assim mesmo. Mas ele, galinho de briga que era, arrepiou-se todo com a pergunta tola e que ele não sabia responder.
II. Na manhã clara e leve de um domingo, os habitués do bar de Mendez, no Cabeça, viram passar, dona Flor, toda elegante, pelo braço do marido, doutor Teodoro.
III. Arrastaram-se para lá devagar, sinhá Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás.

Os trechos foram transcritos, respectivamente, das narrativas: