O presbítero Eurico era o pastor da pobre paróquia de Carteia. Descendente de uma antiga família bárbara, gardingo na corte de Vítiza, depois de ter sido tiufado ou milenário do exército visigótico vivera os ligeiros dias da mocidade no meio dos deleites da opulenta Toletum. Rico, poderoso, gentil, o amor viera, apesar disso, quebrar a cadeia brilhante da sua felicidade. Namorado de Hermengarda, filha de Favila, Duque de Cantábria, e irmã do valoroso e depois tão célebre Pelágio, o seu amor fora infeliz. O orgulhoso Favila não consentira que o menos nobre gardingo pusesse tão alto a mira dos seus desejos. Depois de mil provas de um afeto imenso, de uma paixão ardente, o moço guerreiro vira submergir todas as suas esperanças. Eurico era uma destas almas ricas de sublime poesia a que o mundo deu o nome de imaginações desregradas, porque não é para o mundo entendê-las. Desventurado, o seu coração de fogo queimou-lhe o viço da existência ao despertar dos sonhos do amor que o tinham embalado. A ingratidão de Hermengarda, que parecera ceder sem resistência à vontade de seu pai, e o orgulho insultuoso do velho prócer deram em terra com aquele ânimo, que o aspecto da morte não seria capaz de abater. A melancolia que o devorava, consumindo-lhe as forças, fê-lo cair em longa e perigosa enfermidade, e, quando a energia de uma constituição vigorosa o arrancou das bordas do túmulo, semelhante ao anjo rebelde, os toques belos e puros do seu gesto formoso e varonil transpareciam-lhe a custo através do véu de muda tristeza que lhe entenebrecia a fronte. O cedro pendia fulminado pelo fogo do céu.
(HERCULANO, A. Eurico, o presbítero. 2.ed. São Paulo: Martin Claret, 2014. p.26-27.)Com base na leitura do romance Eurico, o presbítero e, especificamente, do trecho apresentado, é CORRETOafirmar que este é o momento em que o narrador conta
O romantismo brasileiro, ao elaborar um projeto literário que se propunha a expressar elementos identitários com função simbólica de representar a nação, serviu de esteio à formação do Estado Nacional recém constituído com a Independência. O índio e a natureza foram, a princípio, os dois principais elementos que serviram a essa função, tornando-se tema e motivo do fazer literário, conforme se observa no que hoje denominamos literatura de cunho indianista. Um dos mais consagrados romancistas do período romântico, José de Alencar, dedicou-se não apenas ao romance indianista, como também ao romance urbano e/ou de costumes. A pata da gazela faz parte desse último grupo, situando a narrativa no ambiente de corte do Rio de Janeiro.
Com base na leitura do romance A pata da gazela e nas considerações acima, é correto afirmar:
INSTRUÇÃO: As questões de 07 a 15 baseiam-se na obra Os ratos, de Dyonelio Machado, indicada para leitura prévia.
Não há vagas O preço do feijão não cabe no poema. O preço do arroz não cabe no poema. Não cabem no poema o gás a luz o telefone a sonegação do leite da carne do açúcar do pão O funcionário público não cabe no poema com seu salário de fome sua vida fechada em arquivos. Como não cabe no poema o operário que esmerila seu dia de aço e carvão nas oficinas escuras – porque o poema, senhores, está fechado: “não há vagas” [...] GULLAR, Ferreira. Toda poesia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1980. p. 224. (Fragmento)Com base na leitura do poema Não há vagas e do livro Os ratos, é CORRETO afirmar que em ambos se comprova(m)
Com base na leitura do livro Um certo Capitão Rodrigo, de Erico Verissimo, assinale a alternativa INCORRETA.
Com base na leitura do livro Menino de engenho, de José Lins do Rego, assinale a alternativa INCORRETA.
Com base na leitura do conto “Urupês”, de Monteiro Lobato, assinale a alternativa INCORRETA.
Com base na leitura do conto “O caso da vara”, de Machado de Assis, assinale a alternativa INCORRETA.
Leia o trecho a seguir e responda à questão.
VIII
No dia seguinte, Quincas Borba acordou com a resolução de ir ao Rio de Janeiro, voltaria no fim de um mês, tinha certos negócios... Rubião ficou espantado. E a moléstia, e o médico? O doente respondeu que o médico era um charlatão, e que a moléstia precisava espairecer, tal qual a saúde. Moléstia e saúde eram dois caroços do mesmo fruto, dois estados de Humanitas.
- Vou a alguns negócios pessoais, concluiu o enfermo, e levo, além disso, um plano tão sublime, que nem mesmo você poderá entendêlo. Desculpe-me esta franqueza; mas eu prefiro ser franco com você a sê-lo com qualquer outra pessoa.
Rubião fiou do tempo que este projeto lhe passasse, como tantos outros; mas enganou-se. Acrescia que, em verdade, o doente parecia estar melhorando; não ia à cama, saía à rua, escrevia. No fim de uma semana, mandou chamar o tabelião.
- Tabelião? Repetiu o amigo.
- Sim, quero registrar o meu testamento. Ou vamos lá os dois...
(ASSIS, Machado de. Quincas Borba. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; Brasília: INL, 1975)Com base na leitura desse trecho, de Machado de Assis, assinale a alternativa correta a respeito do narrador do romance.
Com base na leitura de Poesia completa, de Manoel de Barros, assinale a alternativa CORRETA.
Com base na leitura de Dois irmãos, de Milton Hatoum, assinale a alternativa CORRETA.