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LiteraturaENEM2013

O poema de Oswald de Andrade remonta à ideia de que a brasilidade está relacionada ao futebol. Quanto à questão da identidade nacional, as anotações em torno dos versos constituem

LiteraturaUNIFOR2013

AMOR É SÍNTESE

Por favor, não me analise

Não fique procurando cada ponto fraco meu.

Se ninguém resiste a uma análise profunda,

Quanto mais eu...

Ciumento, exigente, inseguro, carente

Todo cheio de marcas que a vida deixou

Vejo em cada grito de exigência

Um pedido de carência, um pedido de amor.

Amor é síntese

É uma integração de dados

Não há que tirar nem pôr

Não me corte em fatias

Ninguém consegue abraçar um pedaço

Me envolva todo em seus braços

E eu serei o perfeito amor.

(QUINTANA, Mário. Amor é síntese. Disponível em: < http://pensador.uol.com.br/frase/NTQwNDQy/ > Acesso em: Acesso em: 18/05/2013)

O poema de Mário Quintana apresenta em sua construção características de texto:

LiteraturaENCCEJA2018

Que importa que uns falem mole descansado
Que os cariocas arranhem os erres na garganta
Que os capixabas e paroaras escancarem as vogais
Que tem se os quinhentos réis meridional
Vira cinco tostões do Rio pro Norte?
Juntos formamos este assombro de misérias e grandezas,
Brasil, nome de vegetal!

ANDRADE, M. Poesias completas. São Paulo: Martins Fontes, 1980.

O poema de Mário de Andrade apresenta características do falar de algumas regiões, posicionando-se criticamente ao enfatizar que

LiteraturaCESMAC2016

TEXTO 4

...

Como então dizer quem fala

ora a Vossas Senhorias?

Vejamos: é o Severino da Maria do Zacarias,

Lá da serra da Costela,

limites da Paraíba.

Mas isso ainda diz pouco:

se ao menos mais cinco havia

com nome de Severino

filhos de tantas Marias

mulheres de outros tantos,

já finados, Zacarias,

vivendo na mesma serra

magra e ossuda em que eu vivia.

Somos muitos Severinos

iguais em tudo na vida:

na mesma cabeça grande

que a custo é que se equilibra,

no mesmo ventre crescido

sobre as mesmas pernas finas,

e iguais também porque o sangue

Que usamos tem pouca tinta.

E se somos Severinos

iguais em tudo na vida,

morremos de morte igual,

mesma morte severina:

que é a morte de que se morre

de velhice antes dos trinta,

de emboscada antes dos vinte,

de fome um pouco por dia

(de fraqueza e de doença

é que a morte severina

ataca em qualquer idade,

e até gente não nascida).

Somos muitos Severinos

iguais em tudo e na sina:

a de abrandar estas pedras

suando-se muito em cima,

a de tentar despertar

terra sempre mais extinta,

a de querer arrancar

algum roçado da cinza.

(João Cabral de Melo Neto. Morte e Vida Severina. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1994, p. 29-30. Fragmento).

O poema de João Cabral pode ser considerado como uma produção artística que:

LiteraturaPUC-Campinas2010

Ó mar salgado, quanto do teu sal

São lágrimas de Portugal!

Por te cruzarmos, quantas mães choraram,

Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar

Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena

Se a alma não é pequena

Quem quer passar além do Bojador

Tem que passar além da dor.

Deus ao mar o perigo e o abismo deu,

Mas nele é que espalhou o céu.

(Fernando Pessoa. Obras poéticas (volume único). Rio de Janeiro:Nova Aguilar, 1986, p. 16) (G e R, p. 148)

O poema de Fernando Pessoa remete à Expansão Marítima do século XV. Explicam o pioneirismo português, nesse processo de expansão, a I. utilização, pelos marinheiros portugueses, de conhecimentos cartográficos, baseados nas teorias de Ptolomeu. II. posição geográfica do país, já que Portugal, banhado pelas águas do Atlântico, era o reino mais ocidental da Europa. III. existência de um poder centralizado e de um Estado unificado, sem dissensões internas e a longa experiência de pescadores e marinheiros na costa do Atlântico. IV. crença dos reis portugueses da existência de um continente ao sul do oceano Índico, mostrado nos mapas da época. Está correto o que se afirma SOMENTE em

LiteraturaUNCISAL2017

Mar português

Ó mar salgado, quanto do teu sal

São lágrimas de Portugal!

Por te cruzarmos, quantas mães choraram,

Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar

Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena

Se a alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador

Tem que passar além da dor.

Deus ao mar o perigo e o abismo deu,

Mas nele espelhou o céu

PESSOA, Fernando. Mensagem. In: Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986.

O poema de Fernando Pessoa refere-se à expansão marítima portuguesa. Nele, o poeta enfatiza

LiteraturaUEMS2010

Eta, nóis / Brincando com Leminsk

Menina, vou trabalhar
em uma usina de cana
pra alimentar os carros
de uma família americana

Menina, só vou poder te namorar
no final de semana
só vou poder te namorar
no final de semana

Menina, vou trabalhar
em condição sub humana
vou trabalhar em
condição sub humana
Menina, vou trabalhar
Numa usina de cana

Pra alimentar os carros
De uma família americana
Só vou poder te namorar
No final de semana
Vou trabalhar em condição

Sub humana
pra alimentar os carros
pra alimentar os carros
pra alimentar os carros....

(Emmanuel Marinho, 2007, cedido pelo autor)

O poema de Emmanuel Marinho “Eta, nóis / Brincando com Leminsk” caracteriza-se pela temática social e interesse pelos problemas do homem em sociedade; aspectos que também podem ser encontrados no

LiteraturaUNISA2018

Leia o poema de Cecília Meireles para responder a questão.

Elegia a uma pequena borboleta

Como chegavas do casulo,
— inacabada seda viva! —
tuas antenas — fios soltos
da trama de que eras tecida,
e teus olhos, dois grãos da noite
de onde o teu mistério surgia,

como caíste sobre o mundo
inábil, na manhã tão clara,
sem mãe, sem guia, sem conselho,
e rolavas por uma escada
como papel, penugem, poeira,
com mais sonho e silêncio que asas,

minha mão tosca te agarrou
com uma dura, inocente culpa,
e é cinza de lua teu corpo,
meus dedos, sua sepultura.
Já desfeita e ainda palpitante,
expiras sem noção nenhuma.
[...]

(Antologia poética, 1963.)

O poema de Cecília Meireles ilustra a corrente poética da segunda fase do Modernismo a que ela pertenceu, denominada

LiteraturaCESMAC2021

Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, senhor Deus!
Se é mentira... se é verdade
Tanto horror perante os céus?
Ó mar, por que não apagas
Co’a esponja de tuas vagas,
De teu manto este borrão?...
Astros! Noites! Tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!”

Castro Alves

A Literatura também versa sobre grandes problemas sociais que afetaram a história brasileira.

O poema de Castro Alves, sob a forma de uma prece, (intitulado Tragédia no Mar) refere-se:

LiteraturaENEM2012

A rua

Bem sei que, muitas vezes,

O único remédio

É adiar tudo. É adiar a sede, a fome, a viagem,

A dívida, o divertimento,

O pedido de emprego, ou a própria alegria.

A esperança é também uma forma

De contínuo adiamento.

Sei que é preciso prestigiar a esperança,

Numa sala de espera.

Mas sei também que espera significa luta e não, apenas,

Esperança sentada.

Não abdicação diante da vida.

A esperança

Nunca é a forma burguesa, sentada e tranquila da espera.

Nunca é figura de mulher

Do quadro antigo.

Sentada, dando milho aos pombos.

RICARDO, C. Disponível em: www.revista.agulha.nom.br. Acesso em: 2 jan. 2012.

O poema de Cassiano Ricardo insere-se no Modernismo brasileiro. O autor metaforiza a crença do sujeito lírico numa relação entre o homem e seu tempo marcada por