AprendiAprendi
LiteraturaIMEPAC2017

Leia este trecho, de autoria de Euclides da Cunha, que descreve um fenômeno vigente no território brasileiro.

“Têm a existência fugitiva das estações chuvosas. São, antes, canais de esgotamento, abertos a esmo pelos enxurros – ou correntes velozes que, adstritas aos relevos topográficos mais próximos, estão, não raro, em desarmonia com as disposições orográficas gerais. São rios que sobem. Enchem-se de súbito; transbordam, reprofundam os leitos, anulando o obstáculo do declive geral do solo; rolam por alguns dias para o rio principal; e desaparecem, volvendo ao primitivo aspecto de valores em torcicolos, cheios de pedras, e secos.”

Disponível em: . Acesso em: 27 mar. 2017.

Esse trecho faz referência:

LiteraturaUnirG2021

"Seus autores criticavam a simplicidade da linguagem, a valorização da paisagem nacional e o sentimentalismo. Eram extremamente rigorosos com questões como rima, métrica, estrofe e defendiam o princípio da arte pela arte."

Esse trecho faz referência a que movimento literário?

LiteraturaUNIVESP2018

Leia o trecho de Macunaíma, narrativa de Mário de Andrade.

Nem bem pisou na praia e se ergueu na frente dele um monstro. Era o bicho Pondê um jurucutu do Solimões que virava gente de-noite e engolia os estradeiros. Porém Macunaíma pegou na flecha que tinha na ponta a cabeça chata da formiga santa chamada curupê e nem fez pontaria, acertou que foi uma beleza. O bicho Pondê estourou virando coruja.

(Macunaíma – o herói sem nenhum caráter. Ed. crítica de Telê Porto Ancona Lopez, 1988)

Esse trecho evidencia uma característica comum à composição de Macunaíma, que é

LiteraturaPUC-Campinas2012

ESCRIVÃO − Pois Vossa Senhoria não sabe despachar?

JUIZ − Eu? Ora, essa é boa! Eu entendo cá disso? Ainda quando é algum caso de umbigada, passe; mas casos sérios é outra coisa. Eu lhe conto o que me ia acontecendo um dia. Um meu amigo me aconselhou que, todas as vezes que eu não soubesse dar despacho, que desse o seguinte: "Não tem lugar”. Um dia, apresentaram-me um requerimento de certo sujeito, queixando-se que sua mulher não queria viver com ele, etc. Eu, não sabendo que despacho dar, dei o seguinte: "Não tem lugar”. Isto mesmo é o que queria a mulher; porém o marido fez uma bulha de todos os diabos; foi à cidade, queixou-se ao Presidente, e eu estive quase não quase suspenso. Nada, não me aconteceu outra.

ESCRIVÃO − Vossa Senhoria não se envergonha, sendo um juiz de paz?

JUIZ − Envergonhar-me de quê? O senhor ainda está muito de cor. Aqui para nós, que ninguém nos ouve, quantos juízes de direito há por estas comarcas que não sabem onde têm sua mão direita, quanto mais juízes de paz ... E além disso, cada um faz o que sabe.

(Martins Pena. O juiz de paz na roça. O noviço. São Paulo: O Estado de São Paulo/Klick Editora, 1997. p126-127)

Esse trecho de Martins Pena faz lembrar que, nos textos das peças teatrais,

LiteraturaUNIEVA2017

Leia o fragmento a seguir para responder a questão.

Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema. Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira. O favo da jati não era doce como seu sorriso

[...]

Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia quevestia a terra com as primeiras águas.

ALENCAR, José de. Iracema. São Paulo: Ática, 1997. p. 16.

Esse trecho de Iracema, romance publicado por José de Alencar em 1865, embora pertença ao gênero narrativo, apresenta aspectos do gênero

LiteraturaFPP2019

Leia o excerto de A Hora da Estrela, observando a posição do narrador.

Talvez a nordestina já tivesse chegado à conclusão de que a vida incomoda bastante, alma que não cabe bem no corpo, mesmo alma rala como a sua. Imaginavazinha, toda supersticiosa, que se por acaso viesse alguma vez a sentir um gosto bem bom de viver – se desencantaria de súbito de princesa que era e se transformaria em bicho rasteiro.

LISPECTOR, C. A Hora da Estrela. 23.ª ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1999, p. 39.

Esse trecho da obra A Hora da Estrela é um exemplo de como o narrador se comporta ao longo de toda a obra, pois revela sua onisciência

LiteraturaIMEPAC2019

Leia este trecho da letra da canção “Traga-me para a vida” do grupo de rock Evanescence para responder a questão.

[...]


Sem uma alma, meu espírito está dormindo em algum
lugar frio
Até que você o encontre lá e o leve de volta pra casa


(Acorde-me)
Acorde meu interior
(Não consigo acordar)
Acorde meu interior
(Salve-me)
Chame meu nome e salve-me da escuridão


(Acorde-me)
Faça meu sangue correr
(Não consigo acordar)
Antes que eu me desfaça
(Salve-me)
Salve-me desse nada que me tornei


[...]

LEE, Amy; MOODY, Ben: HODGES, David. Bring me to life. Intérprete: Evanescence. In: Fallen. Rio de Janeiro: Sony, 2003.

Grande parte das letras de música do grupo Evanescence explora o amor, a dor e o sofrimento do eu lírico.

Esse trecho da canção “Traga-me para a vida” recria a estética ultrarromântica marcada

LiteraturaUECE2012

Texto 2

[69] Antes de Rosa ser Rosa

Esse é o título de uma matéria publicada na seção “Mente Aberta”, da revista Época, de 29 de agosto de 2011, sobre Guimarães Rosa, mais especificamente sobre a obra Antes das Primeiras Histórias. A obra reúne quatro contos de horror, fantasia e suspense publicados em revistas, de 1929 a 1930. Em 1946, o escritor mineiro publica Sagarana, considerada sua primeira grande obra.

O título da matéria — Antes de Rosa ser Rosa — é muito curioso. Abaixo são feitas algumas afirmações sobre ele. Marque com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.

( ) Faz referência a um pseudônimo que Guimarães Rosa usava no início de sua vida literária.

( ) Sugere que Guimarães Rosa tinha um outro sobrenome.

( ) Aponta para duas fases diferentes na obra de Guimarães Rosa.

( ) Pode ser traduzido pela seguinte frase: Guimarães Rosa antes de ser famoso, antes de ser considerado um grande escritor.

( ) Permite-nos inferir que a obra de Guimarães Rosa recém-publicada não tem a mesma dimensão das outras.

( ) Deve-se considerar o segundo Rosa como um elemento que recategoriza (modifica o primeiro Rosa, acrescentando-lhe algum atributo).

Esse trabalho de recategorização se realiza cognitivamente, sem deixar marcas linguísticas. Está correta, de cima para baixo, a sequência seguinte:

LiteraturaFUVEST2019

E grita a piranha cor de palha, irritadíssima:
– Tenho dentes de navalha, e com um pulo de ida‐e‐volta resolvo a questão!...
– Exagero... – diz a arraia – eu durmo na areia, de ferrão a prumo, e sempre há um descuidoso que vem se espetar.
– Pois, amigas, – murmura o gimnoto*, mole, carregando a bateria – nem quero pensar no assunto: se eu soltar três pensamentos elétricos, bate‐poço, poço em volta, até vocês duas boiarão mortas...


*peixe elétrico.

Esse texto, extraído de Sagarana, de Guimarães Rosa,

LiteraturaENEM2021

A volta do marido pródigo

— Bom dia, seu Marrinha! Como passou de ontem?

— Bem. Já sabe, não é? Só ganha meio dia. [...]

Lá além, Generoso cotuca Tercino:

— [...] Vai em festa, dorme que-horas, e, quando chega, ainda é todo enfeitado e salamistrão!...

— Que é que hei de fazer, seu Marrinha... Amanheci com uma nevralgia... Fiquei com cisma de apanhar friagem...

— Hum...

— Mas o senhor vai ver como eu toco o meu serviço e ainda faço este povo trabalhar...
[...]
Pintão suou para desprender um pedrouço, e teve de pular para trás, para que a laje lhe não esmagasse um pé. Pragueja:

— Quem não tem brio engorda!

— É... Esse sujeito só é isso, e mais isso... — opina Sidu.”.

— Também, tudo p'ra ele sai bom, e no fim dá certo... — diz Correia, suspirando e retomando o enxadão. — "P'ra uns, as vacas morrem ... p'ra outros até boi pega a parir...”.
Seu Marra já concordou:

— Está bem, seu Laio, por hoje, como foi por doença, eu aponto o dia todo. Que é a última vez!... E agora, deixa de conversa fiada e vai pegando a ferramental

ROSA, J, G Sagarana, Rio de Janeiro: José Olympio, 1967

Esse texto tem importância singular como patrimônio linguístico para a preservação da cultura nacional devido