AprendiAprendi
LiteraturaUDESC2013

A estrofe que entrecorta o conto Um nome: Marina pertence ao poema:

LiteraturaUEMA2014

Romance LIII ou Das palavras aéreas

Ai, palavras, ai, palavras,

que estranha potência, a vossa!

Ai, palavras, ai, palavras,

sois de vento, ides no vento,

no vento que não retorna.

[...]

Sois de vento, ides no vento,

e quedais, com sorte nova!

[...]

Ai, palavras, ai, palavras,

íeis pela estrada afora,

erguendo asas muito incertas,

entre verdade e galhofa,

desejos do tempo inquieto,

promessas que o mundo sopra...

Ai, palavras, ai, palavras, mirai-vos: que sois, agora?

[...]

Perdão podíeis ter sido!

– sois madeira que se corta,

– sois vinte degraus de escada,

– sois um pedaço de corda...

– sois povo pelas janelas, cortejo, bandeiras, tropa...

Ai, palavras, ai, palavras,

que estranha potência, a vossa!

Éreis um sopro na aragem...

– sois um homem que se enforca!

Fonte: MEIRELES, Cecília. Romanceiro da Inconfidência. São Paulo: Global, 2012.

Releia os seguintes versos:

Ai, palavras, ai, palavras,

que estranha potência, a vossa!

[...]

Sois de vento, ides no vento,

e quedais, com sorte nova!

[...]

mirai-vos: que sois, agora?

[...]

A estranha potência das palavras é explicada, de certa forma, por meio de sugestivas imagens. Um dos sentidos sugeridos nesses versos é a

LiteraturaUFG2010

Leia os trechos do poema “I - Canção do exílio”, da coletâneaAs primaveras, de Casimiro de Abreu.

I

Canção do exílio

[...]

Oh! que saudades tamanhas

Das montanhas,

Daqueles campos natais!

Daquele céu de safira

Que se mira,

Que se mira nos cristais!

[...]

Debalde eu olho e procuro...

Tudo escuro

Só vejo em roda de mim!

Falta a luz do lar paterno

Doce e terno,

Doce e terno para mim.

Distante do solo amado

— Desterrado —

A vida não é feliz.

Nessa eterna primavera

Quem me dera,

Quem me dera o meu país!

[...]

ABREU, Casimiro de. As primaveras. São Paulo: Martin Claret, 2009. p. 23-24.

A estética romântica, impulsionada pelo cenário histórico que vinha se desenhando no país, teve como projeto a busca do nacional pelos escritores, que passaram a dar uma nova significação para os elementos da natureza do Brasil. Dentro desse projeto, Casimiro de Abreu, no poema acima, que abre o “Livro primeiro” da coletânea As primaveras, exprime o amor e a saudade da terra natal. Entretanto, o modo como o poeta canta a pátria diferencia-se da maneira como os demais românticos o fizeram, por evidenciar

LiteraturaUFU2020

Em A moratória de Jorge Andrade, Joaquim, o patriarca da família, repete várias vezes a frase “Nós somos o que fomos”, ou variações dessa mesma ideia. No entanto, essa afirmação do personagem é constantemente desmentida por outras personagens ou pelas circunstâncias do enredo.

A este respeito, assinale a alternativa que analisa de forma correta mudanças que atingem a família de Joaquim, mas que ele não aceita ou não percebe.

LiteraturaIMEPAC2016

A obra literária Agosto apresenta uma instigante interação entre personagens fictícios e personagens envolvidos de fato na realidade que abrangia Getúlio Vargas no ano de sua morte.

A esse respeito, assinale a alternativa que apresenta o personagem dessa obra que também fez parte de eventos históricos da época.

LiteraturaUFG2011

A enchente é um fenômeno do regime dos rios, que decorredo ciclo da água. No conto O que veio de longe, da obra Livro dos homens, de Ronaldo Correia de Brito, esse fenômeno é representado no processo composicional para

LiteraturaENEM2013

Tudo no mundo começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida. Mas antes da pré-história havia a pré-história da pré-história e havia o nunca e havia o sim. Sempre houve. Não sei o quê, mas sei que o universo jamais começou.

[...]

Enquanto eu tiver perguntas e não houver resposta continuarei a escrever. Como começar pelo início, se as coisas acontecem antes de acontecer? Se antes da pré- pré-história já havia os monstros apocalípticos? Se esta história não existe, passará a existir. Pensar é um ato. Sentir é um fato. Os dois juntos — sou eu que escrevo o que estou escrevendo. [...] Felicidade? Nunca vi palavra mais doida, inventada pelas nordestinas que andam por aí aos montes.

Como eu irei dizer agora, esta história será o resultado de uma visão gradual — há dois anos e meio venho aos poucos descobrindo os porquês. É visão da iminência de. De quê? Quem sabe se mais tarde saberei. Como que estou escrevendo na hora mesma em que sou lido. Só não inicio pelo fim que justificaria o começo — como a morte parece dizer sobre a vida — porque preciso registrar os fatos antecedentes.

LISPECTOR, C. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998 (fragmento).

A elaboração de uma voz narrativa peculiar acompanha a trajetória literária de Clarice Lispector, culminada com a obra A hora da estrela, de 1977, ano da morte da escritora. Nesse fragmento, nota-se essa peculiariadade porque o narrador

LiteraturaPUC-Campinas2018

Regimes que se dizem cristãos e que derivam sua autoridade de um determinado corpo de textos já variaram do reino feudal de Jerusalém aos shakers, do império dos tsares russos à República Holandesa, da Genebra de Calvino à Inglaterra georgiana. Em épocas distintas, a teologia cristã absorveu Aristóteles e Marx. Todos afirmavam provir dos ensinamentos de Cristo – embora em geral desagradando a outros cristãos igualmente convencidos de sua cristandade.

(HOBSBAWM, Eric. Como mudar o mundo. Marx e o marxismo (1840-2011). São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 312)

A diversidade de teses e posições do modernismo de 22 abrigou vocações que eram ao mesmo tempo libertárias e religiosas, provocando, por vezes, disposições contrárias como a de Carlos Drummond de Andrade nestes versos de Alguma poesia:

LiteraturaUNIFIMES2022

Leia o poema “A um poeta”, de Olavo Bilac, para responder a questão.

A um poeta

Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino1, escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!

Mas que na forma se disfarce o emprego
Do esforço; e a trama viva se construa
De tal modo, que a imagem fique nua,
Rica mas sóbria, como um templo grego.

Não se mostre na fábrica o suplício
Do mestre. E, natural, o efeito agrade,
Sem lembrar os andaimes do edifício:

Porque a Beleza, gêmea da Verdade,
Arte pura, inimiga do artifício,
É a força e a graça na simplicidade.

(Antologia: Poesias, 2002.)

A discussão proposta pelo poema é um exemplo de

LiteraturaUNIFAN2017

Leia o seguinte poema de Cruz e Sousa para aQuestão.

Siderações

Para as Estrelas de cristais gelados
As ânsias e os desejos vão subindo,
Galgando azuis e siderais noivados
De nuvens brancas a amplidão vestindo...

Num cortejo de cânticos alados
Os arcanjos, as cítaras ferindo,
Passam, das vestes nos troféus prateados,
As asas de ouro finamente abrindo...

Dos etéreos turíbulos de neve
Claro incenso aromal, límpido e leve,
Ondas nevoentas de Visões levanta...

E as ânsias e os desejos infinitos
Vão com os arcanjos formulando ritos
Da Eternidade que nos Astros canta...

CRUZ e SOUSA, João. Siderações. In: Broquéis. Poemas.L&PM Pocket: Porto Alegre, 2011. p.25.

O poema simbolista Siderações, de Cruz e Sousa, assim como outros poemas do poeta brasileiro, expressam, sob as luzes do movimento simbolista europeu, um desapontamento ante o fracasso das ideias desenvolvimentistas e de transformação da sociedade burguesa industrial.

É verdade que a estética simbolista:

1.valoriza o inconsciente e o sonho, o universo onírico, em contraposição ao racionalismo.
2. enfatiza o distanciamento da realidade subjetiva.
3. pressupõe uma síntese entre a percepção dos sentidos e a reflexão intelectual.
4. coloca em realce a valorização dos mistérios da alma e da corporeidade objetiva.
5. utiliza-se, abundantemente, de uma linguagem indireta e denotativa, evidenciando seu caráter metafórico.
6. tem como uma de suas características basilares a utilização do recurso estilístico da musicalidade, visando sensações e ritmos.
7. elege como uma de suas principais figuras de retórica a sinestesia, figura de linguagem que coloca em relevo
a negação da experiência corpórea sensorial.
8. apregoa que a poesia deve sugerir e não descrever, assim como apregoava a estética parnasiana.
9. distancia-se de questões sociais, evidenciando a característica e função da literatura conhecida como a “arte pela arte”.

10. nega o cientificismo, priorizando objetividade e descritivismo.

A diferença entre a soma dos números correspondentes às sentenças acima incorretas e corretas é: