AprendiAprendi
LiteraturaFMJ2011

Terça-feira, depois de comer, fomos em terra, fazer lenha, e para lavar roupa. Estavam na praia, quando chegamos, uns sessenta ou setenta, sem arcos e sem nada. Tanto que chegamos, vieram logo para nós, sem se esquivarem. E depois acudiram muitos, que seriam bem duzentos, todos sem arcos. E misturaram-se todos tanto conosco que uns nos ajudavam a acarretar lenha e metê-las nos batéis. E lutavam com os nossos, e tomavam com prazer. E enquanto fazíamos a lenha, construíam dois carpinteiros uma grande cruz de um pau que se ontem para isso cortara. Muitos deles vinham ali estar com os carpinteiros. E creio que o faziam mais para verem a ferramenta de ferro com que a faziam do que para verem a cruz, porque eles não têm coisa que de ferro seja, e cortam sua madeira e paus com pedras feitas como cunhas, metidas em um pau entre duas talas, mui bem atadas e por tal maneira que andam fortes, porque lhas viram lá. Era já a conversação deles conosco tanta que quase nos estorvavam no que havíamos de fazer.

(Cilza Bignotto, Noemi Jaffe, Crônica na sala de aula: material de apoio ao professor)

O texto escrito por Pero Vaz de Caminha tem a finalidade de

LiteraturaUEFS2014

O texto em destaque é um “pôster-poema” de Lenora de Barros. A combinação do texto verbal com o não verbal permite afirmar:

LiteraturaUFRN2011

O pano abre na casa de EURICO ARÁBE, mais conhecido como

EURICÃO ENGOLE-COBRA.

[...] CAROBA – E foi então que o patrão dele disse: “Pinhão, você sele o cavalo e vá na minha frente procurar Euricão...”

EURICÃO – Euricão, não. Meu nome é Eurico.

CAROBA – Sim, é isso mesmo. Seu Eudoro Vicente disse: “Pinhão, você sele o cavalo e vá na minha frente procurar Euriques...” EURICÃO – Eurico!

CAROBA – “Vá procurar Euríquio...”

EURICÃO – Chame Euricão mesmo.

CAROBA – “Vá procurar Euricão Engole-Cobra...”

EURICÃO – Engole cobra é a mãe! Não lhe dei licença de me chamar de Engole-Cobra, não! Só de Euricão!

CAROBA – “Vá na minha frente procurar Euricão para entregar essa carta a ele.”

EURICÃO – Onde está a carta? Dê cá! Que quererá Eudório Vicente comigo?

PINHÃO – Eu acho que é dinheiro emprestado.

EURICÃO – (Devolvendo a carta.) Hein?

PINHÃO – Toda vez que ele me manda assim na frente, a cavalo, é para isso. [...]

SUASSUNA, Ariano. O santo e a porca. Rio de Janeiro: José Olympio, 2005. (Primeiro Ato).

O texto é, predominantemente,

LiteraturaENEM2014

Eu vô transmiti vô sinhô logo uma passage muito importante, qu’ eu iscutei um velho de nome Ricardo Caetano Alves, que era neto do propietário da Fazenda do Buraca. O pai dele, ele contava que o pai dele assistiu uma cena muito importante aonde ele tava, do Jacarandá, o chefe dos iscravo do Joaquim de Paula, com o chefe dos iscravo do Vidigal, que chamava, era tratado Pai Urubu. O Jacarandá era tratado Jacarandá purque ele era um negro mais vermelho, tá intendeno com’ é que é, né? Intão é uma imitância de cerno de Jacarandá, intão eles apilidaro ele de Pai Jacarandá. Agora, o Pai Urubu, diz que era o mais preto de todos os iscravo que é, né? Intão é uma imitância de cerno de Jacarandá, Intão os sinhores cunhiciam eles como “pai”: Pai Urubu, Pai Jacarandá, Pai Francisco, que é o chefe da Fazenda das Abóbra, Pai Dumingo, que era da Fazenda do Buraca.

SOUZA, J. Negros pelo vale.Belo Horizonte: Fale-UFMF 2009

O texto é uma transcrição da narrativa oral contada por Pedro Braga, antigo morador do povoado Vau, de Diamantina (MG). Com base no registro da fala do narrador, entende-se que seu relato

LiteraturaUNCISAL2016

O DIÁRIO DE JONATHAN HARKER

(Notas taquigráficas)

3 de maio, Bistritz. Parti de Munique às 20 h 35 da noite, chegando a Viena na manhã seguinte. A chegada estava prevista para as 6 h 45 da manhã. O nosso trem, porém, se atrasara em uma hora. Pelo que pude apreciar ainda do trem, através do clarão de suas luzes, e de uma breve caminhada pelas ruas, Budapeste pareceu-me uma cidade realmente maravilhosa. Não obstante, limitei-me a uma rápida excursão em torno da estação ferroviária, pois, em virtude do atraso, devíamos partir o mais cedo possível. Tive então a impressão de que o Ocidente ficara para trás e que agora entrávamos no Oriente. A mais ocidental das portentosas pontes que cruzam o Danúbio, cujo leito aqui nos impressiona por sua amplitude e profundidade, põe-nos inopinadamente em contato com as tradições do mundo turco. [...]

Dispondo de algum tempo livre durante minha permanência em Londres ali frequentei o Museu Britânico, consultando livros e mapas geográficos na biblioteca, a fim de recolher dados sobre a Transilvânia. [...]

STOKER, Bram. Drácula. Trad. Theobaldo de Souza. – Porto Alegre: L&PM, 2011. p. 7.

O texto é o trecho inicial de Drácula, romance publicado por Bram Stoker em 1897. Seguindo o modelo estabelecido por esse início, a obra é composta por cartas, relatórios e recortes de jornal. O leitor, acompanhando a sequência dos relatos, estabelece sua compreensão e o fio narrativo da história. Tendo essas informações e particularidades como referência, Drácula pode ser lido como exemplo da

LiteraturaUNINTA2016

TEXTO-IMAGEM

Como principais características desse período têm-se a troca de informações e serviços e a imposição da mentalidade relativista. Este movimento é também uma expressão utilizada para designar as mudanças que a ciência, as artes e a sociedade sofreram dos anos 50 até os dias atuais.

O texto e a imagem acima descrevem o movimento literário brasileiro:

LiteraturaUESB2013

Seria tempo ainda? De romper a solidão, de terminar a longa espera? Fizera sessenta anos, tinha branco o cabelo, não era mais senhor daquela força antiga a levantar fardos de charque e bacalhau, barricas de manteiga, a sustentar a roda do leme em meio às tempestades, timoneiro sem rival, mas conservara um vigor surpreendente em sua idade e o coração era o daquele adolescente sem adolescência, íntegro e apto para o grande e definitivo amor de sua vida. Sim, ainda era tempo, havia uma casa à beira da praia, de verdes janelas abertas sobre o mar, onde faltava a dona da casa, havia um solitário, com toda uma vida a viver, um passado a distribuir sem ter quem nessa tarefa o ajudasse, sem um braço onde se apoiar quando mais adiante o caminho se fizesse estreito.

AMADO, Jorge. Os velhos marinheiros. 55a ed. Rio de Janeiro: Record, 1986. p. 183.

O texto do escritor Jorge Amado revela uma temática pouco comum na maioria das suas obras e que tem relação com

LiteraturaESPM2013

Vinha de uma família de músicos e tinha a música como passatempo, tocando em um conjunto familiar. No fim dos anos 1930, como flautista venceu um concurso de calouros no programa de Ary Barroso, na rádio. Além das composições próprias, o compositor foi intérprete de todos os choristas importantes, de Pixinguinha a Waldir Azevedo, até clássicos que ele transformava em versões choro, de Villa Lobos a Vivaldi. Tocou em mais de 40 países difundindo o gênero musical.

Fonte: Carta Capital. Disponível em http://www.cartacapital.com.br/cultura/morre-aos-87-anoso-compositor. (Acesso: 13/08/12).

O texto diz respeito a importante músico brasileiro falecido em 2012. Trata-se de:

LiteraturaPUC-Campinas2011

A guerra franco-prussiana de 1870 inspirou romances de diferentes categorias. A obra, porém, de maior fôlego sobre o tema foi sem dúvida o romance La Débâcle, de Émile Zola. Este autor documentou-se antes de escrever sobre a derrota do exército francês. O iniciador da literatura naturalista consultou diversas testemunhas do conflito. No século XIX, a história não representava mais simplesmente um pano de fundo para os romances, mas se tornava protagonista.

(www.linhaseveredas.blogspot.com. Ana Luiza Bedê, 01/07/2010)

O texto destaca um procedimento bastante usual do escritor naturalista, qual seja, o de

LiteraturaUNIFOR2012

Soneto do amor total

Amo-te, meu amor... não cante

O humano coração com mais verdade...

Amo-te como amigo e como amante

Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante

E te amo além, presente na saudade

Amo-te, enfim, com grande liberdade

Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente

De um amor sem mistério e sem virtude

Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde

É que um dia em teu corpo de repente

Hei de morrer de amar mais do que pude.

(MORAES, Vinícius de. Soneto de amor total. In: Antologia Poética. 4.ed. Rio de Janeiro: Ed.do Autor. 1963, p.258.)

O texto de Vinícius de Moraes pertence ao gênero lírico. Sobre o poema NÃO é correto afirmar: