AprendiAprendi
LiteraturaFDF2016

As mulheres na obra Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, não aparecem sob a forma idealizada, castas e ingênuas, mas muitas vezes, ambiciosas, sedutoras, adúlteras e até mesmo torpes. Sarcasticamente são caracterizadas pelo narrador, com representações florais, que, em alguns casos, mais ofendem que exaltam. Assim, identifique, abaixo, as correspondências que não se comprovam.

LiteraturaFCMSCSP2022

O era a apoteose do sentimento; o é a anatomia do caráter. É a crítica do homem. É a arte que nos pinta a nossos próprios olhos — para nos conhecermos, para que saibamos se somos verdadeiros ou falsos, para condenar o que houve de mau na nossa sociedade.

(Eça de Queirós apud Domício Proença Filho. Estilos de época na literatura, 1978. Adaptado.)

As lacunas no texto devem ser preenchidas, respectivamente, por

LiteraturaUNIFESP2019

Os ________________ haviam “civilizado” a imagem do índio, injetando nele os padrões do cavalheirismo convencional. Os________________ , ao contrário, procuraram nele e no negro o primitivismo, que injetaram nos padrões da civilização dominante como renovação e quebra das convenções acadêmicas.

(Antonio Candido. Iniciação à literatura brasileira, 2010. Adaptado.)

As lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, por

LiteraturaFMABC2022

O_________________ tende para uma visão social do homem: o________________ encaminha-se para uma visão patológica do homem.

As lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, por

LiteraturaUNIMES2017

Leia o trecho reescrito a partir das ideias do sétimo parágrafo do texto.

Aurélia estava ciente de que muitos adoradores que a . No entanto, sentia-se indignada e julgava-os porque seus milhares de contos de réis o que unicamente lhes interessava.

As lacunas desse trecho são preenchidas, correta e respectivamente, por:

LiteraturaFGV-SP2016

Texto para a questão

Em uma outra casinha do cortiço acabava de estalar uma nova sobremesa, engrossando o barulho geral: era o jantar de um grupo de italianos mascates, onde o Delporto, o Pompeo, o Francesco e o Andrea representavam as principais figuras. Todos eles cantavam em coro, mais afinados que nas outras duas casas; quase, porém, que se lhes não podia ouvir as vozes, tantas e tão estrondosas eram as pragas que soltavam ao mesmo tempo. De quando em quando, de entre o grosso e macho vozear dos homens, esguichava um falsete feminino, tão estridente que provocava réplica aos papagaios e aos perus da vizinhança. E, daqui e dali, iam rebentando novas algazarras em grupos formados cá e lá pela estalagem. Havia nos operários e nos trabalhadores decidida disposição para pandegar, para aproveitar bem, até ao fim, aquele dia de folga. A casa de pasto fermentava revolucionada, como um estômago de bêbado depois de grande bródio, e arrotava sobre o pátio uma baforada quente e ruidosa que entontecia.

Aluísio Azevedo, O cortiço.

Para dar ideia, de maneira mais precisa, da agitação da cena descrita, o narrador se vale do uso reiterado de verbos que expressam _________________________ da ação e de adjetivos de significação _________________.

As lacunas dessa frase podem ser corretamente preenchidas pelas palavras

LiteraturaPUC-Campinas2014

Traço interessante ligado às condições específicas do decênio de 1930 foi a extensão das literaturas regionais e sua transformação em modalidades expressivas cujo âmbito e significado se tornaram nacionais (...). É o caso do “romance do Nordeste”, considerado naquela altura pela média da opinião como o romance por excelência. A sua voga provém em parte do fato de radicar na linha da ficção regional (embora não “regionalista”, no sentido pitoresco), feita agora com uma liberdade de narração e linguagem antes desconhecida. Mas deriva também do fato de todo o País ter tomado consciência de uma parte vital, o Nordeste, representado na sua realidade viva pela literatura.

(CANDIDO, Antonio. A educação pela noite e outros ensaios. São Paulo: Ática, 1987. p. 187)

Embora a obra desse autor não se confine à chamada literatura regionalista, é inegável que, em um romance como ...... ou nas novelas de ......, a genialidade de ...... soube representar uma visão da ética sertaneja, associada aos anseios universais do homem.

As lacunas da frase acima preenchem-se corretamente, na ordem dada, pelos seguintes elementos

LiteraturaPUC-Campinas2014

O capitalismo nasceu sob a égide da aceleração. Quanto menos tempo despendido, mais produtos a serem transformados em mercadoria. “Tempo é dinheiro” significa o mais das vezes: menos tempo traz mais dinheiro. A identidade supõe aqui inversão de grandezas. Na competição comercial dá-se o mesmo. Quem chega antes, quem se adiante na roda do calendário e do relógio, terá maiores oportunidades de vender. Quem já chegou, já ganhou espaço e poder. Concorre quem mais corre.

(BOSI, Alfredo. Entre a literatura e a história. São Paulo: Ed. 34, 2013. p. 355)

A velocidade, a aceleração e a agitação constituem qualidades por vezes muito prezadas pelos modernistas de 22. Ao intitular seu livro ......, o poeta ...... parece orgulhar-se do ritmo de crescimento de sua cidade, fenômeno que também se entrevê em algumas páginas em prosa de ...... .

As lacunas da frase acima ficarão corretamente preenchidas, na ordem dada, por:

LiteraturaPUC-Campinas2015

(...) a insistência em descrever a natureza, arrolar os

seus bens e historiar a vida ainda breve da Colônia indica um

primeiro passo da consciência do colono, enquanto homem que

já não vive na Metrópole e, por isso, deve enfrentar coordenadas

naturais diferentes, que o obrigam a aceitar e, nos casos

melhores, repensar diferentes estilos de vida. Se por um lado

sua atitude em face do índio, por exemplo, prende-se aos

comuns padrões culturais de português e católico-medieval, seu

contato com os nativos leva-o a uma observação curiosa, da

qual pode nascer uma nova avaliação.

(Adaptado de: BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 1982. 3. ed., 3a tiragem, p. 20)

As iniciativas de descrever a natureza, arrolar os seus bens e historiar a vida ainda breve da Colônia estão documentadas no gênero que se conhece como

LiteraturaUNIFESP2014

Poetas e tipógrafos

Vice-cônsul do Brasil em Barcelona em 1947, o poetaJoão Cabral de Melo Neto foi a um médico por causa de sua crônica dor de cabeça. Ele lhe receitou exercícios físicos, para “canalizar a tensão”. João Cabral seguiu o conselho. Comprou uma prensa manual e passou a produzir à mão, domesticamente, os próprios livros e os dos amigos. E, com tal “ginástica poética”, como a chamava, tornou-se essa ave rara e fascinante: um editor artesanal.

Um livro recém-lançado, “Editores Artesanais Brasileiros”, de Gisela Creni, conta a história de João Cabral e de outros sonhadores que, desde os anos 50, enriqueceram a cultura brasileira a partir de seu quarto dos fundos ou de um galpão no quintal.

O editor artesanal dispõe de uma minitipografia e faz tudo: escolhe a tipologia, compõe o texto, diagrama-o, produz as ilustrações, tira provas, revisa, compra o papel e imprime – em folhas soltas, não costuradas – 100 ou 200 lindos exemplares de um livrinho que, se não fosse por ele, nunca seria publicado. Daí, distribui-os aos subscritores (amigos que se comprometeram a comprar um exemplar). O resto, dá ao autor. Os livreiros não querem nem saber.

Foi assim que nasceram, em pequenos livros, poemas de – acredite ou não – João Cabral, Manuel Bandeira, Drummond, Cecília Meireles, Joaquim Cardozo, Vinicius de Moraes, Lêdo Ivo, Paulo Mendes Campos, Jorge de Lima e até o conto “Com o Vaqueiro Mariano” (1952), de GuimarãesRosa. E de Donne, Baudelaire, Lautréamont, Rimbaud, Mallarmé, Keats, Rilke, Eliot, Lorca, Cummings e outros, traduzidos por amor.

João Cabral não se curou da dor de cabeça, mas valeu.

(Ruy Castro. Folha de S.Paulo, 17.08.2013. Adaptado.)

As informações do texto permitem afirmar que