AprendiAprendi
LiteraturaESA2013

O poeta da Segunda Geração Romântica que soube utilizar, de forma sensível e surpreendente, os temas e as formas estereotipados do Ultrarromantismo, bem como poetizar figuras e imagens retiradas do cotidiano mais banal foi

LiteraturaUNINOVE2014

Stalingrado…


O mundo não acabou, pois que entre as ruínas
outros homens surgem, a face negra de pó e de pólvora,
e o hálito selvagem da liberdade
dilata os seus peitos, Stalingrado,
seus peitos que estalam e caem
enquanto outros, vingadores, se elevam.


sinto-te como uma criatura humana, e que és tu, Stalingrado,
senão isto?
Uma criatura que não quer morrer e combate,
contra o céu, a água, o metal a criatura combate,
contra milhões de braços e engenhos mecânicos a criatura
combate,
contra o frio, a fome, a noite, contra a morte a criatura
combate,
e vence.

(Carlos Drummond de Andrade. A rosa do povo, 2012. Adaptado.)

O poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade homenageia a cidade de Stalingrado, cujo papel decisivo na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) foi o de

LiteraturaUNIMONTES2012

O poeta Augusto dos Anjos absorve como poucos os conflitos de final de século, deixando transparecer, em seus versos, a tensão que não vislumbra perspectivas para a humanidade e a dor de sua posição marginal na sociedade. Assinale a alternativa que apresenta informação INCORRETA a respeito de sua poética.

LiteraturaCESMAC2018

O poeta alagoano Jorge de Lima foi, ao lado do poeta mineiro Murilo Mendes, responsável por perseguir um projeto literário que tinha como fim “restaurar a poesia em Cristo”. Essa poesia se firmava em cima da orientação cristã da Igreja

LiteraturaUnaerp2017

Os inocentes do Leblon

não viram o navio entrar.

Trouxe bailarinas?

Trouxe emigrantes?

Trouxe um grama de rádio?

Os inocentes, definitivamente inocentes, tudo ignoram.

Mas a areia é quente, e há um óleo suave

que eles passam nas costas, e esquecem.

Carlos Drummond de Andrade, Inocentes do Leblon.

O poema, presente na coletânea Sentimento do mundo,

LiteraturaFIP2018

Desencanto

Eu faço versos como quem chora
De desalento. . . de desencanto. . .
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente. . .
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.

– Eu faço versos como quem morre.
BANDEIRA, M., A Cinza das Horas, Teresópolis, 1917.

O poema, embora modernista, apresenta características:

LiteraturaUCS2014

Leia o poema de Vinicius de Moraes.

Soneto do maior amor

Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.

E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal-aventurada.

Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer – e vive a esmo

Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.
Fonte: MORAES, Vinicius de. Antologia poética. 25. ed. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1984. p. 98.

O poema transcrito tematiza o amor, seus dramas e contradições. O autor do texto é considerado modernista, mas, nesses versos, pela presença de antíteses, recupera traços de outro período literário, que é o

LiteraturaCESMAC2021

Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora Pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive.

E, como farei ginástica,
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água.

BANDEIRA, Manuel. Estrela da manhã. Poesia Completa e prosa. Coleção Bibioteca Luso-brasileira. Rio de Janeiro, Nova Aguiar, 1993.

O poema transcrito acima atesta a aceitação das reivindicações da proposta poética do:

LiteraturaUECE2021

Texto

Retrato

Cecília Meireles

Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.


Eu não tinha estas mãos sem força,
[155] Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.


Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
[160] — Em que espelho ficou perdida
a minha face?

Os versos acima são de autoria da escritora carioca Cecília Meireles (1901-1964).

O poema traça uma espécie de autorretrato, enfocando principalmente a questão da

LiteraturaUCS2015

O excerto a seguir faz parte do soneto “A um poeta”, escrito por Olavo Bilac, um dos expoentes do Parnasianismo no Brasil.

Longe do estéril turbilhão da rua,

Beneditino escreve! No aconchego

Do claustro, na paciência e no sossego,

Trabalha e teima, e lima, e sofre, e sua!

Mas que na forma se disfarce o emprego

Do esforço: e trama viva se construa

De tal modo, que a imagem fique nua

Rica mas sóbria, como um templo grego

[…]

Fonte: BILAC, Olavo. A um poeta. In: Tarde. Disponível em: <http://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=504>. Acesso em: 20 set. 14.

O poema tematiza, de modo central, algumas características da estética parnasiana, quais sejam: