Graciliano Ramos é considerado pela crítica literária como o maior escritor do chamado romance nordestino de 1930. Prosador por excelência, a sua obra se dilata em vários gêneros textuais: do romance ao diário de viagem, do artigo de jornal à literatura infanto-juvenil, do conto à memorialística. No entanto, apesar de frequentar gêneros textuais diversos, seus textos se urdem por um estilo que se caracteriza por alguns traços comuns. Assinale quais são esses traços.
EmMemórias do Cárcere, lê-se a seguinte passagem, em que Graciliano Ramos, preso em 1936, recorda a prisão que sofrera seis anos antes:
Chegamos ao quartel do 20o Batalhão. Estivera ali em 1930, envolvera-me estupidamente numa conspiração besta com um coronel, um major e um comandante da polícia e, vinte e quatro horas depois, achava-me preso e só. Pensando nessas coisas, desci do automóvel, atravessei o pátio que, em 1930, via cheio de entusiastas enfeitados com braçadeiras vermelhas. (...) Se todos os sujeitos perseguidos fizessem como eu, não teria havido uma só revolução no mundo. Revolucionário chinfrim. As minhas armas, fracas e de papel, só podiam ser manejadas no isolamento.
(Graciliano Ramos. Memórias do Cárcere. São Paulo: Martins, 6. ed, 1969. p. 19 e 20)Graciliano Ramos criou personagens de ficção marcantes, como Fabiano e Paulo Honório, que, em seus respectivos romances,
Graciliano Ramos (1892-1953), na prosa, e João Cabral de Melo Neto (1920-1999), na poesia, são dois dos mais representativos escritores brasileiros do século XX. Apesar das suas obras explorarem gêneros distintos — a prosa e a poesia —, elas, em vários pontos, se confluem. Quais são os pontos em comum entre as obras de Graciliano Ramos e a de João Cabral?
Leia o poema de Tomás Antônio Gonzaga, transcrito a seguir, e marque a alternativa que aponta três características do Arcadismo brasileiro que nele podem ser observadas.
Lira I
Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,
Que viva de guardar alheio gado;
De tosco trato, d’expressões grosseiro,
Dos frios gelos, e dos sóis queimado.
Tenho próprio casal, e nele assisto;
Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;
Das brancas ovelhinhas tiro o leite,
E mais as finas lãs, de que me visto.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!
Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo e Castro Alves representam três momentos da poesia romântica brasileira. Identifique, nas alternativas abaixo, a ordem dos elementos correspondentes à sequência estabelecida pelos nomes dos poetas.
O estilo acadêmico e rígido do Neoclassicismo começa a declinar e vem uma reação às regras e modelos clássicos greco-romanos. Há necessidade de expressão, de emoção, de paixão. O equilíbrio e a simplicidade deixam de ser os objetivos do artista. Ele quer demonstrar outros interesses, quer buscar as raízes da nacionalidade, quer enaltecer a natureza tropical, quer voltar ao passado histórico, quer abandonar os mitos gregos e aprofundar sua própria religiosidade, quer viver o amor imensamente.
GARCEZ, Lucília; OLIVEIRA, Jô. Explicando a arte brasileira. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004, p.80.
Fundador da Academia Alagoana de Letras, jornalista, político, professor de economia e inspetor federal de ensino, Jayme de Atavila (1895-1970) foi um poeta alagoano que, em 1964, foi escolhido “Príncipe dos poetas alagoanos”. Escritor de várias obras e versando sobre os temas mais diversos, qual, dentre os livros abaixo, foi escrito por ele?
Marque a alternativa correta que representa uma característica do estilo parnasiano representado na primeira estrofe do soneto ―A sesta de nero‖, de Olavo Bilac.
Fulge de luz banhado, esplêndido e suntuoso, O palácio imperial de pórfiro luzente E mármor da Lacônia. O teto caprichoso Mostra, em prata incrustado, o nácar do Oriente.
Para responder à questão, leia as passagens a seguir, referentes a um marcante personagem da literatura brasileira.
Leonardo passava vida completa de vadio, metido em casa todo o santo dia, sem lhe dar o menor abalo o que se passava lá fora pelo mundo. O seu mundo consistia unicamente nos olhos, nos sorrisos e nos requebros de Vidinha. (...) Ser soldado era naquele tempo, e ainda hoje talvez, a pior coisa que podia suceder a um homem. Prometeu pois sinceramente emendar-se (...). Achar porém ocupação para quem nunca cuidou nela até certa idade, e assim de pé para mão, não era das coisas mais fáceis.
Filho de uma ‘pisadela’ e de um ‘beliscão’, Leonardo é o malandro que foge do trabalho e envolve-se com diferentes mulheres. É o herói (ou anti-herói) de Memórias de um sargento de milícias, obra escrita por:
Fernando Pessoa, tendo em vista sua narrativa O banqueiro anarquista, insere-se no Modernismo Português por