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LiteraturaUDESC2017

Analise as proposições em relação à obra Vitoria Valentina, Elvira Vigna.

I. A obra de Elvira, além de apresentar uma linguagem gráfica, que se enquadra como contemporânea, também pontua a denúncia social o que caracteriza o romance social, bastante desenvolvido na segunda fase da estética Moderna.

II. A leitura da obra leva o leitor a inferir um afastamento da escrita clássica, convencional, aproximando-se mais da oralidade, primando pela língua popular e até mesmo pelo uso de gírias.

III. Da leitura do romance gráfico de Elvira infere-se, entre outras, três marcantes características do Modernismo: rejeição das normas estéticas consagradas, proposta de inovações linguísticas, incorporação do cotidiano.

IV. A leitura da obra leva o leitor a inferir que a liberdade da autora, quanto à pontuação das frases no decorrer do romance, bem como a sobreposição de frases caracterizam a polifonia.

V. A obra é pontuada por expressões coloquiais que constituem infrações à gramática normativa, em relação à ortografia, o que fere um dos objetivos da nova proposta da corrente modernista, este coloquialismo reflete o rompimento da linguagem literária tradicional.

Assinale a alternativa correta.

LiteraturaUDESC2014

[1] Sentado no banco do jardim, Amaro lê os seus poetas.

As folhas da árvore que lhe dá sombra desenham arabescos móveis nas páginas

do livro.

O jardim é uma festa. Passa no ar uma borboleta amarela, como uma folha de

[5] papel de seda levada pelo vento. Um besouro zumbe em torno dum canteiro. Uma rosa

se despetala lentamente e as pétalas rolam para o chão. Há, pelos canteiros, verdes de

todos os matizes. As glicínias perfumam o ar. Por entre a relva se arrastam insetos

minúsculos de asas coloridas.

Amaro fecha o livro e olha o jardim. Por que será que lhe vem à memória a imagem

[10] de Clarissa? Clarissa é parte integrante deste jardim florido e luminoso, Clarissa é como

a relva veludosa, como as glicínias, como as margaridas, como as rosas. Clarissa é

qualquer coisa de agreste e puro. Clarissa é música e é poesia, menina e moça – olhos

abertos para o mistério da vida, alma que amanhece.

Amaro recorda com amargura que na sua adolescência sentiu passar pela sua

[15] frente raparigas em flor, sem sequer levantar os olhos dos livros em cuja leitura

mergulhara. Elas cantavam e riam ao sol. Ele – insensato – pensava que a vida estava

só nos livros...

Agora é tarde. Tarde para voltar. Tarde para corrigir. O milagre da mocidade não se

repete.

VERÍSSIMO, Érico. Clarissa. São Paulo: Companhia das Letras, 2005, p. 97.

Analise as proposições em relação à obra Clarissa, Érico Veríssimo, e ao Texto 5.

I. Clarissa é uma narrativa ficcional, tem como espaço principal uma pensão, na qual vivem tipos humanos cujas características são comuns às pessoas que vivem em qualquer centro urbano.

II. Em “Clarissa é música e é poesia” (linha 12) ocorre a figura de linguagem metáfora.

III. Na narrativa, Ondina e Nestor são amantes e quando o marido de Ondina, Barata, descobre que a esposa o traiu, ocorre uma tragédia na pensão de D. Eufrasina.

IV. A palavra destacada em “a vida estava só nos livros” (linhas 16 e 17) é, morfologicamente, um adjetivo e passando a oração para o plural o adjetivo também será flexionado – sós.

V. Em “Ele – insensato – pensava” (linha 16), os travessões podem ser substituídos por vírgulas e, ainda assim, mantém-se a correção do texto quanto à pontuação.

Assinale a alternativa CORRETA.

LiteraturaUNEMAT2012

O livro Sagarana (2001) de João Guimarães Rosa, desde o título, provoca estranhamento na crítica literária, pois

I. Desprezou a revolução literária feita pelos modernistas ao inventar um idioma próprio.

II. A revolução de Rosa significou a rebeldia contra a abolição da intimidade humana.

III. Inovou a Literatura Brasileira embora fosse incompreendido na época de seu lançamento.

IV. É nítido o crescimento interior dos personagens pela mutação do nome além do silêncio.

V. Não há menção ao título em nenhuma das sete novelas, embora esteja presente em todas ao informar a dupla natureza, universal e regional.

Assinale a alternativa correta.

LiteraturaUNEMAT2010

No primeiro capítulo de Iracema, de José deAlencar, a descrição da protagonista se faz através da comparação com elementos da natureza.
Numere a coluna 2 de acordo com a coluna 1, identificando as referências à natureza que correspondem às características da personagem.

COLUNA 1

1-Cor dos cabelos

2-Doçura do sorriso

3-Perfume do hálito

4-Agilidade

5-Voz

COLUNA 2

( ) favo de jati

( ) baunilha

( ) asas da graúna

( ) sabiá da mata

( ) ema selvagem

Assinale a alternativa correta.

LiteraturaUNEMAT2011

Leia o trecho do conto “São Marcos”, de Sagarana (1971).

“...sal derramado; padre viajando com a gente no trem; não falar em raio: quando muito, e se o tempo está bom, “faísca”; nem dizer lepra; só o “mal”; passo de entrada com o pé esquerdo; ave do pescoço pelado; risada renga de suindara, cachorro, bode e galo, pretos; e, no principal, mulher feiosa, encontro sobre todos fatídico; – porque, já então, como ia dizendo, eu poderia confessar, num recenseio aproximado: doze tabus de não-uso próprio; oito regrinhas ortodoxas preventivas; vinte péssimos presságios; dezesseis casos de batida obrigatória na madeira; dez outros exigindo a figa digital napolitana, mas da legítima, ocultando bem a cabeça do polegar; e cinco ou seis indicações de rituais mais complicados; total: setenta e dois – nove fora, nada”.

Assinale a alternativa correta.

LiteraturaUNEMAT2011

Leia o poema extraído do livro Menino do Mato(2010), de Manoel de Barros.

“Eu queria usar palavras de ave para escrever

Onde a gente morava era um lugar

imensamente e sem nomeação

Ali a gente brincava de brincar com as palavras

Tipo assim: hoje eu vi uma formiga ajoelhada

na pedra!

Já vem você com as sua visões!

Porque formigas não tem joelhos ajoelháveis

E nem há pedras de sacristia por aqui

Isto é traquinagem de sua imaginação”.

Assinale a alternativa correta.

LiteraturaUNEMAT2012

Leia o poema “4” da Segunda Parte (“Cadernode Aprendiz”) do livro Menino do Mato, de Manoel de Barros.

“Escrever o que não acontece é tarefa da poesia”.

Assinale a alternativa correta.

LiteraturaUNEMAT2012

Leia este poema do livro Menino do Mato(2010), de Manoel de Barros.

Ele sabia que as coisas inúteis e os

homens inúteis.

se guardam no abandono.

Os homens no seu proprio abandono.

E as coisas inúteis ficam para a poesia.

Agora, analise as afirmativas.

I. A poesia mostra o olhar do menino/homem amadurecido para a vida/poesia.

II. O poema trabalha esteticamente tanto as coisas inúteis quanto os homens marginalizados.

III. A poesia só deve tratar de coisas inúteis e homens que são abandonados à própria sorte.

IV. O poema deixa transparece que a poesia não tem serventia para a sociedade.

V. O poema apresenta a ideia geral da escrita literária de Manoel de Barros: observação daquilo que a sociedade capitalista despreza, coisas inúteis e homens sem serventia.

Assinale a alternativa correta.

LiteraturaUFPR2014

Leia o trecho abaixo, do capítulo XII de Inocência, do Visconde de Taunay. Trata-se de um diálogo entre o pai de Inocência, Pereira, e o médico ambulante, Cirino, sobre o naturalista alemão, Meyer.

—Nem sei como me contenha... Estou cego de raiva... Que presente me mandou o Chico!... É uma peste, este diabo melado... Vê uma rapariguinha e enche logo as bochechas para lhe dizer meia dúzia de pachuchadas e graçolas... Não está má esta!... É um perdido. Nada... Isto não me cheira bem: vou ficar de olho nele...

—Faz muito bem, apoiou Cirino.

—Vejam só, continuou Pereira retendo o seu interlocutor para deixar Meyer distanciar-se, em boas me fui eu meter! ... Se não fosse a tal carta do mano, o cujo dançava ao som do cacete... Malcriadaço! Uma mulher que daqui a dois dias está para receber marido... Deus nos livre que o Manecão o ouvisse... Desancava-o logo, se não o cosesse a facadas... Vejam só, hem?... Sempre é gente de outras terras... Cruz! Também vi logo... um latagão bonito... todo faceiro... havera por força de ser rufião.

(Visconde de Taunay, Inocência. São Paulo: FTD, 1992, p. 87)

Assinale a alternativa correta.

LiteraturaUFPR2019

Escritores de uma nova geração, Milton Hatoum (nascido em 1952) e Bernardo Carvalho (nascido em 1960) já garantiram seu lugar no panorama multifacetado da literatura brasileira contemporânea. Relato de um certo oriente, publicado em 1989, marcou a estreia de Milton Hatoum na literatura. Nove noites, publicado em 2002, é o sétimo livro lançado por Bernardo Carvalho, que estreou na literatura em 1993 com o livro de contos Aberração.

A respeito das comparações entre Relato de um certo oriente e Nove noites, considere as seguintes afirmativas:

1. Milton Hatoum consegue trazer para a sua ficção o espaço amazonense sem cair no exagero do exotismo; Bernardo Carvalho, por sua vez, tensiona o realismo pela inclusão, na ficção, de fatos e personagens históricos, autobiografia e experiências pessoais.

2. Através de estratégias diferentes, os dois romances buscam compreender o passado, conscientes da obrigação histórica de recuperá-lo tal como aconteceu: Relato de um certo oriente resgata a memória trágica de uma família que viveu em Manaus; Nove noites investiga a morte de um antropólogo no sul do Maranhão, para entregar ao leitor a solução de um mistério até então não resolvido.

3. A epígrafe de W.H. Auden – “Que a memória refaça/A praia e os passos/O rosto e o ponto do encontro” (em tradução de Sandra Stroparo e Caetano Galindo) – anuncia o elemento central da narrativa de Milton Hatoum. O título do romance de Bernardo Carvalho se refere às nove noites que o antropólogo Buell Quain passou na companhia de Manoel Perna, durante a sua estada entre os índios Krahô.

4. O tratamento dado aos nativos em Relato de um certo oriente pode ser verificado na humilhação e nos abusos sofridos pelas caboclas e índias que trabalhavam na casa de Emilie, principalmente por parte dos dois “inomináveis”. Em Nove noites, a narração do jornalista volta a momentos centrais da história do Brasil no século XX – Estado Novo, Ditadura Militar e Período Democrático –, marcando a situação de vulnerabilidade permanente dos índios num mundo de brancos.

5. Na Manaus multicultural da primeira metade do século XX, Emilie e seus filhos, com a curiosidade natural do imigrante, atravessam constantemente o rio que separa a cidade da floresta. Da mesma forma, o narrador-jornalista de Nove noites visita inúmeras vezes os índios Krahô, em busca de informações sobre o suicídio de Buell Quain.

Assinale a alternativa correta.