AprendiAprendi
LiteraturaUFRGS2011

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do enunciado abaixo, na ordem em que aparecem.

Contos Gauchescos, de Simões Lopes Neto, são narrados por ........ , gaúcho ........ , que conta suas estórias para ........; o conjunto revela um extraordinário painel da vida campeira.

LiteraturaUNCISAL2013

Quando a televisão ainda não existia, as novelas já apaixonavam o grande público através do rádio. E se voltarmos um pouco no tempo até mais ou menos o século XIX, vamos encontrá-las, também, sempre no auge da preferência popular. Para o público desse século, que obviamente não tinha rádio nem televisão, era por intermédio da palavra escrita que contavam histórias. Os jornais da época incluíam (numa seção diária) o “folhetim”, onde se apresentavam histórias fictícias, seguidas pelos leitores com o mesmo interesse dado atualmente pelos telespectadores às novelas preferidas. Com o tempo, o termo “folhetim” passou a designar estas mesmas histórias que, depois, vieram a ser chamadas de “romances” [...]. [...] são muitas as semelhanças entre o folhetim e o romance do início do século XIX e boa parte das telenovelas: em ambos encontramos rapazes elegantes e esforçados; jovens belas e solitárias; homens e mulheres cruéis que querem impedir a união das personagens centrais; figuras simpáticas que auxiliam o mocinho e a mocinha; tudo isso temperado com emoção, aventura e mistério, até que cheguemos a um final (geralmente) feliz (Carlos Faraco e outros, em Literatura: autores e época).

Contextualizando no século XIX e com as características mencionadas no texto acima, qual a única opção que apresenta um romance e o movimento literário descritos, respectivamente?

LiteraturaUniCesumar2017

Quando veio a manhã, ainda achou Iracema ali debruçada qual borboleta que dormiu no seio do formoso cacto. Em seu lindo semblante acendia o pejo vivos rubores; e como entre os arrebóis da manhã cintila o primeiro raio de sol, em suas faces incendidas rutilava o primeiro sorriso da esposa, aurora de fruído amor.

Contextualizando a cena acima, vê-se que ela dá forma,

LiteraturaUNEB2013

[NELO] — Zé, vou precisar da sua ajuda. Quero uns

remedinhos.

O farmacêutico, por trás do balcão, de pé, conferia a

lista das pessoas que deveriam contribuir para a fundação

do ginásio e ficou feliz por ver que ainda faltava um nome.

— Ginásio? Você está brincando. O que, homem?

— É o progresso. Qualquer importância serve — disse

Zé. — É para o bem de todos. Seu irmão vai ser um dos

professores, ele não lhe contou?

— Tome esta nota agora. Depois eu dou mais.

— Tudo ajuda — disse Zé, que ainda não sabia a

verdade: aquele era o seu último dinheiro, o que restava

daquilo que se pensava ser uma verdadeira fortuna.

Então ele mostrou a receita e fez a encomenda. E assim

como, tempos antes, os exames de sangue e fezes o

puseram a nu perante si mesmo, agora tinha o seu corpo

inteiramente devassado pelo farmacêutico: os remédios

eram para sífilis e esquistossomose. Também precisava

dos calmantes, porque andava muito nervoso — esse

nervoso que uma vez o fez arrebentar uma pia, deixando-a

em cacos, como se fosse uma panela de barro. O outro

pedido era o segredo que Zé da Botica, um homem sério e,

a bem dizer, seu primo, deveria guardar para o resto da vida.

TORRES, Antônio. Essa terra me chama. Essa terra. Rio de Janeiro: Record, 2001. p. 45-46.

Contextualizado na obra, o fragmento em evidência é revelador do seguinte aspecto evidenciado no romance:

LiteraturaUNIPAR2015

Constitui-se no período literário que renega o cientificismo, o materialismo e o racionalismo, valorizando, em oposição, a espiritualidade e musicalidade:

LiteraturaUNIC2017

TEXTO:

Lembrança de morrer

Quando em meu peito rebentar-se a fibra,
Que o espírito enlaça à dor vivente,
Não derramem por mim nem uma lágrima
Em pálpebra demente.

[5] E nem desfolhem na matéria impura
A flor do vale que adormece ao vento:
Não quero que uma nota de alegria
Se cale por meu triste passamento.

Eu deixo a vida como deixa o tédio
[10] Do deserto, o poento caminheiro,
Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro;
[...]
Se uma lágrima as pálpebras me inunda,
Se um suspiro nos seios treme ainda,
[15] É pela virgem que sonhei... que nunca
Aos lábios me encostou a face linda!

Só tu à mocidade sonhadora
Do pálido poeta deste flores...
Se viveu, foi por ti! e de esperança
[20] De na vida gozar de teus amores.

Beijarei a verdade santa e nua,
Verei cristalizar-se o sonho amigo....
Ó minha virgem dos errantes sonhos,
Filha do céu, eu vou amar contigo!

[25] Descansem o meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida,
À sombra de uma cruz, e escrevam nelas
— Foi poeta — sonhou — e amou na vida.—
[...]

AZEVEDO, Álvares de. Lira dos vinte anos. In: ___________. Obra completa. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 2000. p.188-189.

Constitui uma síntese correta desse poema:

LiteraturaUNIFESO2010

Balada do amor através das idades

Eu te gosto, você me gosta

desde tempos Imemoriais.

Eu era grego, você troiana,

troiana mas não Helena.

Saí do cavalo de pau

para matar seu irmão.

Matei, brigamos, morremos.

(...)

Depois (tempos mais amenos)

fui cortesão em Versailles,

espirituoso e devasso.

Você cismou de ser freira...

pulei muro de convento

mas complicações políticas

nos levaram à guilhotina.

Hoje sou moço moderno,

remo, pulo, danço, boxo,

tenho dinheiro no banco.

Você é uma loura notável,

boxa, dança, pula, rema.

Seu pai é que não faz gosto.

Mas depois de mil peripécias,

eu, herói da Paramount,

te abraço, beijo e casamos.

(ANDRADE, Carlos Drummond de. In: Reunião.Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1973)

Constitui uma característica que não se observa no texto II

LiteraturaFASM2020

Leia o soneto “XVII”, de Alberto de Oliveira, para responder à questão.

Parado o engenho, extintas as senzalas,
Sem mais senhor, existe inda a fazenda,
A envidraçada casa de vivenda
Entregue ao tempo com as desertas salas.


Se ali penetras, vês em cada fenda
Verdear o musgo e ouves, se acaso falas,
Soturnos ecos e o roçar das alas
De atros morcegos em revoada horrenda.


Ama o luar, entretanto, essas ruínas.
Uma noite, horas mortas, de passagem
Eu a varanda olhava, quando vejo


À janela da frente, entre cortinas
De prata e luz, chegar saudosa imagem
E, unindo os dedos, atirar-me um beijo...

(Sânzio de Azevedo (org.). Parnasianismo, 2006.)

Constitui uma característica que aproxima esse soneto da estética romântica:

LiteraturaPUC-Campinas2015

cidade do Rio de Janeiro abre o século XX defrontandose com perspectivas extremamente promissoras. Aproveitando de seu papel privilegiado na intermediação dos recursos da economia cafeeira e de sua condição de centro político do país, a sociedade carioca viu acumular-se no seu interior vastos recursos enraizados principalmente no comércio e nas finanças (...) Uma verdadeira febre de consumo tomou conta da cidade, toda ela voltada para a "novidade", a "última moda"...

(SEVCENKO, Nicolau. Literatura como missão. Tensões sociais e criação cultural na Primeira República. São Paulo: Brasiliense. 1985)

Na passagem do século XIX para o XX, ao lado das perspectivas extremamente promissoras abertas pela economia cafeeira, havia populações fora das cidades e à margem do progresso: nessa época, em sua obra-prima Os sertões, o escritor e engenheiro Euclides da Cunha

I. relata as campanhas militares que acabaram por exterminar o povoado de Canudos, composto por fiéis seguidores de Antônio Conselheiro.

II. vale-se de uma linguagem erudita, carregada de notações científicas, pela qual expressa o ambiente rústico e as crenças inabaláveis daqueles sertanejos.

III. dá vida a seu inventivo romance regionalista carregando- o de diálogos, buscando imitar as diferentes falas regionais das personagens principais.

Constitui acertada observação sobre a obra referida o que está em

LiteraturaUFPR2017

Vós, diz Cristo, Senhor nosso, falando com os pregadores, sois o sal da terra: e chama-lhes sal da terra, porque quer que façam na terra o que faz o sal. O efeito do sal é impedir a corrupção; mas quando a terra se vê tão corrupta como está a nossa, havendo tantos nela que têm ofício de sal, qual será, ou qual pode ser a causa desta corrupção? Ou é porque o sal não salga, ou porque a terra se não deixa salgar. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores não pregam a verdadeira doutrina; ou porque a terra se não deixa salgar e os ouvintes, sendo verdadeira a doutrina que lhes dão, a não querem receber. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores dizem uma cousa e fazem outra; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes querem antes imitar o que eles fazem, que fazer o que dizem. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores se pregam a si e não a Cristo; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes, em vez de servir a Cristo, servem a seus apetites. Não é tudo isto verdade? Ainda mal!

(Antônio Vieira, Sermão de Santo Antônio, em: .)

O excerto acima é o início do “Sermão de Santo António aos Peixes” escrito por Antônio Vieira, que se imortalizou pela coerência lógica de seus textos, além de suas qualidades literárias.

O texto trabalha fundamentalmente com duas metáforas: o sal e a terra, que representam, respectivamente, os pregadores (aqueles que deveriam propagar a palavra de Cristo) e os ouvintes (aqueles que deveriam ser convertidos). O tema central do texto é a reflexão sobre as possíveis causas da ineficiência dos pregadores. Para tanto, o autor levanta algumas hipóteses. Tendo isso em vista, considere as seguintes afirmativas:

1. Os pregadores não pregam o que deveriam pregar.

2. Os ouvintes se recusam a aceitar o que os pregadores pregam.

3. Os pregadores não agem de acordo com os valores que pregam.

4. Os ouvintes agem como os pregadores em vez de agir de acordo com o que eles pregam.

5. Os pregadores promovem a si mesmos na pregação ao invés de promover as palavras de Cristo.

Constituem hipóteses levantadas pelo autor do texto: