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LiteraturaUnichristus2020

Leia este trecho do poema Oração do Milho, de Cora Coralina.

Senhor, nada valho.

Sou a planta humilde dos quintais pequenos e das

lavouras pobres.

Meu grão, perdido por acaso,

nasce e cresce na terra descuidada.

Ponho folhas e hastes, e se me ajudardes, Senhor,

mesmo planta de acaso, solitária,

dou espigas e devolvo em muitos grãos

o grão perdido inicial, salvo por milagre,

que a terra fecundou

Entre as figuras de linguagens presentes nesse poema de Cora Coralina, ocorre a predominância de uma delas a partir da observação do título e da condição assumida pelo eu lírico para dirigir-se ao Criador.

Essa figura de linguagem também está presente no seguinte trecho:

LiteraturaUnirG2019

O escritor Deusimar Pires, na obra Tribo cara baixa, alia a linguagem escrita à linguagem imagética para construir sua produção textual.

Essa estratégia discursiva pretende

LiteraturaUFN2009

Referir-se a um objeto pelo seu nome é suprimir as três quartas partes da fruição do poema, que consiste na felicidade de adivinhar pouco a pouco; sugeri-lo, eis o sonho. É o uso perfeito desse mistério que constitui o símbolo; evocar pouco a pouco um objeto e desprender dele um estado de alma por uma série de decifrações. (Mallarmé)

Essa estética literária, denominada ___________________, tem por representantes brasileiros __________________ e ________________.

LiteraturaUVA2016

TEXTO

[1] No pavimento térreo, ao lado esquerdo, havia na casa das Laranjeiras uma varanda de estilo campestre,

decorada com palmeiras vivas e corbelhas de parasitas.

Servia de sala de bilhar, e aí costumava Aurélia e o marido passarem a tarde, quando o tempo não

convidava ao passeio no jardim.

[5] Aí foi Seixas encontrar dois grandes quadros, colocados nos respectivos cavaletes. Na tela viam-se

esboços de dois retratos, o de Aurélia, e o seu, que um pintor notável, êmulo de Vítor Meireles e Pedro

Américo, havia delineado à vista de alguma fotografia, para retocá-lo em face dos modelos.

Ao olhar interrogador do marido, Aurélia respondeu:

– É um ornato indispensável à sala.

[10] – Julga que seja indispensável? Parecia-me ao contrário inconveniente reproduzir ainda que seja por esse

modo, uma presença que tanto lhe deve importunar.

– Não se tira retrato d’alma. Felizmente!... observou Aurélia com o misterioso sorriso que desde certo

tempo acompanhava essas palavras de sentido recôndito.

Seixas prestou-se passivamente ao papel de modelo. As sessões à tarde tinham ficado reservadas para ele

[15] a fim de não estorvar-lhe o trabalho da repartição.

(ALENCAR, José de. Senhora. 34ª ed. São Paulo: Ática, 2005. pg. 160)

Essa Escola foi fortemente influenciada pelo pensamento de:

LiteraturaUVA2015

TEXTO

[1] Antes de partir para os castanhais havia muito tempo que tal fato não se dera, a não ser em alguma tarde

chuvosa. O Valadão, o vereador João Carlos, o juiz municipal e outros que não frequentavam a loja do Costa

e Silva, inficionada de heresia maçônica pela presença do professor Chico Fidêncio, vinham todas as tardes à

porta da coletoria trazer as novidades do dia e conhecer a opinião do dono da casa, levando a dedicação ao

[5] ponto de ali ficarem palestrando quando o coletor, a pretexto da necessidade de comprar alguma coisa, fazia

uma investida ao antro do maçonismo, para mostrar àquele patife do Fidêncio que não tinha medo das suas

críticas ferinas.

Mas agora, depois da volta dos castanhais, o capitão Mendes da Fonseca, sentado na sua cadeira de

braços, fumando gravemente no seu cachimbo de taquari, notava a falta dos amigos, e não podia deixar de a

[10] relacionar com as notícias trazidas pelo Belém, e que ameaçavam claramente o seu prestígio e a sua posição

na sociedade de Silves.

(SOUSA, Inglês de. O Missionário. São Paulo: Martin Claret, 2010. p. 222).

Essa Escola foi fortemente influenciada pelo pensamento de:

LiteraturaUNICAMP2017

No conto “Amor”, de Clarice Lispector, após ver um cego mascando chicletes, a personagem passa por uma situação que, segundo o narrador, ela própria chama de “crise”:

“O que chamava de crise viera afinal. E sua marca era o prazer intenso com que olhava agora as coisas, sofrendo espantada. O calor se tornara mais abafado, tudo tinha ganho uma força e vozes mais altas.”

(Clarice Lispector, Laços de Família. Rio de Janeiro: Rocco, 2009, p.23.)

Essa crise, que transforma a relação da personagem com o mundo e com a família,

LiteraturaUFMS2017

Leia atentamente o soneto de Claudio Manuel da Costa, a seguir:

Eu ponho esta sanfona, tu, Palemo,
Porás a ovelha branca, e o cajado;
E ambos ao som da flauta magoado
Podemos competir de extremo a extremo.

Principia, pastor; que eu te não temo;
Inda que sejas tão avantajado
No cântico amebeu: para louvado
Escolhamos embora o velho Alcemo.

Que esperas? Toma a flauta, principia;
Eu quero acompanhar-te; os horizontes
Já se enchem de prazer, e de alegria:

Parece, que estes prados, e estas fontes
Já sabem, que é o assunto da porfia
Nise, a melhor pastora destes montes.

Nota-se, no soneto, em questão a proposição do eu lírico de uma cena em que se apresentam os elementos (a sanfona, a ovelha branca, o cajado, o pastor) e um cenário (os prados, as fontes). Às imagens, somam-se, virtualmente, os sons evocados pelo poema, materializados pelas rimas finais empregadas, mas também evocados pelos instrumentos musicais. Todo esse arranjo visa a uma discussão (porfia) cujo assunto é Nise, para os quais os horizontes já se enchem de prazer e alegria.

Essa composição exemplifica:

LiteraturaPUC-PR2017

No conto O ovo e a galinha, de Clarice Lispector, uma das características da 3ª fase do Modernismo está presente no fragmento: “As galinhas prejudiciais ao ovo são aquelas que são um “eu” sem trégua. Nelas o “eu” é tão constante que elas já não podem mais pronunciar a palavra “ovo”. Mas, quem sabe, era disso mesmo que o ovo precisava. Pois se elas não estivessem tão distraídas, se prestassem atenção à grande vida que se faz dentro delas, atrapalhariam o ovo. Comecei a falar da galinha e há muito já não estou falando mais da galinha. Mas ainda estou falando do ovo”.

Fonte: (LISPECTOR, Clarice. O ovo e a galinha, de Felicidade Clandestina. Rio de Janeiro, Rocco, 1998.)

Essa característica é:

LiteraturaFMABC2010

Esqueceu desentendimentos e grosserias, umentusiasmo verdadeiro encheu-lhe a almapequenina. Apesar de ter medo do pai,chegou-se a ele devagar, esfregou-se nasperneiras, tocou as abas do gibão. Asperneiras, o gibão, o guarda-peito, as esporase o barbicacho do chapéu maravilhavam-no.O trecho, excerto do romance Vidas Secas, de Graciliano Ramos, ilustra o fato de que

LiteraturaFEMA2018

Texto para aquestão.

Canção do Exílio

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá;

As aves, que aqui gorjeiam,

Não gorjeiam como lá.


Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá

"Canção do Exílio" é uma poesia romântica de Gonçalves Dias, introduzida na obra lírica Primeiros Cantos, de 1846. Foi escrita em Coimbra, quando o autor cursava a Faculdade de Direito. O Romantismo brasileiro apresenta três momentos (ou gerações) bastante significativas: a Primeira Geração, ou Nacionalista; a Segunda Geração, ou Ultrarromantismo; e a Terceira Geração, ou Condoreira.

Especificamente quanto à “Canção do Exílio”, podemos dizer que pertence à: