AprendiAprendi
LiteraturaUFN2016

TEXTO I

[...] Bem feliz quem ali pode nest'hora
Sentir deste painel a majestade!
Embaixo — o mar em cima — o firmamento...
E no mar e no céu — a imensidade!

Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!
Que música suave ao longe soa!
Meu Deus! como é sublime um canto ardente
Pelas vagas sem fim boiando à toa! [...]

TEXTO 2

A vez primeira que eu fitei Teresa,
Como as plantas que arrasta
a correnteza,
A valsa nos levou nos giros
seus...
E amamos juntos... E depois
na sala
Adeus eu disse-lhe
a tremer co'a fala...
E ela, corando, murmurou-me: "adeus."

(Bueno, Alexei (org). Grandes poemas do romantismo brasileiro. Rio de Janeiro:Nova Fronteira, 1995)

Sobre os textos, é possível afirmar que:

I. Ambos compõem a obra de Castro Alves, poeta romântico, cuja vertente estética é pautada pela preocupação com temas sociais, históricos e amorosos.

II. O Texto I revela a fase em que o poeta romântico Castro Alves dedica-se às questões sociais, especificamente àquelas destinadas aos escravos.

III. O Texto II apresenta uma das fases do poeta romântico Castro Alves na qual são expostas as fragilidades da alma feminina.

Está (ão) correta(s)

LiteraturaUFN2016

Para responder à questão, leia o excerto do conto Escola, de Machado de Assis.

A escola era na Rua do Costa, um sobradinho de grade de pau. O ano era de 1840. Naquele dia — uma segunda-feira, do mês de maio — deixei-me estar alguns instantes na Rua da Princesa a ver onde iria brincar a manhã. Hesitava entre o morro de S. Diogo e o Campo de Sant’Ana, que não era então esse parque atual, construção de gentleman, mas um espaço rústico, mais ou menos infinito, alastrado de lavadeiras, capim e burros soltos. Morro ou campo? Tal era o problema.

De repente disse comigo que o melhor era a escola. E guiei para a escola. Aqui vai a razão.

(ASSIS, Machado de. Várias histórias. São Paulo:Ateliê, 2009).

Sobre a obra de Machado de Assis, considerando o conto, analise as afirmativas:

I. O narrador revela uma valorização do espaço escolar, comum na obra do escritor.

II. A descrição é um recurso estilístico que compõe a cena narrativa, revelando um espaço rico em detalhes.

III. A paisagem física e social do Rio de Janeiro é recorrente.

Está (ão) correta(s)

LiteraturaUEMS2009

“A terra é mui graciosa,
Tão fértil eu nunca vi.
A gente vai passear,
No chão espeta um caniço,
No dia seguinte nasce
Bengala de castão de oiro.”

MENDES, M. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.

Esses versos, de Murilo Mendes, poeta da segunda fase do Modernismo brasileiro, parodiam qual texto da nossa tradição literária:

LiteraturaUESB2012

TEXTO:

Entre brumas, ao longe, surge a aurora.

O hialino orvalho aos poucos se evapora,

Agoniza o arrebol.

A catedral ebúrnea do meu sonho

Aparece, na paz do céu risonho,

Toda branca de sol.

E o sino canta em lúgubres responsos:

“Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!”

[...]

Por entre lírios e lilases desce

A tarde esquiva: amargurada prece

Põe-se a lua a rezar.

A catedral ebúrnea do meu sonho

Aparece, na paz do céu tristonho,

Toda branca de luar.

E o sino chora em lúgubres responsos:

“Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!”

GUIMARAENS, Alphonsus de. A catedral.Cantos de amor, Salmos de preces. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1972. p. 158.

“E o sino canta em lúgubres responsos:

‘Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!’

[...]

E o sino chora em lúgubres responsos:

‘Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!’ ”

Esses versos sugerem

LiteraturaUFN2012

-Quando nasci, um anjo torto
Desses que vivem na sombra
Disse: Vai, Carlos! Ser gauche na vida.

Esses versos são de autoria de

LiteraturaUNIC2014

Fiz uma canção para dar-te;
porém tu já estavas morrendo.
A Morte é um poderoso vento.
E é um suspiro tão tímido, a Arte...
[...]
E agora fecho grandes portas
sobre a canção que chegou tarde.
E sofro sem saber de que Arte
se ocupam as pessoas mortas.

Por isso é tão desesperada
a pequena, humana cantiga.
Talvez dure mais do que a vida.
Mas à Morte não diz mais nada.

MEIRELES, Cecília. Canção Póstuma. Retrato Natural. Disponível em: <http://www.citador.pt/poemas/cancao-postuma-cecilia-meireles>. Acesso em: 5 jul. 2014.

Esses versos de Cecília Meireles, dedicados ao marido,

LiteraturaPUC-Campinas2016

O universo ficcional de Machado de Assis é povoado pelos tipos sociais que se mesclavam na sociedade fluminense do século XIX: proprietários, rentistas, comerciantes, homens pobres mas livres e escravos. Cruzam seus interesses e medem- se em seus poderes ou em sua falta de poder. É essa a configuração das personagens das obras-primas Memórias póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro. A tragédia do negro escravizado está exposta em contos violentos, e o capricho dos senhores proprietários dá o tom a narradores como Brás Cubas e Bento Santiago, o Bentinho, que contam suas histórias de modo a apresentar com ar de naturalidade a prática das violências pessoais ou sociais mais profundas.

(TÁVOLA, Bernardim da, inédito)

Atente para os seguintes segmentos do romance Dom Casmurro:

I. “Vendeu as fazendolas e os escravos, comprou alguns que pôs ao ganho ou alugou, uma dúzia de prédios, certo número de apólices, e deixou-se estar na rua de Matacavalos (...)”

II. “Tinha o dom de se fazer aceito e necessário; davase por falta dele, como de pessoa da família. (...) Minha mãe dava-lhe de quando em quando alguns cobres.”

Esses segmentos retratam tipos sociais, aqui representados, respectivamente,

LiteraturaUnichristus2020

Clarice Lispector é considerada, com Guimarães Rosa, a grande escritora brasileira da segunda metade do século XX, graças ao seu estilo, entre a poesia e a prosa. Uma marca que enchia os detalhes cotidianos de espiritualidade e que se caracterizava por utilizar a primeira pessoa na narrativa. Não se parecia com ninguém, e sua visão não recorda nenhum movimento, embora pertença à terceira fase do Modernismo brasileiro, da chamada Geração de 45.

História da literatura brasileira. Massaud Moisés.Editora. Cultrix. São Paulo:2001. 6ª ed.


Os personagens de Clarice Lispector vivem em estado crítico de sensibilidade e de urgência de sentimentos de solidão, de abandono, de culpa, de júbilo e de inveja.

Esses personagens são colocados sob uma lupa e ganham dimensões astronômicas para que

LiteraturaFGV-SP2013

Considere a seguinte relação de momentos da história social e política do Brasil, para, em seguida, responder ao que se pede:

I Proclamação da Independência e domínio de uma oligarquia segura de si, baseada na escravidão.

II Desenvolvimento de uma nova classe comercial, ligada ao capital internacional.

III Proclamação da República e carência de transformação social efetiva.

IV Abolição da escravatura e abandono dos ex-escravos à sua própria sorte.

Esses eventos e aspectos históricos marcam, sobretudo, respectivamente, as histórias contadas nos seguintes romances de Machado de Assis:

LiteraturaENCCEJA2020

Emergência

Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela
abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
— para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

QUINTANA, M. In: MORICONI, Í. (Org.). Os cem melhores poemas brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.

O texto se articula a partir da expressão de sentimentos e sensações forjados pelo autor. Nele, ressalta-se visível preocupação com aspectos inerentes à linguagem, sua estrutura e seu ritmo.

Esses elementos determinam no texto a predominância da função