AprendiAprendi
LiteraturaUnirG2013

No desfecho da peça O beijo no asfalto, de Nelson Rodrigues, a morte da personagem Arandir acontece em decorrência do

LiteraturaUERR2022

Morava numa casa pequena, paga pelo filho único, operário numa oficina de alfaiate, ela lavava a roupa para os hospitais e dava conta de todo o serviço da casa inclusive cozinha. O filho, enquanto era pequeno, comia os pobres jantares feitos por ela, às vezes até no mesmo prato; à proporção que ia crescendo, ia-se-lhe a pouco e pouco manifestando na fisionomia a repugnância por essa comida; até que um dia, tendo já um ordenadozinho, declarou à mãe que, por conveniência do negócio, passava a comer fora...

Ela fingiu não perceber a verdade, e resignou-se. Daquele filho vinha-lhe todo o bem e todo o mal. Que lhe importava o desprezo dos outros, se o seu filho adorado lhe apagasse com um beijo todas as amarguras da existência”?

Um beijo dele era melhor que um dia de sol, era a suprema carícia para o seu triste coração de mãe! Mas... os beijos foram escasseando também, com o crescimento do Antonico! Em criança ele apertava-a nos bracinhos e enchia-lhe a cara de beijos; depois, passou a beijá-la só na face direita, aquela onde não havia vestígios de doença; agora, limitava-se a beijar-lhe a mão!

Ela compreendia tudo e calava-se. O filho não sofria menos.

ALMEIDA, Julia Lopes de. A caolha, /n: MORICONI, Italo. Os cem melhores contos do século. São Paulo: Objetiva, 2000 (com adaptações).

No conto de Julia Lopes de Almeida, um trecho que confirma que o narrador tem acesso à consciência das personagens da mãe e do filho é

LiteraturaFUVEST2009

Vestindo água, só saído o cimo do pescoço, o burrinho tinha de se enqueixar para o alto, a salvar também de fora o focinho. Uma peitada. Outro tacar de patas. Chu-áa! Chu-áa... — ruge o rio, como chuva deitada no chão. Nenhuma pressa! Outra remada, vagarosa. No fim de tudo, tem o pátio, com os cochos, muito milho, na Fazenda; e depois o pasto: sombra, capim e sossego... Nenhuma pressa. Aqui, por ora, este poço doido, que barulha como um fogo, e faz medo, não é novo: tudo é ruim e uma só coisa, no caminho: como os homens e os seus modos, costumeira confusão. É só fechar os olhos. Como sempre. Outra passada, na massa fria. E ir sem afã, à voga surda, amigo da água, bem com o escuro, filho do fundo, poupando forças para o fim. Nada mais, nada de graça; nem um arranco, fora de hora. Assim.

João Guimarães Rosa. O burrinho pedrês, Sagarana.

No conto de Guimarães Rosa a que pertence o excerto, a presença de um animal que é “sábio” e forma juízos supõe uma concepção da natureza

LiteraturaUNIOESTE2016

No conto Corisco, de Luiz Vilela (citação 7), através da voz infantil do narrador, percebe-se a marca dos estereótipos patriarcais subjacentes à estrutura familiar. Assinale a alternativa que, no conto em foco, NÃO alude a tais estereótipos.

LiteraturaUFG2012

No conto “Os dragões”, da Obra completa de Murilo Rubião,a quebra de verossimilhança externa, comum ao gênero fantástico, efetiva-se pela presença de animais mitológicos – os dragões – em meio ao espaço urbano. Todavia, a referida quebra não compromete a coerência da narrativa, visto que a presença de tais seres justifica-se por estabelecer uma

LiteraturaUnirG2013

No conto “O segredo de Augusta”, da coletânea Contos fluminenses, o confronto entre a visão romântica e a visão realista, próprio dos primeiros escritos de Machado de Assis, evidencia-se no

LiteraturaUFGD2011

No conto “O bife e a pipoca”, de Lygia Bojunga, há um desentendimento entre os amigos de escola, Rodrigo e Tuca, o que provoca a queda de ambos em um lameiro, em meio ao lixo, de onde saem imundos. Assinale a alternativa que traz o motivo desse desentendimento.

LiteraturaUFG2012

No conto “Marina, a intangível”, da Obra Completa de MuriloRubião, a narrativa em primeira pessoa explora, por meio da inacessibilidade atribuída à personagem-título, a angústia do escritor diante da vã tentativa de comunicar-se pela escrita. Ao recuperar tal temática, o autor vale-se de

LiteraturaUnirG2013

As narrativas que compõem a obra Contos fluminensesapresentam aspectos que oscilam entre a adesão e a negação das orientações da estética romântica.

No conto “Luís Soares”, essa oscilação se resolve em favor da

LiteraturaUEG2013

No conto “Lacoonte em negra água”, Marina Colasanti retoma, de modo intertextual, a história de Lacoonte, um sacerdote troiano que se posicionou contra a aceitação do famoso “Cavalo de Tróia”, deixado pelos gregos como suposta prova de rendição. Por sua atitude Lacoonte foi morto por uma gigantesca serpente marítima, enviada por Poseidon, o deus dos mares do panteão grego, que estava do lado dos gregos. Esse grande conflito entre gregos e troianos foi registrado no poema épico