Observamos em Machado de Assis a crítica à hipocrisia da moral burquesa, daí a análise das motivações que impulsionam os personagens, o olhar detido sobre as classes médias urbanas e a observação dos mecanismos de ascensão social. Desta forma, NÃO faz parte do estilo machadiano:
Nós cantaremos as grandes multidões movimentadas pelo trabalho [...]; a vibração noturna dos arsenais e dos estaleiros sob suas violentas luas elétricas; [...] as usinas suspensas nas nuvens pelos barbantes de suas fumaças; [...] as locomotivas de grande peito, [...] como enormes cavalos de aço.
(Filippo Tommaso Marinetti. “Manifesto do Futurismo”. In: Gilberto M. Teles. Vanguarda europeia e modernismo brasileiro, 1986.)O Manifesto do Futurismo foi publicado, pela primeira vez, no jornal francês Le Figaro, em 20 de fevereiro de 1909.
Observa-se, pela leitura do excerto, que o Futurismo enaltecia a experiência humana produzida
Observa-se, dentre os textos que compõem “Contos de Aprendiz”, evidências de crítica dirigida a aspectos políticos e sociais, quando o narrador flagra personagens em situações e cenários do cotidiano. Essa postura do narrador pode ser CORRETAMENTE verificada em
Com base no texto previamente lido, Venha ver o pôr-do-sol de Lygia Fagundes Telles, responda a questão.
Observa-se uma frase EM DESACORDO com as regras normativas de concordância verbal em:
Observa-se a intromissão do narrador de Quincas Borba no curso da narrativa no seguinte trecho:
Leia o soneto “XVII”, de Alberto de Oliveira, para responder à questão.
Parado o engenho, extintas as senzalas,
Sem mais senhor, existe inda a fazenda,
A envidraçada casa de vivenda
Entregue ao tempo com as desertas salas.
Se ali penetras, vês em cada fenda
Verdear o musgo e ouves, se acaso falas,
Soturnos ecos e o roçar das alas
De atros morcegos em revoada horrenda.
Ama o luar, entretanto, essas ruínas.
Uma noite, horas mortas, de passagem
Eu a varanda olhava, quando vejo
À janela da frente, entre cortinas
De prata e luz, chegar saudosa imagem
E, unindo os dedos, atirar-me um beijo...
Observa-se a inclusão da figura do leitor no soneto em:
Sobre o fragmento abaixo, retirado da obra de Julián Fuks, A ocupação, é correto dizer:
“Pai, eu vou ter um filho.
Que notícia linda, Julián. Obrigado por me dizer.
Obrigado a você, pai. Mas aqui você me chama de Sebastián”.
Talvez pareça excessivo o escrúpulo do Cotrim, a quem não souber que ele possuía um caráter ferozmente honrado. Eu mesmo fui injusto com ele durante os anos que se seguiram ao inventário de meu pai. Reconheço que era um modelo. Arguíam-no de avareza, e cuido que tinham razão; mas a avareza é apenas a exageração de uma virtude, e as virtudes devem ser como os orçamentos: melhor é o saldo que o déficit. Como era muito seco de maneiras, tinha inimigos que chegavam a acusá-lo de bárbaro. O único fato alegado neste particular era o de mandar com frequência escravos ao calabouço, donde eles desciam a escorrer sangue; mas, além de que ele só mandava os perversos e os fujões, ocorre que, tendo longamente contrabandeado em escravos, habituara-se de certo modo ao trato um pouco mais duro que esse gênero de negócio requeria, e não se pode honestamente atribuir à índole original de um homem o que é puro efeito de relações sociais. A prova de que o Cotrim tinha sentimentos pios encontrava-se no seu amor aos filhos, e na dor que padeceu quando morreu Sara, dali a alguns meses; prova irrefutável, acho eu, e não única. Era tesoureiro de uma confraria, e irmão de várias irmandades, e até irmão remido de uma destas, o que não se coaduna muito com a reputação da avareza; verdade é que o benefício não caíra no chão: a irmandade (de que ele fora juiz) mandara-lhe tirar o retrato a óleo.
ASSIS, M. Memórias póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1992.Obra que inaugura o Realismo na literatura brasileira, Memórias póstumas de Brás Cubas condensa uma expressividade que caracterizaria o estilo machadiano: a ironia. Descrevendo a moral de seu cunhado, Cotrim, o narrador-personagem Brás Cubas refina a percepção irônica ao
Obra prima de Machado de Assis, “Dom Casmurro” pertence ao período Realista brasileiro. Entre outros elementos, sua perspectiva narrativa tem destaque e atesta a presença de um narrador:
Texto para aquestão
Natal de 1975
Adia-se outra vez
a instauração do amor,
o advento da paz?
Mesmo assim, mesmo em sonho,
outra vez se deseja
a instauração da paz,
o advento do amor.
Carlos Drummond de Andrade
Obra amplamente reconhecida da literatura brasileira do século XX, na qual o motivo natalino, que aparece no poema de Drummond, desempenha papel mais decisivo é