As pessoas começam a se adicionar no Facebook
e no final todo mundo vira amigo? Não é bem assim.
A internet raramente cria amizades do zero – na maior
parte dos casos, ela funciona como potencializadora
[5] de relações que já haviam se insinuado na vida
real. Um estudo feito pela Universidade de Michigan
constatou que o 20o maior uso do Facebook, depois
de interagir com amigos, é olhar os perfis de pessoas
que acabamos de conhecer. Se você gostar do perfil,
[10] adiciona aquela pessoa, e está formado um vínculo.
As redes sociais têm o poder de transformar os
chamados elos latentes (pessoas que frequentam o
mesmo ambiente social que você, mas não são suas
amigas) em elos fracos – uma forma superficial de
[15] amizade. Pois é. Por mais que existam exceções
a qualquer regra, todos os estudos apontam que
amizades geradas com a ajuda da internet são mais
fracas, sim, do que aquelas que nascem e crescem
fora dela.
COSTA, Camila. Como a internet está mudando a amizade. Superinteressante. Disponível em: http://supr.abril.com.br/cotidiano/ como-internet-esta-mudando-amizade-619645.shtml. Acesso em: 18 set. 2013.Quanto aos elementos linguísticos que compõem o texto e seus efeitos de sentido, é correto firmar:
A onda
a onda anda
aonde anda
a onda?
a onda ainda
ainda onda
ainda anda
aonde?
aonde?
a onda a onda
BANDEIRA, Manoel. A onda. A Estrela da Tarde, 1960. Disponível em: <https://pensador.uol.com.br>. Acesso em: 16 ago. 2016.Objetivando imitar o movimento da onda, por meio de uma fluidez sonora, Manoel Bandeira utiliza-se de um recurso estilístico denominado
Recentemente, algumas pesquisas vêm demonstrando que, em certas situações, as células-tronco da medula óssea também podem se diferenciar em outros tecidos além do sangue, por exemplo, músculo cardíaco. Essa é a razão de se retirar células-tronco da medula óssea do paciente e utilizá-las para tratamento de infarto agudo do miocárdio ou insuficiência cardíaca.
Na verdade, a grande esperança da medicina são as células-tronco embrionárias. Essas células têm a capacidade de formar todos os tecidos do corpo humano, porém são encontradas apenas no embrião humano com poucos dias de vida – fase de blastocisto. É aí que mora a polêmica, pois, para se utilizar células-tronco embrionárias para fins de pesquisa, o embrião precisaria ser destruído, o que, para algumas pessoas, seria considerado interrupção da vida. Mas é importante lembrar que, nessa fase, o que chamamos de embrião é um conjunto de células imaturas menores que o ponto final dessa frase, que não formaram sequer um tecido ou um órgão, não têm funcionamento independente, não sentem nada e ainda não estão implantadas no útero.
NAOUM, Flávio Augusto. Células-tronco: esclarecendo e discutindo a polêmica. Disponível em: www.ciencianews.com.br/index.php/publicacoes/ artigos-cientificos. Acesso em: set. 2018. Adaptado.O texto traz uma opinião favorável ao uso de células-tronco embrionárias em pesquisa, baseando-se em argumentos de natureza
Um homem doente faz a oração da manhã
Pelo sinal da Santa Cruz,
chegue até Vós meu ventre dilatado
e Vos comova, Senhor, meu mal sem cura.
Inauguro o dia, eu que ao meu crédito explico
que passei em claro a treva da noite.
Escutei – e é quando às vezes descanso –
vozes de há mais de trinta anos.
Vi no meio da noite nesgas claríssimas de sol.
Minha mãe falou,
enxotei gatos lambendo
O prato da minha infância.
Livrai-me de lançar contra Vós
a tristeza do meu corpo
e seu apodrecimento cuidadoso.
Mas desabafo dizendo:
que irado amor Vós tendes.
Tem piedade de mim,
tem piedade de mim
pelo sinal da Vossa Cruz
que faço na testa, na boca, no coração.
Da ponta dos pés à cabeça,
de palma a palma da mão.
PRADO, Adélia. Um homem doente faz a oração da manhã. Bagagem. In: Poesia Reunida. Rio de Janeiro: Siciliano, 1991. p. 51.Nos versos de Adélia Prado, o eu poético revela-se
Na resposta dada pelo mestre ao questionamento de seu discípulo, o termo “próximo” aparece duas vezes e, nesse contexto, trata-se de vocábulos que
A campanha institucional sugere ações cotidianas que melhoram a qualidade de vida das pessoas.
Na estruturação do texto, identifica-se o uso
A Bahia de Todos os Santos é a porta do mundo,
como se sabe. Desmedida, nela cabem reunidas as
demais enseadas do Brasil e ainda sobra espaço onde
conter as rias da Galícia e as esquadras do universo.
[5] Quanto à beleza, não há comparação que se possa fazer
nem existe escritor capaz de descrevê-la.
Um rebanho de ilhas, cada qual mais aprazível e
deslumbrante, pasta neste mar de sonho. Pastoreadas
pela ilha maior e principal, a de Itaparica, povoada de
[10] tropas lusitanas e holandesas, de tribos de índios e de
nações africanas. No fundo das águas, no reino deAioká,
jazem cascos de caravelas armadas em guerra, fidalgos
portugueses e almirantes batavos, colonos e invasores
expulsos pelos denodados patriotas brasileiros. Itaparica,
[15] mãe da pátria recente, chão da liberdade nas batalhas da
Independência, nas festas de janeiro.
Das glórias da Bahia de Todos os Santos manda a
prudência não falar, é recomendável guardar silêncio,
para evitar despeito e dor de cotovelo: sua fama está na
[20] boca dos marítimos, nas canções dos trovadores, nas
cartas e relatos dos navegantes.
AMADO, Jorge. O sumiço da santa: uma história de feitiçaria. Rio de Janeiro: Record, 1988. p. 18.
Na descrição detalhada que Jorge Amado faz da Bahia de Todos os Santos, na obra “O sumiço da santa”, o aspecto estilístico do texto que está devidamente analisado é o indicado em
Oi, mãe, já terminando de almoçar?
Oh, meu filho, me dê um abraço. Ah, que bom...
Quando foi que você chegou?
Estou chegando agora, mãe.
5 Como foi de viagem?
Eu não estava viajando, mãe.
Você precisa tomar cuidado com essas viagens,
as estradas estão muito perigosas.
Mas eu já disse, mãe, não estava viajando. Eu
10 não viajo quase nunca. Faz anos que não viajo para
lugar nenhum.
Agora, deixe a moça tirar o prato, os talheres,
logo vem um pratinho para a senhora comer a
sobremesa.
15 E o queijo?
Aqui também, não ia me esquecer de que a
senhora gosta de comer doce com queijo.
Sempre gostei, desde menina. Quer saber uma
coisa engraçada, meu filho?
20 Quero, mãe.
Hoje eu só me lembro bem de coisas daquele
tempo velho. De outras, eu esqueço. Depois dos
doces, um cafezinho, não é?
Claro. Aliás, trouxe também café, já o entreguei
25 a D. Delza.
Café é bom, meu pai dizia. Café e outra coisa...
O que era mesmo?
Eu sei que outra coisa era, quer que eu diga?
Não.
30 Então não digo.
Já sei: azeite doce.
Isso mesmo. Sim, são coisas boas.
Você também gosta?
Aprendi a gostar com a senhora.
35 Quando meu pai morreu, eu era muito pequena.
Eu sei. Tinha seis anos.
Você tinha seis anos?
Não: a senhora.
Você se lembra?
40 Lembro a senhora dizendo isso.
Minha mãe também morreu.
Eu sei.
Quem lhe contou?
Mãe, minha avó morreu há mais de vinte anos.
45 Sua avó?
Minha avó, sim, sua mãe.
É verdade. Sua avó. Mas você está enganado, meu
filho, ela morreu agora.
Agora?
50 Nestes dias.
Mãe...
ESPINHEIRA FILHO, Rui. Visita. O Sonho dos Anjos (contos reunidos e inéditos). Salvador- Ba: Caramurê Publicações. 2014. p. 57-59. Adaptado.
Mesmo sem a presença do sujeito narrador, a coerência e a linearidade narrativa se desenvolvem por meio
Levando em consideração os elementos verbais e não verbais da charge e tomando como ponto de partida o discurso “longe de mim ter preconceito, mas...”, o conectivo “mas” apresenta, como efeito de sentido,
Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.
Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.
Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.
E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.
GULLAR, Ferreira. Cantiga para não morrer. Disponível em: <http://www. revistabula.com/12068-os-10-melhores-poemas-de-ferreira-gullar/>. Acesso em: abr. 2018.
A metáfora é a figura de linguagem identificada pela comparação subjetiva, pela semelhança ou analogia entre elementos.
Esse recurso estilístico utilizado pelo eu lírico está presente no verso transcrito em