O personagem Paulo Honório, presente no romance ________________, apresenta-se tomado pelo ódio e pensa em matar a sua própria esposa, Madalena.
Este magnífico romance de ________________, além de tematizar a violência, também discute o contexto econômico e social da Revolução de 30.
Lembrança de morrer
[...]
Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto o poento caminheiro,
- Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre sineiro
[...]
AZEVEDO, Alvares de. Poesias completas de Álvares de Azevedo. 7. ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 1995. p. 37.Este fragmento mostra uma atitude escapista típica do romantismo. O eu lírico idealiza
A passagem transcrita abaixo faz parte do capítulo IX (―Transição‖), de Memórias Póstumas de Brás Cubas:
E vejam agora com que destreza, com que arte faço eu a maior transição deste livro. Vejam: o meu delírio começou em presença de Virgília; Virgília foi meu grão pecado da juventude; não há juventude sem meninice; meninice supõe nascimento; e eis aqui como chegamos nós, sem esforço, ao dia 20 de outubro de 1805, em que nasci. Viram? Nenhuma juntura aparente, nada que divirta a atenção pausada do leitor: nada.
(ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ática, 2000.)Este fragmento ilustra bem o estilo narrativo da obra, que é marcada pela
“Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela, ou outra coisa de metal, ou ferro; nem lha vimos. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como os de Entre-Douro-e-Minho, porque neste tempo d'agora assim os achávamos como os de lá. Águas são muitas; infinitas. Em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo; por causa das águas que tem!”
Este é um trecho da Carta de Pero Vaz de Caminha sobre o “achamento” das terras do Brasil. Das alternativas abaixo sobre a Carta só é CORRETO afirmar:
Este é o ano do centenário de Jorge Amado. Assim sendo, assinale a única alternativa FALSA com relação à trajetória literária do autor.
Este é o ano do centenário de Jorge Amado. Assim sendo, assinale a única alternativa FALSA com relação à sua trajetória literária.
O Senão do Livro
Começo a arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; eu não tenho que fazer; e, realmente, expedir alguns magros capítulos para esse mundo sempre é tarefa que distrai um pouco da eternidade. Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica; vício grave, e aliás ínfimo, porque o maior defeito deste livro és tu, leitor. Tu tens a pressa de envelhecer, e o livro anda devagar; tu amas a narração direita e nutrida, o estilo regular e fluente, e este livro e o meu estilo são como os ébrios, guinam à direita é à esquerda, andam e param, resmungam, urram, gargalham, ameaçam o céu, escorregam e caem.
E caem! – Folhas misérrimas do meu cipreste, heis de cair, como quaisquer outras belas e vistosas; e, se eu tivesse olhos, dar-vos-ia uma lágrima de saudade. Esta é a grande vantagem da morte, que, se não deixa boca para rir, também não deixa olhos para chorar... Heis de cair.
Este capítulo integra o romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, escrito por Machado de Assis e publicado em 1.881. Dele, e da obra como um todo, pode-se depreender que
No capítulo IV - “Boqueirão”, de Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto (1988, p. 366), acompanha-se o declínio das atividades no sítio “Sossego” e o envio de uma carta do protagonista à sua irmã Adelaide. Em certa altura dessa carta, lê-se:
“Ninguém compreende o que quero, ninguém deseja penetrar e sentir; passo por doido, tolo, maníaco e a vida se vai fazendo inexoravelmente com a sua brutalidade e fealdade."
Este balanço da vida ativista de Policarpo Quaresma, tendo em vista a narrativa completa, demonstra que o autor
Leia o trecho inicial do conto “Pai contra mãe”, de Machado de Assis, para responder à questão.
A escravidão levou consigo ofícios e aparelhos, como terá sucedido a outras instituições sociais. Não cito alguns aparelhos senão por se ligarem a certo ofício. Um deles era o ferro ao pescoço, outro o ferro ao pé; havia também a máscara de folha de flandres. A máscara fazia perder o vício da embriaguez aos escravos, por lhes tapar a boca. Tinha só três buracos, dois para ver, um para respirar, e era fechada atrás da cabeça por um cadeado. Com o vício de beber, perdiam a tentação de furtar, porque geralmente era dos vinténs do senhor que eles tiravam com que matar a sede, e aí ficavam dois pecados extintos, e a sobriedade e a honestidade certas. Era grotesca tal máscara, mas a ordem social e humana nem sempre se alcança sem o grotesco, e alguma vez o cruel. Os funileiros as tinham penduradas, à venda, na porta das lojas. Mas não cuidemos de máscaras.
O ferro ao pescoço era aplicado aos escravos fujões. Imaginai uma coleira grossa, com a haste grossa também, à direita ou à esquerda, até ao alto da cabeça e fechada atrás com chave. Pesava, naturalmente, mas era menos castigo que sinal. Escravo que fugia assim, onde quer que andasse, mostrava um reincidente, e com pouco era pegado.
Há meio século, os escravos fugiam com frequência. Eram muitos, e nem todos gostavam da escravidão. Sucedia ocasionalmente apanharem pancada, e nem todos gostavam de apanhar pancada. Grande parte era apenas repreendida; havia alguém de casa que servia de padrinho, e o mesmo dono não era mau; além disso, o sentimento da propriedade moderava a ação, porque dinheiro também dói. A fuga repetia-se, entretanto.
(Contos, 2012.)Nas palavras do narrador, o ferro ao pescoço era “menos castigo que sinal” (2° parágrafo).
Este aparelho era especificamente um sinal na medida em que
“Desistindo de montar um enredo em função de pessoas, ateve-se à sequência de descrições muito precisas onde cenas coletivas e tipos psicologicamente primários fazem, no conjunto [do espaço], a personagem mais convincente do nosso romance naturalista. Existe o quadro: dele derivam as figuras”.
(História Concisa da Literatura Brasileira, 1970).
Estas considerações referem-se à seguinte obra: