As mulheres na obra Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, não aparecem sob a forma idealizada, castas e ingênuas, mas muitas vezes, ambiciosas, sedutoras, adúlteras e até mesmo torpes. Sarcasticamente são caracterizadas pelo narrador, com representações florais, que, em alguns casos, mais ofendem que exaltam. Assim, identifique, abaixo, as correspondências que não se comprovam.
O era a apoteose do sentimento; o é a anatomia do caráter. É a crítica do homem. É a arte que nos pinta a nossos próprios olhos — para nos conhecermos, para que saibamos se somos verdadeiros ou falsos, para condenar o que houve de mau na nossa sociedade.
(Eça de Queirós apud Domício Proença Filho. Estilos de época na literatura, 1978. Adaptado.)As lacunas no texto devem ser preenchidas, respectivamente, por
Os ________________ haviam “civilizado” a imagem do índio, injetando nele os padrões do cavalheirismo convencional. Os________________ , ao contrário, procuraram nele e no negro o primitivismo, que injetaram nos padrões da civilização dominante como renovação e quebra das convenções acadêmicas.
(Antonio Candido. Iniciação à literatura brasileira, 2010. Adaptado.)As lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, por
O_________________ tende para uma visão social do homem: o________________ encaminha-se para uma visão patológica do homem.
As lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, por
Leia o trecho reescrito a partir das ideias do sétimo parágrafo do texto.
Aurélia estava ciente de que muitos adoradores que a . No entanto, sentia-se indignada e julgava-os porque seus milhares de contos de réis o que unicamente lhes interessava.
As lacunas desse trecho são preenchidas, correta e respectivamente, por:
Texto para a questão
Em uma outra casinha do cortiço acabava de estalar uma nova sobremesa, engrossando o barulho geral: era o jantar de um grupo de italianos mascates, onde o Delporto, o Pompeo, o Francesco e o Andrea representavam as principais figuras. Todos eles cantavam em coro, mais afinados que nas outras duas casas; quase, porém, que se lhes não podia ouvir as vozes, tantas e tão estrondosas eram as pragas que soltavam ao mesmo tempo. De quando em quando, de entre o grosso e macho vozear dos homens, esguichava um falsete feminino, tão estridente que provocava réplica aos papagaios e aos perus da vizinhança. E, daqui e dali, iam rebentando novas algazarras em grupos formados cá e lá pela estalagem. Havia nos operários e nos trabalhadores decidida disposição para pandegar, para aproveitar bem, até ao fim, aquele dia de folga. A casa de pasto fermentava revolucionada, como um estômago de bêbado depois de grande bródio, e arrotava sobre o pátio uma baforada quente e ruidosa que entontecia.
Aluísio Azevedo, O cortiço.Para dar ideia, de maneira mais precisa, da agitação da cena descrita, o narrador se vale do uso reiterado de verbos que expressam _________________________ da ação e de adjetivos de significação _________________.
As lacunas dessa frase podem ser corretamente preenchidas pelas palavras
Traço interessante ligado às condições específicas do decênio de 1930 foi a extensão das literaturas regionais e sua transformação em modalidades expressivas cujo âmbito e significado se tornaram nacionais (...). É o caso do “romance do Nordeste”, considerado naquela altura pela média da opinião como o romance por excelência. A sua voga provém em parte do fato de radicar na linha da ficção regional (embora não “regionalista”, no sentido pitoresco), feita agora com uma liberdade de narração e linguagem antes desconhecida. Mas deriva também do fato de todo o País ter tomado consciência de uma parte vital, o Nordeste, representado na sua realidade viva pela literatura.
(CANDIDO, Antonio. A educação pela noite e outros ensaios. São Paulo: Ática, 1987. p. 187)
Embora a obra desse autor não se confine à chamada literatura regionalista, é inegável que, em um romance como ...... ou nas novelas de ......, a genialidade de ...... soube representar uma visão da ética sertaneja, associada aos anseios universais do homem.
As lacunas da frase acima preenchem-se corretamente, na ordem dada, pelos seguintes elementos
O capitalismo nasceu sob a égide da aceleração. Quanto menos tempo despendido, mais produtos a serem transformados em mercadoria. “Tempo é dinheiro” significa o mais das vezes: menos tempo traz mais dinheiro. A identidade supõe aqui inversão de grandezas. Na competição comercial dá-se o mesmo. Quem chega antes, quem se adiante na roda do calendário e do relógio, terá maiores oportunidades de vender. Quem já chegou, já ganhou espaço e poder. Concorre quem mais corre.
(BOSI, Alfredo. Entre a literatura e a história. São Paulo: Ed. 34, 2013. p. 355)A velocidade, a aceleração e a agitação constituem qualidades por vezes muito prezadas pelos modernistas de 22. Ao intitular seu livro ......, o poeta ...... parece orgulhar-se do ritmo de crescimento de sua cidade, fenômeno que também se entrevê em algumas páginas em prosa de ...... .
As lacunas da frase acima ficarão corretamente preenchidas, na ordem dada, por:
(...) a insistência em descrever a natureza, arrolar os
seus bens e historiar a vida ainda breve da Colônia indica um
primeiro passo da consciência do colono, enquanto homem que
já não vive na Metrópole e, por isso, deve enfrentar coordenadas
naturais diferentes, que o obrigam a aceitar e, nos casos
melhores, repensar diferentes estilos de vida. Se por um lado
sua atitude em face do índio, por exemplo, prende-se aos
comuns padrões culturais de português e católico-medieval, seu
contato com os nativos leva-o a uma observação curiosa, da
qual pode nascer uma nova avaliação.
(Adaptado de: BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 1982. 3. ed., 3a tiragem, p. 20)As iniciativas de descrever a natureza, arrolar os seus bens e historiar a vida ainda breve da Colônia estão documentadas no gênero que se conhece como
Poetas e tipógrafos
Vice-cônsul do Brasil em Barcelona em 1947, o poetaJoão Cabral de Melo Neto foi a um médico por causa de sua crônica dor de cabeça. Ele lhe receitou exercícios físicos, para “canalizar a tensão”. João Cabral seguiu o conselho. Comprou uma prensa manual e passou a produzir à mão, domesticamente, os próprios livros e os dos amigos. E, com tal “ginástica poética”, como a chamava, tornou-se essa ave rara e fascinante: um editor artesanal.
Um livro recém-lançado, “Editores Artesanais Brasileiros”, de Gisela Creni, conta a história de João Cabral e de outros sonhadores que, desde os anos 50, enriqueceram a cultura brasileira a partir de seu quarto dos fundos ou de um galpão no quintal.
O editor artesanal dispõe de uma minitipografia e faz tudo: escolhe a tipologia, compõe o texto, diagrama-o, produz as ilustrações, tira provas, revisa, compra o papel e imprime – em folhas soltas, não costuradas – 100 ou 200 lindos exemplares de um livrinho que, se não fosse por ele, nunca seria publicado. Daí, distribui-os aos subscritores (amigos que se comprometeram a comprar um exemplar). O resto, dá ao autor. Os livreiros não querem nem saber.
Foi assim que nasceram, em pequenos livros, poemas de – acredite ou não – João Cabral, Manuel Bandeira, Drummond, Cecília Meireles, Joaquim Cardozo, Vinicius de Moraes, Lêdo Ivo, Paulo Mendes Campos, Jorge de Lima e até o conto “Com o Vaqueiro Mariano” (1952), de GuimarãesRosa. E de Donne, Baudelaire, Lautréamont, Rimbaud, Mallarmé, Keats, Rilke, Eliot, Lorca, Cummings e outros, traduzidos por amor.
João Cabral não se curou da dor de cabeça, mas valeu.
(Ruy Castro. Folha de S.Paulo, 17.08.2013. Adaptado.)As informações do texto permitem afirmar que